Em Feitiço do Tempo, longa de 1993, o personagem vivido por Bill Murray tem (em sua opinião) a entediante missão de acompanhar se um certo animalzinho mágico irá olhar para sua sombra no tradicional Dia da Marmota. Caso afirmativo, o inverno americano estará condenado a ser mais longo que o habitual.

Só que confusão toda começa quando aquele 2 de fevereiro passa a se repetir em looping até que o repórter aprenda a lição e deixe de cometer os mesmos erros. A analogia aplicada aqui teve um final feliz… Mas esse tal Feitiço do Tempo não segue os mesmos caminhos da ficção quando entramos no mundo real.

Estamos falando da Argentina, que acaba de enviar ao congresso um pacote econômico que inclui as seguintes bombas-relógio: congelamento das tarifas de serviço público por 180 dias, bônus extraordinário pelas aposentadorias mínimas para driblar rombos na previdência e o tenebroso imposto de 30% sobre a posse de ativos financeiros no exterior.

Com a palavra, o homem do dinheiro

Em entrevista coletiva concedida hoje (17/12), o ministro da economia, Martin Gúzman, justificou essa nova “era do gelo” Platina do presidente Alberto Fernandez:

“Não podemos permitir que o déficit cresça. Não temos como financiá-lo…“O conjunto de medidas busca manter certos equilíbrios e mudar as prioridades para proteger setores que estão em grande vulnerabilidade”…

A opinião conservadora-liberal

Na visão de Eduardo Platon, CEO do Movimento Avança Brasil, a cartada do novo governo argentino gera preocupações que podem condenar nossos parceiros do Mercosul a cometer erros tenebrosos – como já ocorrera diversas vezes em governos passados – inclusive, em momentos da gestão de Mauricio Macri.

“A Argentina deu hoje um passo para trás. O governo eleito trabalha para taxar exportações de produtos agrícolas… Então, agora pergunto a vocês: para onde a Argentina estará caminhando daqui a 12, 18 meses? Para mim, estão dando um grande tiro no pé. Esse controle de mercado gera preocupações em investidores que buscam teses adequadas para disponibilizar seu capital”.

Vale lembrar que o governo de Cristina Kirchner (que responde a diversos processos criminais) chegou a congelar os preços dos alimentos por 60 dias em 2013. A medida populista foi um revival das políticas que geraram desemprego e decréscimo do produto interno bruto argentino. Segundo o Banco Mundial, nossos vizinhos só não tiveram mais problemas desse tipo do que o Congo.

Em um rápido resumo, desde 1988, as regras fiscais foram modificadas 14 vezes, enquanto as leis tributárias ganharam nada menos que 80 versões.

É ou não é um Feitiço do Tempo?

A Argentina estima fechar 2019 com PIB negativo de 3,9%, além de inflação anual de 55% e taxa de desemprego na casa dos 10,5%.

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