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domingo, 5 dezembro, 2021

“Non nobis, Domine”: mergulhador encontra espada dos tempos dos Cruzados

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

O cidadão que encontrou a espada do Cruzado desastrado recebeu do governo um “certificado de boa cidadania”

Aconteceu na costa do Carmel, região litorânea ao Norte de Israel. Enquanto fazia exercícios de mergulho, Shlomi Katzin deparou-se com o objeto de desejo de inúmeros entusiastas da História e das Cruzadas: uma espada. O objeto que estava incrustado por uma grossa camada de organismos marinhos teve sua fabricação datada de 900 anos, no longínquo século XII. O achado foi entregue à Autoridade de Antiguidades do país (IAI, sigla em inglês), que publicou a descoberta nesta segunda-feira, 18.

Katzin a encontrara no último dia 16 de outubro, enquanto mergulhava a cerca de 150 metros da costa e a uma profundidade de aproximadamente cinco metros. A coincidência do espaço e do tempo certos revelara-lhe o tesouro: uma corrente marítima remexeu a areia do leito do mar no exato momento em que o mergulhador passava, deixando à mostra a relíquia. A espada tem as seguintes dimensões: a lâmina tem 1m de comprimento e o cabo, 30cm.

Fora o temor de que a peça pudesse tornar a ser enterrada pelas areias do leito do mar que fizera Shlomi Katzin lançar-se ao seu resgate. Foi batata: tratava-se, de fato, de um objeto bastante especial. A espada pertencera a um soldado cruzado, um integrante dos exércitos de peregrinos à Terra Santa. O empreendimento das Cruzadas fora uma reação às investidas bélicas dos muçulmanos que, durante séculos, saquearam a mataram os cristãos desde o Sul da Europa.

Foto: Reprodução/Israel Antiquities Authority

“A espada de ferro foi preservada em perfeitas condições e é um achado lindo e raro. Evidentemente, pertenceu a um cavaleiro das Cruzadas”.

 Nir Distelfeld, Inspetor da Unidade de Prevenção de Roubo da IAI

Para além desta espada, ao longo dos anos, vários outros objetos históricos foram encontrados no local; alguns, inclusive, datados de milênios antes dos Cruzados. Para os pesquisadores, portanto, os achados são um claro indício de que a costa de Carmel, abundante em enseadas naturais, servira como um “pequeno ancoradouro natural” para os bravos navegantes Cruzados durante as tormentas no mar. Agora, depois de limpa, a espada do soldado Cruzado desastrado que a deixara cair no mar, será exposta ao público.

“Cada artefato antigo encontrado nos ajuda a montar o quebra-cabeça histórico da terra de Israel. Assim que a espada for limpa e pesquisada nos laboratórios da Autoridade de Antiguidades de Israel, garantiremos que ela seja exibida ao público”.

Eli Escosido, diretor geral da IAI

Com informações da Revista Galileu.

“Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam. Não a nós, Senhor, não a nós, mas pela Glória de teu nome”.

Lema dos Cavaleiros Templários retirado do Livro dos Salmos, CXV: 1

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