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quinta-feira, 27 janeiro, 2022

Chuva de meteoros

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Evento astronômico inesperado é registrado no Brasil e na América do Norte

De acordo com os pesquisadores da BRAMON (Brazilian Meteor Observation Network) a rede brasileira de observação de meteoros, a periódica chuva de meteoros Perseidas estava prevista para atingir a sua máxima na madrugada do dia 12 de agosto; entretanto, mudanças imprevistas aconteceram. Uma atividade incomum de meteoros Perseidas foi registrada na madrugada do dia 14 de agosto no Brasil, nos Estados Unidos e no Canadá.

Análises preliminares divulgadas no site oficial da BRAMON, depois das observações da madrugada do dia 14, indicam um aumento de quase sete vezes mais meteoros Perseidas em comparação com as observações do dia 12. E, se para os astrônomos brasileiros a vista foi agradável, para os observadores que testemunharam a movimentação incomum nos céus dos Estados Unidos e Canadá ela foi espetacular. As estações de radiotetecção de meteoros na América do Norte registraram até 210 meteoros por hora durante a madrugada do dia 14. Isto representa mais do que o dobro dos registros do dia 12 de agosto.

449 meteoros registrados pela estação de monitoramento RMS CA0007 no Canadá — Créditos: Global Meteor Network

Os astrônomos localizados em observatórios na Europa e na Ásia não puderam observar o fenômeno, porque durante a passagem dos fragmentos o Sol brilhava nessas regiões. Ademais, a chuva de meteoros durou apenas algumas poucas horas; claro indicativo para os cientistas de que ela fora provocada por uma trilha compacta e estreita de detritos. Os astrônomos da BRAMON informaram ainda que os meteoros observados naquela noite (14) aparentavam um coeficiente de luminosidade maior, o que indica que o rastro da chuva fora formado por fragmentos maiores.

Para Lauriston Trindade, pesquisador e membro da BRAMON, esta chuva de meteoros Perseidas foi uma grande surpresa para os pesquisadores de todo o mundo.

“Não foi um deslocamento da máxima. Foi provavelmente um novo filamento da trilha de detritos do Cometa Swift-Tuttle, talvez gerada por uma fragmentação do núcleo cometário”.

Lauriston Trindade

Os pesquisadores da BRAMON já estão trabalhando com pesquisadores europeus num esforço conjunto para identificar a causa da chuva de meteoros incomum. É necessário, segundo os cientistas, fazer uma modelagem matemática do fenômeno com o objetivo de facilitar a previsão de eventos futuros. A surpresa proporcionada pela chuva de meteoros Perseidas foi agradabilíssima, mas para garantir novas observações é necessário prevê-las com precisão; não é verossímil dizer que os observadores ficarão menos admirados com um espetáculo previsto.

Meteoros registrados em Nhandeara, SP — Créditos: Renato Poltronieri/BRAMON

Com informações da BRAMON.

“Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas, as coisas que criaste, que é o ser humano, para dele te lembrares, o filho do homem, para que o visites?”.

Rei David em Salmos VIII, 4
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