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quinta-feira, 28 outubro, 2021

Fundador da Virgin Galactic acompanha tripulantes em viagem espacial

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

A empresa é uma das pioneiras na exploração turística do Espaço

Foi-se o tempo em que os homens de negócios, permanentemente sedentos pela liquidez dos resultados, investiam, arriscavam os cabelos e as mulheres em negócios cujo objetivo era a exploração do potencial turístico das mais exuberantes paisagens da Terra. Hoje, pelo que parece, os homens estão cansados do encontro do mar com o céu, das magníficas cataratas, do picos nevados, das praias dignas do paraíso, dos lagos azuis e dos rios de água cristalina. Eles querem experienciar o nada, o breu, o éter do Espaço. Símbolos desses novos paradigmas são as novas empresas que se apresentam com suas extravagantes — e quase obscenas — ofertas de serviços.

A Virgin Galactic — nome sugestivo: eles querem ser os primeiros a deflorar as potencialidades turísticas do Espaço? — empresa do bilionário americano Richard Branson, é, juntamente com os empreendimentos de outro bilionário, o Jeff Bezos, uma pioneira na exploração turística do nada espacial. O empreendimento, claro, ainda anda de gatas, mas já demonstrou objetivamente seus projetos para conquistar o público dos super-ricos que, entediados com as paisagens lúgubres da Terra, querem mesmo desbravar a exuberância do Espaço.

Neste último Domingo, 11 de julho, Branson integrou a tripulação de uma viagem turística ao Espaço. O voo é um marco no histórico dos esforços do empreendimento, pois fora o primeiro de uma “tripulação humana completa”. Seu concorrente Jeff Bezos não tem a mínima pretensão de ficar para trás: o dono da Blue Origin anunciou que fará uma viagem similar em 20 de julho deste ano.

O ponto alto da viagem é, sem dúvidas, o momento em que a nave alcança a região de microgravidade na qual os passageiros experimentam a curiosa sensação de flutuar, de, por um breve (e caríssimo momento, nas duas acepções do termo) não sentir o peso de viver sob a realidade terrestre. A transmissão completa da missão pode ser conferida no canal da Virgin Galactic no YouTube.

“Eu sonhei com esse momento desde que era criança, mas nada poderia ter me preparado para a vista da Terra do espaço. Nós estamos na vanguarda de uma nova era espacial. Como o fundador da Virgin, eu recebi as honras de testar a incrível experiência de cliente como parte dessa equipe incrível de especialistas de missão e agora astronautas. Eu mal posso esperar para compartilhar essa experiência com aspirantes a astronautas ao redor do mundo”.

Disse o entusiasmado Richard Branson numa publicação na sua rede social.

Durante o voo, a nave alcançou uma altitude de 86 Km, abaixo do que se chama consensualmente de “começo do espaço”, no limite dos 100 Km de altitude. Contudo, a Virgin Galactic opera uma modalidade de lançamento diferente dos sistemas de decolagem das empresas Blue Origin e SpaceX: a Unity, a nave da Virgin, decola desde um porta-aviões e somente quando atinge determinada altitude aciona os próprios motores para levá-la às fronteiras da Terra com o Espaço. O trunfo da viagem — além da visibilidade promovida pelo marketing — foi a comprovação da eficácia dos foguetes da empresa em viagens suborbitais com turistas interessados (e com dinheiro).

Com informações do portal TecMundo e do site oficial da Virgin Galactic.

“O mistério gera curiosidade e a curiosidade é a base do desejo humano para compreender”.

Neil Armstrong.

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