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domingo, 19 setembro, 2021

Brasil aceita cooperar com a missão Artemis, da NASA, que pretende restabelecer viagens à Lua

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

“(…) É um pequeno passo para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e um grande salto para o Programa Espacial Brasileiro”, afirmou o Ministro Marcos Pontes

A enormidade do território brasileiro e a sua posição estratégica, entre o trópico de Capricórnio e o Equador, o torna, evidentemente, local estratégico para o estabelecimento de bases para o lançamento de naves ao Espaço. O país, que ainda não entrou para o seleto rol das nações que enviaram cidadãos ao nada espacial, recebeu, em outubro de 2020, um convite tentador: aderir aos Acordos de Artemis, um conjunto de regras normativas que controlam a exploração internacional do nosso satélite natural, a Lua. Se o Brasil aceitar, nós seremos a primeira nação da América do Sul a integrar a Artemis, a missão que pretende retomar as alunissagens — que não acontecem desde 1972.

Todas as alunissagens ocorreram de julho de 1969 a dezembro de 1972.

Em dezembro do ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aprovou a parceria e, finalmente, o acordo fora selado nesta terça-feira (15), numa cerimônia pública. O Brasil ingressa definitivamente para o rol dos 12 países que participarão da missão, ao lado dos Estados Unidos, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Nova Zelândia, República da Coréia, Luxemburgo, Japão, Itália, Canadá e Austrália.

“É um momento histórico. É um pequeno passo para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e um grande salto para o Programa Espacial Brasileiro”.

Afirmou o Ministro Marcos Pontes, durante a cerimônia.

Todd Chapman, o Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, fez a declaração do Ministro Pontes, uma evidente paráfrase da histórica declaração do astronauta Neil Armstrong quando do primeiro pouso na Lua, repercutir positivamente na imprensa norte-americana. O nosso atual Ministro da Ciência e Tecnologia, como é sabido, fora o primeiro astronauta brasileiro a ir para o Espaço.

“Eu espero ver a bandeira brasileira ao lado da bandeira americana, na lua”.

Todd Chapman.

Artemis é, na mitologia grega, a personificação da Lua. O símbolo explicita, portanto, os ideias da missão. De acordo com a NASA, os Acordos Artemis estabelecem “uma visão comum por meio de um conjunto prático de princípios, diretrizes e práticas para melhorar a governança da exploração civil do espaço sideral“. Segundo as declarações de Pontes durante o evento público de assinatura do acordo, o voo inaugural da missão Artemis deverá ser formado apenas por tripulantes dos Estados Unidos; nos lançamentos seguintes os astronautas dos 11 países signatários do acordo terão a oportunidade de tomarem os seus assentos para novas viagens.

O Presidente Bolsonaro, que esteve presente na cerimônia, disse, argumentando em favor da assinatura do acordo, que um dos benefícios objetivos que o Brasil colherá da missão Artemis será o incentivo aos jovens para “construir pesquisas na área“. Este é, aliás, o “compromisso do Governo”, como disse o Presidente. O Embaixador Chapman reforçou o discurso do Bolsonaro.

Participaram, através de vídeo-chamada, Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, Bill Nelson, administrador da NASA, e o Embaixador do Brasil nos Estados Unidos, o Nestor Forster. Segundo este, a NASA está “ansiosa” pela parceria com o Brasil desde dezembro passado, quando o Ministro Pontes e o ex-administrador da Agência Espacial Americana, o Jim Brindenstine, assinaram uma declaração de intenções a respeito de uma potencial cooperação no programa Artemis.

Para o Ministro brasileiro, contudo, o ingresso do Brasil na Missão Artemis será uma oportunidade de ouro para os pesquisadores, as universidades e as empresas do país participarem não somente dos estudos de exploração da Lua conduzidos pela NASA, mas também das pesquisas para outro dos grandes objetivos do projeto: a tão sonhada missão para Marte, adiada para a próxima década.

A Artemis dos gregos é a Diana dos romanos. Quadro de Anton Raphael Mengs exposto no Palácio de Moncloa, no Reino da Espanha.

“Precisamos de vários anos em órbita e na superfície da Lua para construir confiança operacional, conduzir um trabalho de longo prazo e sustentar a vida fora da Terra, antes de podermos embarcar na primeira missão humana plurianual a Marte”.

Trecho do documento de apresentação do programa Artemis.

Com informações da Revista Galileu, do Correio Braziliense e do Diário de Pernambuco.

“A linguagem política dissimula para fazer as mentiras soarem verdadeiras e para dar aparência consistente ao puro vento”.

George Orwell.

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