Destaques
O grande destaque da semana é o lançamento da Danúbio: A Defesa Capadócia, de Elizeu Xavier.
Quando uma jovem some sem deixar pistas, o detetive particular Eduardo Botelho recebe uma proposta impossível: para salvá-la, terá que enfrentar um dos criminosos mais perigosos do país em uma partida de xadrez onde cada movimento pode custar uma vida. Mas esse é apenas o começo.
Dias depois, uma mulher é encontrada morta no porta-malas de um carro de luxo. Execução limpa. Profissional. Sem testemunhas. À medida que Botelho avança na investigação, ele percebe que os casos estão ligados por algo muito maior: uma rede de crime organizado, assassinatos brutais, corrupção e jogos de poder, onde a verdade é manipulada e a justiça tem preço. Agora, ele não está apenas caçando um assassino. Ele está sendo caçado. E, neste jogo, perder não significa fracassar. Significa morrer.
Na tradição do romance policial brasileiro, A Defesa Capadócia combina investigação, tensão e inteligência em uma trama feita para prender o leitor do início ao fim.

Destaque também para o lançamento da Vide: Do Ato, de Louis Lavelle, segundo volume da série Dialética do Eterno Presente, a obra máxima daquele que Sertillanges chamou de “o Platão de nossos dias”.
Depois de Do Ser, Lavelle avança para o coração de sua filosofia: o ato. Não o ato como gesto ou movimento, mas como aquilo que produz sua própria luz, que dá incessantemente testemunho de si mesmo, que chama à existência tudo o que preenche o mundo.
A pergunta que atravessa o livro é tão simples quanto vertiginosa: onde, exatamente, o eu se insere no Ser? Não no pensamento isolado. Não no obstáculo. Não na angústia que oscila entre o ser e o nada. Mas numa experiência mais afirmativa e radical: a presença ativa a si mesmo.
Escrita por um homem que começou a redigir sua filosofia em cadernos simples num campo de prisioneiros de Verdun, esta é uma obra que não se lê com pressa. Lê-se como quem participa.

Outros lançamentos
Pela Ecclesiae, dois novos volumes da coleção Cadernos de Estudo Bíblico: O primeiro e o segundo livro dos Reis e O livro de Josué, conduzidos por Scott Hahn em diálogo com outros autores.
Estes volumes se oferecem como instrumentos de permanência na Escritura, sendo assim, uma leitura que não se esgota em si, mas se prolonga na oração e se encarna no cotidiano. Em Josué, verás a travessia e a promessa; em Reis, a tensão entre fidelidade e queda, entre aliança e ruptura. Ambos, de modos distintos, recolocam você diante da história da salvação como algo que ainda o interpela.

Pela Auster, Por que a terapia funciona: usando a nossa mente para transformar o nosso cérebro, de Louis Cozolino.
A psicoterapia costuma ser descrita por seus métodos, suas escolas e suas técnicas. Mas há uma pergunta anterior, mais profunda e decisiva: o que permite que uma conversa, uma relação e uma narrativa reconstruída produzam mudança real na vida de alguém?
Em Por que a terapia funciona, Cozolino investiga essa pergunta a partir da neurobiologia, do apego, da memória, do trauma e da capacidade humana de criar novas formas de compreender a própria história. O livro mostra que a terapia não é apenas um espaço de escuta, mas um processo de transformação em que cérebro, mente e relações se reorganizam pouco a pouco.
Um lançamento da Auster para psicólogos, estudantes e leitores que desejam compreender, com clareza e profundidade, os mecanismos que tornam a psicoterapia uma experiência capaz de transformar o sofrimento em integração, vínculo e mudança.
Pela O Mínimo, O mínimo sobre estudar bem, de Victor Sales Pinheiro.
Um livro para quem deseja redescobrir o estudo não como uma obrigação cansativa, mas como um caminho de formação, disciplina e amadurecimento intelectual. Em tempos de distração constante, estudar bem é também aprender a pensar melhor.
Se você sente que precisa organizar a mente, recuperar o foco e desenvolver uma relação mais profunda com os estudos, este livro é para você.

Pela Papillon, Escola de Espiões, de Stuart Gibbs.
Sabe aquela fantasia de que um dia alguém aparece e diz que você foi escolhido pra algo maior do que a sua vida normal?
Foi isso que aconteceu com o Ben Ripley. Ele tem 12 anos, é craque em matemática e nunca tinha feito nada de mais, até a CIA mandar um espião até a casa dele avisando que ele foi aceito numa academia secreta de espionagem.
O detalhe é que ser espião de verdade é bem menos glamouroso do que nos filmes, e ele descobre isso logo no primeiro dia, do jeito mais difícil possível…

Pela Texugo, Os sete pequenos comilões, de Mary Ann Hoberman.
inguém costuma escrever sobre a mãe que faz a mesma comida pela milésima vez. Aquela que levanta antes de todo mundo, prepara um prato diferente pra cada filho e não ganha nem um obrigado por isso. Esse cuidado mínimo, repetido todo santo dia, quase nunca vira história. Os sete pequenos comilões virou.
Mary Ann Hoberman escreveu em versos, com uma rima que volta a cada filho que nasce, como quem repete um refrão. E é exatamente isso que a maternidade é por dentro. A mesma cena, de novo e de novo, até o dia em que ela te responde de um jeito que você não esperava.
A tradução do Pedro Mohallem é parte do encanto. Manter a rima, o ritmo e a ternura em outra língua não é pouca coisa, e o texto continua leve de ler em voz alta, do jeito que esse livro pede. E as ilustrações da Marla Frazee crescem junto com a família. Cada página fica um pouco mais cheia, mais bagunçada, mais quente, até a casa inteira caber numa cena só.
É uma história sobre comida que nunca foi sobre comida. É sobre ser percebida.
