Cabeça do nanico PRTB, Levy Fidelix dispara ataques verbais e processos judiciais contra Adriano Costa e Silva, candidato à vereança pelo PTB, em São Paulo.

Pela primeira vez no universo das eleições municipais em São Paulo, um candidato à prefeito ataca um candidato a vereança. A história é engraçada, embora certamente renda dores de cabeça inoportunas aos envolvidos.

Tudo começou quando Costa e Silva, mais conhecido como Major, postou em seu Tweeter o vídeo em que o presidente da República apoia oficialmente Celso Russomano na disputa pela prefeitura de São Paulo:

Um perfil postou, como resposta, que Russomano constava na lista de propinas da Odebrecht divulgada pela operação Lava-Jato, sublinhando que o único ficha limpa da disputa seria Levy Fidelix. A tréplica do Major foi postar uma matéria do G1 informando que o nome de Levy constava na listinha da JBS vinculada às eleições de 2014.

Tweeter é briga de bar, certo? Seria, se o perfil @DricaLyz, autora da postagem, não fosse… a namorada de Jairo Glikson, candidato a vice-prefeito na chapa de Levy Fidelix.

O presidente do partido-nanico PRTB, então, pleiteou na Justiça direito de resposta a ser exibida no perfil de Tweeter do Major Costa e Silva, alegando calúnia e difamação. Em resposta ao pedido, a assessoria jurídica do PTBista considerou a ação improcedente, uma vez que o Major postou uma notícia pública, sem manifestar opinião alguma sobre a matéria.

Os advogados de Levy afirmam que o processo está em andamento e Levy ainda não foi julgado. E aí é que reside a graça. Um candidato à prefeitura pede direito de resposta numa conta de Tweeter de um candidato à vereança por este postar matéria jornalística, sublinhando que a denúncia ali presente é verdadeira, a respectiva sentença sendo, contudo, indefinida.

No final das contas, o imbróglio traz à tona que Levy talvez não seja ficha limpa (como a sentença não saiu, o veredicto permanece uma incógnita), e que acredita ser natural processar pessoas que repostam matérias informativas publicadas em portais públicos, caso tais matérias levantem a hipótese de ele não ser extaamente flor que se cheire.

O homem do aerotrem é mesmo peculiar, não?

Segundo ato

Mais do que se imagina. Pois antes de ver o fim do primeiro capítulo, abriu um segundo. Encrencou com um post de Facebook em que o mesmo Major posta uma colagem de vídeos cujo título evoca porque declinou o convite do PRTB, ao procurar legenda para concorrer à vereança nessas eleições.

A (imperdível) colagem reúne vídeos de Levy Fidelix exaltando as qualidades de Lula como “maior líder político da história” do Brasil, e apoiando Dilma Roussef por ela representar a continuidade do governo Lula.

O vídeo exibe imagens feitas pelo próprio Levy Fidelix. Em legenda, o Major afirma:

Na política é comum o fenômeno MDB, que apoia quem está no governo, seja direita, centro e até esquerda e muitos partidos são assim!Foi muito difícil encontrar uma legenda sem abrir mão dos meus ideais e da minha liberdade e muitos me perguntaram: Porque não tentei o PRTB? A resposta está aí…

O processo nº 0600165-62.2020.6.26.0002, aberto por Levy e distribuído no último dia 22 de outubro, é outro pedido de resposta. Segundo se lê na peça:

Note-se que a acusação de que o Representante é oportunista desborda para a ofensa, sendo totalmente falsa e infundada.

A calúnia, injúria e difamação perpetrada pelo Representado não encontra um mínimo de fundamento, o que caracteriza claro compartilhamento de notícia sabidamente falsa, com sórdidos objetivos eleitoreiros.

Adriano Costa e Silva e Levy Fidelix não são exatamente concorrentes nessas eleições. Disputam instâncias distintas. Contudo, a popularidade de Costa e Silva junto ao eleitorado conservador é a pedra no sapato do PRTB, que abrigou grande número de candidatos conservadores que contavam com a saída do Aliança pelo Brasil para concorrer este ano. E daí?

Contribuição Partidária

Um processo recente com sentença favorável ao PRTB evidencia uma prática corriqueira no partido: a assinatura de um termo em que os postulantes a cargos eletivos que concorrem pela legenda se comprometem a pagar, como contribuição partidária, o equivalente a 10% do valor do salário, caso eleitos.

Apelidada de “rachadinha legal do partido sindical” por direitistas de longa data avessos ao estatuto do PRTB, a prática de fato renderia um montante significativo, caso a legenda emplacasse mais de um vereador nas eleições deste ano. Considerando a quantidade de conservadores que foram obrigados a se vincular ao PRTB para concorrer, o prato parecia apetitoso…

Mas a possibilidade de Costa e Silva (que foi convidado pelo PRTB para encabeçar a chapa de candidatos a vereadores) obter ao PTB os votos conservadores que Levy esperava concentrar no PRTB diminui as chances de a legenda fazer mais de duas cadeiras na câmara… Ao que parece, sem bater no Major, as chances de elevar a contribuição partidária diminuem.

O presidente do PRTB já qualificou Costa e Silva, em live realizada em setembro, como pessoa de caráter duvidoso, entre outras designações. Os ataques são constantes e aparentemente visam enfraquecer a popularidade do candidato.

Cenas do próximo capítulo

Segundo a assessoria jurídica do Major Costa e Silva, a defesa ao segundo pedido de resposta foi protocolada e aguarda decisão das instâncias competentes. Quanto às difamações diretas proferidas em setembro, outras providências devem ser tomadas.

Enquanto isso, resta aos paulistasnos a pergunta: afinal, o aerotrem sai ou não sai?

fim
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