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terça-feira, 28 junho, 2022

CRIPTOGAMES | Por que Thetan Arena está morrendo e dificilmente se recuperará

Revista Mensal
Aldir Gracindo
Aldir Gracindo
Aldir Gracindo é professor, escritor de artigos, palestrante, ativista político, realista esperançoso, nerd orgulhoso, nacionalista e violoncelista amador.

O jogo tem um erro fundamental e a dificuldade de diagnóstico se deve justamente ao problema

Vou aqui por mãos à difícil obra de falar da causa fundamental dos problemas deste criptoMOBA. E por que dificilmente isso irá mudar. Como eu disse anteriormente, Thetan Arena é um projeto que atraiu muitos (inclusive eu). Aliás, vídeos recentes dos queridos Machado, Kell e tantos outros mostram que o Thetan está vivo e como gostaríamos que continuasse. Mas…

Thetan Arena até pode, externamente, parecer florescer, mas está morrendo. Sabemos disso por dois fatos “radiográficos:”

O site do TA diz existirem 22 milhões de jogadores, mas, segundo o Dapp Radar (não tão exato, mas muito mais exato que o site do Thetan), o número aproximado de jogadores ativos nos últimos 30 dias foi 8,41 mil.

No painel de Staking de THG, se vê que menos de 2% foram empenhados. Em comparação, Splinterlands, um dos criptojogos mais bem sucedidos atualmente, tem metade do suprimento de SPS em circulação em Staking, segundo o Youtuber especializado Drini.

Isso nos diz que a enorme maioria já abandonou e não acredita mais no projeto.

Streamers de maior repercussão, como ChazzaN e Petiiz investiram em promover o projeto e também o abandonarem. Por que? Porque o Thetan passou a prejudicar sua quantidade de visualizações.

Se falarmos com diferentes analistas e jogadores, surge muita subjetividade e o diálogo pode não chegar a lugar algum. A dificuldade de se compreender os problemas e apontar suas origens dos problemas se deve justamente ao fato de:

  1. as mudanças (e erros) serem realmente muitas;
  2. de muitas mudanças terem um lado bom e um ruim – como eu exemplifiquei no último artigo com o caso das “punições das letras;” e
  3. a gestão do Thetan não se caracterizar por transparência e diálogo com a comunidade de seus clientes/parceiros jogadores.

Entre tanta subjetividade – causada pelos desenvolvedores hiperativos nas “atualizações” constantes e muitas vezes sem informar o público – alguns chegam a dizer que o problema é o nível demasiado alto de expectativas dos jogadores (“Nós já jogamos tantos jogos só com gastos e nenhum ganho”, por exemplo). Não, amigos: Se eu você faz compromissos e vende produtos possíveis, a expectativa de que você cumpra e entregue não é exagerada.

Outros justificam as decisões dos gestores do Thetan como um suposto e justo exercício do direito de converter gradativamente o jogo em gratuito – custeado por anúncios em vídeo no app et al. Isso também não é verdade, não só pelas declarações oficiais do Thetan como pelo investimento feito na reformulação do Marketplace e na captação de staking de THG. O Thetan, desengonçadamente, quer ganhar de todos os lados.

O problema também não é a Web3, a Blockchain, os NFT ou volatilidade dos preços das criptomoedas.

Drini tem um canal interessante sobre criptojogos no Youtube. Tem poucos seguidores, mas eu priorizo seguir postagens com análises do que canais com milhões de visualizações e títulos como “Este jogo vai te deixar rico em 2022!!!”

Em seu último vídeo sobre Thetan, Drini procurou se afastar das subjetividades e apontar a causa objetiva e fundamental para os problemas do Thetan: o reforço negativo. O fato de o número total de batalhas gTHC ser limitado, pensou ele, estaria ensinando os gamers a jogar menos e não jogar.

Por cobrir muitos jogos, penso que Drini se enganou desta vez. O limite de batalhas não é a origem do reforço negativo porque, em batalhas perdidas com heróis Premium, sempre se ganha 1 THC.

O reforço negativo, porém, é real, na minha opinião. É a desmotivação e frustração causadas por todas as constantes mudanças de regras que criam instabilidade, incertezas e perdas para jogadores.

O Thetan, diferentemente da análise do Drini, não ensina os jogadores investidores a temerem as partidas do jogo em si. O Thetan ensina: “Tenha medo de confiar e investir em mim; porque você e/ou muitos outros confiaram, investiram e eu os prejudiquei de várias maneiras.”

As várias mudanças não são assim tão confusas e contraditórias porque tenderam sempre a ter dois aspectos em comum, como eu já observei muitas vezes aqui mesmo na Esmeril:

  1. foram criadas para gerar algum lucro rápido para os gestores do projeto; e, claro,
  2. foram criadas pelos gestores do projeto.

Não vou revisitar todas as formas como o Thetan solapou a própria confiabilidade. Basta citar a atuação da WolfFun na desvalorização do THC:

1o) vendeu, por muito tempo, os heróis por WBNB; como, para sacar ganhos, era preciso vender os THC, mas não era preciso comprar o token para nada, o jogo contribuiu para a desvalorização do THC – Mas lucrou em WBNB;

2o) Passou a vender heróis não-gTHC no app por cartão de crédito – ajudou a desvalorizar o THC – mas a WolfFun lucrou;

3o) Agora vende, por Power Points (“moeda roxa”) caixas que podem conter os mesmos heróis (comuns e lendários “não-prêmium”) e vende pacotes de PP – e o THC…?

É uma grande surpresa a “grande queima de THC” não ter impedido a queda do seu valor, nem do THG?

Com a licença de parecer arrogante, a resposta é simples, amigos gamers: a causa fundamental desses problemas é quem cria os problemas. É aquele famoso, comum, “bug” em softwares e SOs localizado precisamente entre o encosto da cadeira e o teclado.

A origem, ou o problema fundamental do Thetan, tem 12 nomes, listados na página inicial do seu site: Khanh Nguyen, Yoko, Hoang So, Danny Doan, Tuan Tran, Hannie Tran, Duc Dinh, Tuan Nguyen, Dai Quoc, Tahn Dinh, Huy Pham e Viet Tran.

É por isso que o Thetan Arena deverá continuar apresentando os problemas que o estão matando. Provavelmente, a solução mais viável será uma equipe concorrente, com um projeto muito parecido e maior capacidade para criar soluções e não mais problemas.

Aqui termino o que provavelmente será minha última análise do Thetan Arena e, como sempre, seus comentários serão muito bem-vindos. Futuramente, poderemos trazer análises de novos criptojogos para você se divertir com os amigos e ainda ter retorno financeiro navegando as redes Ethereum e BSC.

Com informações de Revista Esmeril, Thetan Arena, Dapp Radar, Drini, Machado, Jogos da Kell, Bobbymor, Ziika, Nandão, Sabota, Migs, Paloma, Lampa, Cabelin, Ricarte, Loira Gamer, ChazzaN e Petiiz. Imagens: Thetan Arena, divulgação; Muhammad Ali: Ira Rosenberg, Domínio Público. Editado em 10/05/2022.


A amizade é a coisa mais difícil do mundo para explicar. Não é algo que se aprenda na escola. Mas se você não aprendeu o significado da amizade, você realmente não aprendeu nada.

Muhammad Ali.

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