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terça-feira, 28 junho, 2022

DOSE DE FÉ | Albino

Revista Mensal
Leônidas Pellegrini
Leônidas Pellegrini
Professor, escritor e revisor.

Bispo de Angers, Santo Albino trabalhou pela proibição dos casamentos incestuosos entre os nobres daquela região 

Hoje é dia de Santo Albino, bispo.

Nascido em 469, em Vannes, na Bretanha, era de uma família cristã da nobreza. Piedoso desde a infância, aos 20 anos abandonou riqueza e títulos e foi ordenado monge no Mosteiro de Tintilante, do qual foi nomeado abade aos 25 anos.

Em seus anos à frente do Mosteiro, destacou-se pela amizade e a caridade com os pobres, humildes e prisioneiros. Em 529, aclamado pelo clero e pela população local, foi sagrado Bispo de Angers. Trabalhou, desde então, pela moralização dos costumes locais, sobretudo em relação ao incesto, prática habitual entre os nobres de então, que se casavam com suas irmãs ou suas filhas. Para isso, convocou dois Concílios de Orleans, em 538 e em 541, em que se estabeleceu a proibição dos casamentos incestuosos.

Santo Albino, em vida, realizou diversos prodígios, como a abertura das portas de uma prisão e conversão dos prisioneiros libertos, a morte de um soldado cruel com um sopro de sua boca, curas diversas e até a ressurreição de um jovem. Devido à cura de um homem que agonizava com terríveis dores nos rins, ele é reconhecido, inclusive, como Padroeiro daqueles que sofrem de doenças renais.

O santo Bispo faleceu em 1º de março de 550. Foi sepultado na igreja de São Pedro, em Angers. Em 556, dedicou-se a ele uma igreja, sob a qual construíam uma cripta para onde seu corpo foi transladado. Atualmente, suas relíquias encontram-se na igreja de São Germain em Laye, em Paris.

Santo Albino, rogai por nós!

 

Santo Albino liberta os prisioneiros

 

Em certa ocasião, o abade Albino,

passando em frente à torre da prisão

de Angers, ouviu um choro tão mofino,

 

que apertou fundo no seu coração

a dor dos prisioneiros, e sentiu

por eles genuína compaixão.

 

Foi ao juiz local e então pediu

que aos pobres fosse dado algum refresco,

mas em sua cara o magistrado riu,

 

irreverente, irônico e burlesco.

Saindo, em frente à torre Albino orou,

e naquele momento, um gigantesco

 

tremor de terra ali se ocasionou,

e as portas todas da prisão ruíram,

e toda a leva enfim se libertou.

 

Os presos Dom Albino então seguiram,

e arrependidos foram confessados,

do amor a Jesus Cristo se instruíram

 

e exemplares cristãos foram tornados.

Naquele dia, Albino, santo abade,

duas vezes libertou-os, e abençoados

 

garantiu-os à Eterna Liberdade.


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