O nobre do Império provou o seu valor na defesa da Nação

É uma moda perversa, perigosa e altamente daninha para as inteligências das pessoas a sanha de, em nome de uma suposta luta por “representatividade” e “justiça social” corromper o imaginário dos cidadãos sobre os seus heróis do passado. É possível observar que, nos últimos anos, vários lugares do mundo foram tomados por ondas de protestos em prol destes supostos valores supracitados. Estátuas, monumentos, pinturas, brasões, em suma, todos os elementos simbólicos que invocam a memória dos heróis consagrados pelos seus sacrifícios à nação tornaram-se, da noite para o dia, objetos-alvo de ódio. Entretanto, nota-se também que a violência contra a imagem dos heróis não parte do cidadão comum, do pai de família, do trabalhador que tem um mínimo de senso de dever e cumpre com as suas responsabilidades. Não. A revolta sem causa parte sempre de pequenos grupos que, se não fosse através da grande visibilidade que a mídia lhes proporciona, só seriam notados pelos funcionários da prefeitura responsáveis pela limpeza das vias públicas.

As imagens do herói, do sábio e do sacerdote são altamente didáticas para a sociedade, porque elas ensinam a prática da virtude, do bom ordenamento das potências do indivíduo para a finalidade nobre. Os símbolos têm aí a sua importância. Quem, portanto, os destrói, só revela que, no mínimo, não tem consciência do senso do dever, do senso de sacrifício, do senso das proporções, em resumo, não sabe como funciona a realidade. É o tipo de gente que, sem remorso, cospe nos retratos dos avós, não pensa nas implicações do mandamento de honrar pai e mãe. Hoje, celebramos à memória de um dos muitos heróis brasileiros cuja imagem sofre as injustiças daqueles que apregoam a suposta “justiça social”. Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. O nobre do Império provou o seu valor na defesa da Nação.

Duque de Caxias em pintura de Joaquim da Rocha Fragoso, 1875.

Seu cognome “O Pacificador” tem razão de ser. O Duque de Caxias atuou diretamente em diversos conflitos bélicos com o propósito de garantir ao Brasil sua integridade política e territorial. Desde a Independência, passando pelo período da Regência e, finalmente, na Guerra do Paraguai, seu desempenho nos campos de batalha e no âmbito da diplomacia fora crucial para que, cessado os conflitos, o Brasil desfrutasse de tempos de paz duradouros. O Segundo Reinado, período no qual reinou o Imperador D. Pedro II, só viu o florescimento das artes, das ciências, da indústria; só viu a consolidação da identidade nacional; só, em suma, testemunhou o Brasil atender à sua vocação de ser o primeiro Império miscigenado do mundo, em função da paz que fora em grande medida proporcionada pelos esforços do Duque de Caxias. “O Pacificador” morreu naquele longínquo 7 de maio de 1880, no Rio de Janeiro.

Bandeira Imperial

Com informações do portal History UOL e da enciclopédia História do Brasil, editada pela Folha de S. Paulo.

“Minha espada não tem partidos!”.

Duque de Caxias

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