Como o Podcast virou fuzil na guerra cultural travada pelos conservadores que saíram do sofá para revirar o establishment

A mídia é um organismo em constante processo de mudança, buscando adaptar-se aos novos conceitos de comunicação e à dinâmica das relações estabelecidas nas redes sociais. Com a democratização da tecnologia e o lançamento de serviços de streaming, a produção de conteúdos informacionais deixou de ser exclusiva da mídia tradicional, esclerosada há algum tempo.

Ainda bem.

Nesse contexto, os Podcasts, programas em formato áudio, ganham força e audiência, graças à dinâmica e à facilidade de distribuição, fazendo sucesso entre as pessoas cansadas de ouvir a mesma ladainha – em roupagens distintas – há décadas. O que diferencia o podcast dos demais veículos de comunicação é a sintonia com o público: tem para todo mundo. A direita conservadora, inclusive. 

Informação descentralizada e orgânica: de baixo pra cima

Hoje, temos uma quantidade considerável de podcasts produzidos por cidadãos comuns que simplesmente resolveram vencer o comodismo e escancarar o seu conhecimento sobre assuntos até outro dia monopolizados pelo alto escalão intelectual e jornalístico do país. 

Um verdadeiro escândalo, vejam vocês: como um brasileiro médio ousa afrontar os bastiões da pós-verdade?

Temas como Filosofia, Arte, Cultura, Segurança e Cinema são debatidos fora do eixo do senso comum e das opiniões sedimentadas, com um je ne sais quoi de simplicidade, ingrediente perfeito para atingir o grande público. Isso dá arrepios da espinha do jornalismo rançoso, que tenta, a todo custo, desmerecer o trabalho de podcasters conservadores. 

Guten Morgen: um precursor

Devo confessar que meu primeiro contato com o podcast se deveu ao ótimo Guten Morten, do proeminente Flávio Morgerstern, fundador do SensoIncomum. Desde então, observo efervescência crescente em canais criados com intuito semelhante: dissolver o senso comum, refém de premissas dogmáticas e manipuladas por vocês sabem quem. 

Um fato notável nos Podcasts de direita é o que costumo chamar de “vontade orgânica”: um desejo genuíno, por parte do brasileiro, de ganhar voz, disseminar conhecimento e incitar debates movidos a ideias que estremecem os pilares da intelectu[boç]alidade tradicional.

Guerra cultural e subversão de valores

Vivemos num cenário de guerra cultural. No campo do entretenimento, da cultura e das artes, predominam valores (se aqui pudesse inserir diversas aspas, eu o faria) falaciosos, oriundos de oportunismo político e de um programa de conquista e manutenção do poder.

O cerne deste conflito, do ponto de vista de quem ainda o domina, é enfraquecer os pilares da sociedade ocidental, ampliando e difundindo padrões de comportamento distorcidos, ou subversivos. 

Presenciamos, contudo, uma reação digna de nota.

De um lado, portanto, estão os progressistas e seus ideais implosivos e coletivistas. De outro, nós, os dissidentes, decididos a preservar o valor da beleza e da lógica, longe do ruído histérico daqueles que justificam a falta de dom com militância desonesta e barata. 

Neste horizonte, os Podcasts se tornaram armas de instrução e difusão da cultura conservadora.

Cereja do bolo: são apresentados por pessoas comuns. Justamente aquelas que, após um dia cansativo de trabalho, ou de brincar com seus filhos, abraçam a missão de propagar a redpill (pílula vermelha, metáfora para uma verdade incômoda, porém necessária) com o intuito de burlar a matrix e implodir as narrativas impregnadas de mentiras propagadas pela esquerda.

Uma missão nada fácil, diante das constantes tentativas de se calar essas pessoas com “quedas” de contas, suspensões, redução de interações e, num ato final de puro desespero, a instauração da CPMI das Fake News, como ficou conhecido o espetáculo inquisitório, financiado com dinheiro público, montado para perseguir cidadãos comuns acusados de cyberbullying e crimes de ódio. 

Seria crime de ódio se estes cidadãos fossem de esquerda? Temo que não. 

Safra nova de Podcasts que vieram para ficar:

  1. Simulacro é o podcast tocado por Lindx Redpill, entrevistado desta edição.
  2. Redpillados é um agregador de páginas, revistas e podcasts conservadores e anti-establishment. Baixe o app em seu celular e tenha acesso a MUITO conteúdo sem uma gota de politicamente correto.
  3. A Barca de Ulisses é o podcast de Silvio Grimaldo que leva você a uma viagem pelos clássicos.
  4. OliverTalk é um favorito dos amantes de Filosofia interessados em aprimorar sua vida espiritual.
  5. Porão da mamãe é o Podcast do portal homônimo, que se auto-define “o único site sobre cultura POP que não vai te decepcionar“.
  6. 9 mm se propõe a ensinar o básico sobre nomenclatura de calibres e temas correlatos ao maravilhoso universo da auto-defesa.
  7. Back to the Kitchen traz “opiniões sinceras, relatos interessantes e algumas vezes escabrosos” aos aficcionados por entrevistas.
  8. O Porto é um “Podcast 100% baiano, sobre os mais diversos assuntos da existência humana!”
  9. Conexão Carioca é para quem gosta de análise política nua e crua em linguagem direta e popular, sem gravatinha nem suspensório.
  10.  Irmãos Caverna, “a família mais retrógrada do ocidente”, abrange atualidades, cultura, filosofia, religião e o que mais der na telha dos apresentadores.
  11. Chá com a gente é o programa regado a humor produzido e mediado pelo músico Filipe Trielli, autor das excelentes paródias do Chinchilla, banda-tema de nossa edição nº 1.
  12. IsentãoCast é outro que vale a pena conferir. Divirtam-se!
fim
Revista Esmeril - 2020 - Todos os Direitos Reservados

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