É profunda a confusão entre inimigos reais e imaginários quando nos vemos em meio à guerra. Por este motivo, a edição de maio da Esmeril resolveu investigar o problema e produzir uma Anatomia dos Inimigos.

Política e Sociedade abre o número comparando o recente aprendizado político dos brasileiros ao “brasileirismo” festeiro e refém do Estado cunhado por Getúlio Vargas na década de 30.

Na especialmente bela seção Ensaio, a mentalidade revolucionária se deixa entrever na comparação de clássicos da literatura antiga, medieval e moderna, sendo o Lúcifer de John Milton seu modelo máximo.

Como nenhum registro da cultura pop tematiza de modo mais claro a disputa entre vilões e heróis, Crossroads mergulha no universo da HQ, e o Perfil do número só poderia trazer o quadrinista Luciano Cunha, um desenhista de mão cheia que ousou dar um soco e Lula.

Território do Riso traz um brinde aos leitores: o álbum de figurinas da New Left, pedra no sapato dos conservadores hoje no poder. Enquanto isso, o vermelho amarelado do Partido Novo vê a moralidade de seu líder ser minuciosamente questionada em Ativismo em Pauta.

A diferença entre inimigo e adversário, esquerda e direita, é tema do diálogo feito para provar que Conversar é pensar junto, inteiro inspirado numa tirada de Churchil sobre seus colegas de bancada.

O igualmente festejado antagonismo entre arte e tradição é posto à prova em A beleza importa, espécie de introdução involuntária ao quadro sobre a mescla degradante de militância e artes cênicas pintado na seção A alta cultura está morta?

Um número dedicado a compreender a natureza dos inimigos não poderia deixar de apresentar a você, leitor, um estudo clínico do Isentão, esmiuçado sem pressa e com humor em nosso Palco; tampouco deixar de trazer à tona a herança maldita de Getúlio Vargas, um de nossos maiores Problemas Nacionais.

Para recordar que alguns problemas brasileiros não exatamente dependem de nós, Mídia & Poder delineia a agenda secreta dos metacapitalistas, o punhado megalomaníaco que controla a imprensa internacional. Em complemento, Ordem do dia se propõe a analisar como a tática chamada desinformação influi o tempo inteiro em nosso cotidiano.

As palavras que usamos nos pergunta se o uso do termo “materialismo” é cabível para definir o modo de pensamento marxista, e o colunista ácido de Viver Bem, para alegrar o leitor corajoso que venceu todos os inimigos confrontados até aqui, aparece para ensiná-lo a vencer num xeque-mate o coronga-vírus, o inimigo passageiro e invisível com que os outros nos atormentam.

Por fim, deixo a cada brasileiro que, mesmo exausto, não cansa de manifestar-se contra tudo e todos que tornam sua vida um inferno a merecida homenagem na seção E o povo com isso? Acredite, leitor, nem tudo está perdido enquanto soubermos louvar a virtude da coragem.

A todos uma ótima leitura e até a próxima edição!


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