quarta-feira 17, agosto 2022
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DOSE DE FÉ | Processo e Martiniano

Leônidas Pellegrini
Leônidas Pellegrini
Professor, escritor e revisor.

Carcereiros romanos convertidos, São Processo e São Martiniano foram batizados por São Pedro e morreram decapitados junto com São Paulo

Hoje é dia de São Processo e São Martiniano, mártires.

Processo e Martiniano eram soldados romanos, guardas da Prisão Mamertina em Roma, para onde foi enviada a maioria dos primeiros cristãos perseguidos por Nero. 

Entre aqueles fiéis estavam os Apóstolos São Pedro e São Paulo, que, além de pregarem a Palavra de Deus no cárcere, fizeram com que ali brotasse uma fonte de água milagrosa. Os dois carcereiros, que já estavam tocados pela catequese apostólica, converteram-se e foram batizados por Pedro naquela água.

Quando Paulino, superintendente da prisão, soube do que ocorrera, exigiu que os dois renunciassem a Cristo e voltassem a prestar culto aos deuses pagãos. Como resposta, Processo e Martiniano, além de professarem sua fé, cuspiram no ídolo de ouro de Júpiter.

Paulino mandou os outros guardas espancarem os dois mártires com barras de ferro e queimarem suas peles com ferro em brasa. Depois, encarcerou-os junto com os outros cristãos. Após isso, Paulino perdeu sua visão, adoeceu e morreu em três dias. Seu filho, furioso, julgou que fosse uma vingança de Cristo e solicitou junto ao imperador que Processo e Martiniano fossem mortos como retaliação. Assim, os dois foram decapitados junto com São Paulo em 67.

Uma nobre cristã romana chamada Lucina, que havia visitado os dois mártires enquanto eles estiveram presos, para animá-los e encorajá-los, recolheu seus restos mortais e os sepultou na Via Aurélia.

Esses dois santos mártires e heróis da fé figuram entre milhares de outros pagãos que se converteram diante do testemunho de fidelidade e coragem dos primeiros cristãos, e tornaram-se eles próprios modelos dessa fidelidade para a conversão de outros.

São Processo e São Martiniano, rogai por nós!

 

Testemunho de Fé

 

Quando dois guardas da prisão romana

testemunharam brotar água santa

em um cela sórdida e profana,

foram tomados de alegria tanta,

 

que converteram-se ali mesmo, e pronto

batizados por Pedro, o Primo Papa,

foram. Mas a julgá-los por afronto,

Paulino, o guarda chefe, um belo tapa

 

deu nos dois, e exigiu-lhes obediência:

ordenou-lhes que Cristo renegassem

e culto a Júpiter então prestassem.

Os dois fiéis, em santa irreverência,

 

além de desobedecer, cuspiram

na estátua do olimpiano deus pagão,

e sobre si tamanho ódio atraíram,

que Paulino severa punição

 

contra os dois ordenou incontinente:

cobertos eles foram de pancadas,

 e com hastes de ferro incandescente

suas peles foram todas abrasadas.

 

Paulino satisfeito foi dormir,

porém acordou cego, e após três dias,

sem compaixão ou contrição sentir,

ao inferno sua alma então seguia.

 

Tomado de surpresa e de terror,

julgando ser aquilo uma vingança

de Cristo, o endemoniado imperador

mandou seu dois ex-guardas pra matança.

 

Assim, foram Processo e Martiniano

(estes eram seus nomes) supliciados

e como Paulo, foram degolados

e elevados ao Santo Eterno Plano.

 

Processo e Martiniano, Heróis da Fé,

rogai por nós ao Pai pra que tenhamos

vossas constância e fortaleza até

que estar o Céu convosco mereçamos.

 

Processo e Martiniano, sede nossos

modelos de cristiana lealdade,

fazei do nós imitadores vossos,

e nos veremos, pois, na Eternidade!


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2 COMENTÁRIOS

  1. Que delícia essa coluna.
    Pra quem cedo o dia começava com um café,
    Que apenas o corpo anima,
    Então a alma também acorda com doses de fé,
    Rumando com alegria calvário acima.

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