O período de forte disseminação das ideias pacifistas pelo mundo ocidental também equivaleu ao enfraquecimento dos valores masculinos e, consequentemente, à perda do orgulho de ser homem. A masculinidade é essencialmente antipacifista. Por isso, se o pacifismo avança, a masculinidade regride.

Se a família de um homem é atacada, ele deve reduzir o atacante a uma massa disforme. Se é assaltado, ele deve rechear o animal de chumbo. Um homem vê o inimigo como… inimigo. O anti-homem é a favor da subserviência diante do inimigo. Esta subserviência vem disfarçada da “necessidade de diálogo e paz”.

Assim como um homem deve reduzir a pó os inimigos que querem a destruição de tudo que lhe é sagrado, ele também deve proteger os mais fracos e inocentes, tais como as crianças e as mulheres. A masculinidade é, sob os aspectos moral, ético e religioso, uma barreira de proteção contra tudo o que não presta.

A rigor, não é o homem que se beneficia de sua masculinidade. Todos os que estiveram em guerras, que sangraram física e financeiramente para proteger os seus, que abandonaram seus sonhos e desejos por objetivos maiores, sabem perfeitamente que esta é a verdade. Quem se beneficia da masculinidade é a sociedade na qual esse valor civilizacional é protegido, incentivado e admirado.

O pacifista tem uma visão contrária, na qual a proteção não é um elemento fundamental, sendo substituído pela entrega sacrificial dos seus entes queridos e de tudo o que a sociedade tem de mais precioso. É a entrega das crianças para as ideologias de gênero; dos jovens para os traficantes; da esposa para a diversão do mais forte; da verdadeira democracia para os revolucionários; do cidadão honesto para os bandidos; da liberdade individual para o estado.

A masculinidade é um requisito imprescindível para a construção e manutenção de qualquer civilização. Se ainda tivéssemos homens em número suficiente no Brasil, não estaríamos vivendo essa trágica situação de destruição da economia e da cadeia de empregos – e, portanto, de destruição da vida – por conta de um vírus de baixa letalidade. O que explica a vitória da fraudemia sob um ponto de vista psicológico e moral é o alto número de ratos contra um número inexpressivo de homens de verdade.

Você deve ter reparado, caro leitor, que não citei nenhum medalhão da cultura até agora. Porém, como sei que nomes importam, vou enumerar alguns antipacifistas famosos: Homero, Virgílio, Platão, Aristóteles, Cícero, Montaigne e São Bernardo; sem contar, é claro, o maior de todos os antipacifistas e defensores da coragem humana de fazer o certo e combater o errado, o Nosso Senhor Jesus Cristo, que veio para trazer a espada. Mas veja bem, uma espada para você lutar, e não para você engolir ou deixar que a tomem de você e a desçam sobre seu próprio pescoço.

fim
Revista Esmeril - 2021 - Todos os Direitos Reservados
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1 Comments

  1. Um texto exemplar, varonil, viril! Depois do armistício da Segunda Guerra Mundial, os “guerreiros” foram amestrados, treinados, manipulados com lavagem cerebral para a conquista de territórios e exploração de riquezas minerais, botânicas, como rambos ou ongueiros. São as guerras localizadas, cortes de violência destrutiva de controle e submissão, destruição de nações e culturas, menos a guerra mobilizada pela força espiritual em defesa da nação, da família, da propriedade, da fé mesma. Entendo que continuamos em guerra sim, para defender o tesouro maior de cada indivíduo, de cada nação: a fé, a tradição cultural, contra um inimigo oculto como serpente embaixo da moita. Continuo pensando que seria bem bom se todos e cada um estivessem armados, como os suíços, como a população dos EUA, para a defesa permanente, vigiando e orando, preservando a própria roça, entretanto munidos da paz de espírito que mobilizava, cruzados ou um Henrique, ou um Churchil, um Patton ou os liderados de Mascarenhas de Morais nos campos da Itália.

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