O número de estréia desta revista Esmeril tematizou a problemática Constituição de 1988. A décima edição retoma as consequências deletérias da instabilidade constitucional vigente desde o final do século XIX, tematizando a última guerra civil brasileira: a revolução constitucionalista de 1932. Entre 9 de julho e 28 de setembro, a sociedade civil paulista enfrentou o governo provisório de Getúlio Vargas em nome de uma constituição respeitável. É esta guerra que inspira a presente edição.

Vida e Legado honra a memória de Guilherme de Almeida, “o mais paulista de todos os poetas de São Paulo”, cuja convicção federalista conduziu às trincheiras em 1932.

Claudio Dirani resgata o Perfil do ex-combatente Irany Paraná do Brasil, introduzindo o retrato por um competente panorama da Revolução constitucionalista de 1932.

A seção Política e Sociedade estréia em formato de audio-entrevista, prestigiando o trabalho do jovem historiador Eric Apolinário, autor da obra Inverno Escarlate, reconstituição do cotidiano dos combatentes paulistas na frente leste.

A segunda novidade que chega para ficar é a coluna esportiva Na Marca da Cal. Para começar com o pé direito, Paulo Sanchotene desenha um inusitado e coerente paralelo entre a história dos campeonatos e a do federalismo no Brasil. Afinal, política e futebol se discute SIM.

Giuliano Miotto assume a seção Ativismo em Pauta recordando a força das ruas nos anos 30, enquanto “O homem tríplice e suas armas” é o tema de Ensaio, assinada este mês pelo marcante e imprevisível Marco Frenette.

Governança e estratégia reitera um elemento político sistematicamente escondido embaixo do tapete ao longo do século 20: politicas desarmamentistas têm nexo estreito com controle social.

Uma interpretação bem humorada das mazelas da Revolução de 32 aguarda você em Território do Riso, seguida pela reflexão sobre o padrão brasileiro das revoluções sufocadas do cientista político Paulo Moura, registrada na seção Problemas Nacionais.

Descubra que objeto criado no Brasil em 1932 registramos foi selecionado em Uma imagem para guardar, e quais foram as táticas de propaganda fascista usadas para “eternizar” o projeto de poder de Getúlio Vargas, descritas por Claudio Dirani na coluna CrossRoads.

Para aliviar a imaginação de tanto espólio de guerra, reflita com o médico Ícaro Alves Alcântara sobre os danos causados à liberdade por pandemias politicamente duvidosas e cientificamente mal conduzidas em Ordem do Dia.

E porque julho é mês de lidar fraternalmente com o complexo de locomotiva de todo paulista convicto, renda-se a dois pratos típicos de nossa culinária em Viver Bem, descobrindo em seguida que pontos turísticos ligados à guerra constitucionalista você ainda não conhece, em Turismo e História.

Lembramos que toda réplica é bem-vinda. Se o seu comentário tiver a extensão de uma carta, leitor, envie-o para que seja publicado integralmente na próxima edição. A seção “Eu, leitor, penso” foi feita para você e aguarda sua presença na sala de edição.

Desejamos a todos uma excelente leitura.


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