Depois de registrar primeiro caso suspeito em BH, Brasil prepara plano emergencial de contingência do vírus chinês

Depois de descartar nove casos suspeitos no Brasil, o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, decidiu conceder uma entrevista coletiva para elucidar o atual quadro de possíveis infectados com o coronavírus, originário de Wuhan, na China. Até o momento, há registro de mais de 100 mortos em território chinês, além de hipóteses de doentes fora do país asiático.

Segundo Mandetta, a situação atual é de Nível 2, que representa perigo iminente. Isto é, do vírus chegar ao país. A avaliação foi feita após a pasta detectar um caso suspeito após a chegada de uma estudante de 22 anos vinda de Wuhan (com escala em Paris), que neste momento está sendo monitorada em Belo Horizonte.

“Ela está bem de saúde, assim como seus familiares. Até sexta-feira – embora não goste de dar um prazo, caso isso não se confirme – devemos ter o resultado baseado em meta genômica para saber se a paciente se encaixa no padrão do coronavírus”, explicou Mandetta.

O ministro descartou o monitoramento aleatório de passageiros que já chegaram ao Brasil, vindo de qualquer região chinesa. Até agora, o Brasil já examinou mais de 7 mil casos.

“Não é assim que funciona. O que muda agora é a forma de ação. Antes, só monitorávamos suspeitos (de Wuhan). Agora, vamos aumentar o monitoramento geral, o que pode aumentar o número de casos suspeitos”.

O ministro da saúde explicou que o principal exame a ser feito em possíveis infectados é o microbiológico, conhecido como SWAB, feito com um tipo de bastão flexível.

“O SWAB é feito com um cotonete inserido no fundo da boca, Ele coleta secreções e são levadas num recipiente para o laboratório. Lá, eles irão comparar essa secreção com os vírus já existentes no mundo”, elucidou.

Dificuldades de monitoramento

Mandetta concluiu a entrevista, explicando as dificuldades de conclusão do diagnóstico da doença.

“Não temos voos diretos vindos da China. A dificuldade de contensão (de possíveis infectados) é imensa, há uma progressão geométrica. É como uma agulha no palheiro. O que já estamos fazendo é trabalhar em parceria com hospitais particulares. A maioria das pessoas vindas da China tem poder aquisitivo maior, foram lá a negócios”.

Recomendações e orientações do Ministério da Saúde

  • Há casos semelhantes de coronavírus (do Oriente Médio). O Brasil já enfrentou três episódios semelhantes que permitirá a fazer diversas analogias
  • O ministério promete fazer uma atualização geral de casos. O contato será feito diretamente junto ao governo Chinês.
  • -As informações coletadas junto aos chineses permitirá ao governo calcular quantos respiradores precisarão ser licitados para o sistema único de saúde (SUS).
  • A Anvisa irá preparar um material impresso para ser entregue nos aeroportos e aeronaves. A intenção é informar os procedimentos aos passageiros vindos da China.
  • Tripulações de aeronaves serão obrigados a comunicar possíveis casos suspeitos

Recomendações de higiene para evitar a contaminação

  • Lavar as mãos repetidamente todos os dias
  • Cobrir a boca com papel ao tossir e espirrar.
  • Jogar o papel no lixo
  • Lavar as mãos com água, sabão ou desinfetante à base de álcool
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes, sintomas de gripe
  • Ficar em casa quando estiver doente
Fim
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