Para sublinhar que o direito à defesa está intrinsecamente ligado à liberdade, nesta edição conversamos Vítor Horta, do podcast 9mm (disponível no Spotify e no Anchor), que destrincha armamentos e dá dicas de autodefesa.

Vítor também é atirador desportivo, ou CAC (Caçador, Atirador e Colecionador) e suas opiniões são importantes por se tratar de um cidadão civil, isento de interesses partidários e financeiros, que vislumbra a melhoria da realidade de um país com índices alarmantes de violência e repressão à manifesta vontade do povo.

O que o estimulou a criar o Podcast 9mm e como o público recebe os assuntos suscitados?

Meu estímulo é levar informação sobre armas para pessoas que têm interesse no assunto e não encontram conteúdo de fácil acesso, numa linguagem popular que permita ao tema chegar facilmente ao cidadão comum, já que não podemos esperar muito do Estado… Um sonho que tenho é a liberdade total, a ponto de entrar em uma loja e comprar uma arma sem burocracia. Sobre o meu público, ele ainda é muito específico, tenho de 200 a 250 ouvintes, mas são pessoas muito interessados naquilo que falo sobre legislação ou treinamento. Tento sempre dar um tom mais leigo pra que a informação chegue de forma acessível e tenho sim conseguido causar algum impacto no público. Alguns ouvintes vêm conversar comigo, relatando que fizeram seu CR (Certificado de Registro), que se associaram a algum clube de tiro… Tem bastante gente que me procura e aí que eu me sinto grato.

Como foi seu ingresso no mundo do armamento e na causa da defesa individual?

Resumidamente, meu histórico com arma de fogo é relativamente simples. Desde criança sempre gostei, sempre procurei entender sobre armas, então desde pequeno eu já sabia a diferença entre revólver e pistola e até explicava sobre. Depois que cresci, conheci o mundo do air soft, que pode parecer bobagem pra muitos, mas nele conseguimos um pouco de treino e você usa praticamente equipamentos usados na vida real, treina movimentação, etc… E dentro desse meu grupo, havia um membro que era atirador esportivo e acabou me apresentando essa modalidade. A partir daí, ingressei nesse universo.

Qual o ponto crucial da política desarmamentista aqui no Brasil?

Para falar disso, temos que voltar ao processo de desarmamento no Brasil desde a década de 30, mais precisamente a Revolução de 1932, quando a força pública paulista, hoje conhecida como Polícia Militar, somada à população civil, tentou derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e apesar da derrota, ficou claro que uma parte da população, mesmo que armada com armas rudimentares, ainda assim foi capazes de representar uma ameaça às tropas federais. Então desde esse episódio, vêm sendo feitas leis e mais leis para afastar a população do acesso às armas, culminando no governo FHC, com uma lei de Eduardo Jorge, em 1991, que proibia o porte de armas para brasileiros e estrangeiros. Antes, o porte ilegal de armas foi configurado como crime e a partir daí começou a luta, principalmente do PT, contra as armas. O Estatuto do Desarmamento foi aprovado em 2005 durante o Governo Lula, com um resultado comprado, fruto dos escândalos que começavam a acontecer com o desenrolar do mensalão e que colocavam a idoneidade do PT como algo questionável.

Que intuitos estão por trás de se proibir a comercialização de armas?

Dois:

1- Deixar o povo fraco e sem reação num momento de “revolução comunista”

2- Deixar o povo fraco frente à bandidagem e clamando por mais Estado.

Privar o cidadão de ter armas vai muito além de privá-lo de se defender. É privar esse cidadão de ter liberdade.

Como você percene a relação entre armamento e liberdade?

Historicamente, temos que dar valor à arma de fogo. Se formos nos ater a um contexto mais amplo das armas como ferramenta de alcance da liberdade, você percebe que desde que o homem começou a criar instrumentos, o mais armado sempre acabou dominando o território. Sempre ficou muito claro na História que os povos subjugados por algum regime tirânico, seja rei ou presidente, de alguma forma tiveram suas armas retiradas de circulação.

Sobre o conceito de liberdade e armamento civil: o que fica muito evidente nesse contexto é o armamento civil americano, garantido na Constituição. Na verdade, apenas o Brasil faz distinção entre porte e posse de armas e isso não faz muito sentido. É basicamente como você comprar um carro e o estado te dizer que você não pode sair com ele na rua. Um fato é: os fundadores dos EUA sabiam (inclusive isso foi provado durante a Independência e quem ganhou do maior exército do mundo à época, a Inglaterra, foram camponeses armados com armas de caça), eles sabiam que a posse e o porte de arma para cidadão era uma garantia de que nenhum governo fosse exceder seus poderes, inclusive, nesse mesmo artigo da constituição Americana, a tão falada Segunda emenda, garante a manutenção e porte de armas, assim como a formação de milícias em prol de um estado livre. A formação de Milícia é um direito civil. Eles entendem que a formação de grupos armados permite combater tanto a criminalidade quanto o crime de um governo que tente se sobrepor a uma população.

Muitos armamentistas gostam de usar uma frase para explicar seu apreço por suas armas: a expressão grega “molon labe”, que foi a resposta do Rei Leônidas de Esparta ao imperador Xerxes quando este disse: “entregai vossas armas”. “Molon labe” significa “vem e toma-as”, esta frase explica exatamente o fato de que, quando há um governo opressor, ele vai querer tomar as armas de outro grupo. Inclusive, é a partir dessa máxima que, por exemplo, os cidadãos da Virgínia agiram. O governador Ralph Northam tentou suprimir o comércio de armas, proibindo a circulação de algumas e o que aconteceu? Pessoas de todo o estado saíram às ruas portando fuzis e revólveres, desafiando o governo a tomar suas armas.

Sabemos que que quando você tem só um lado armado, esse lado manda, seja ele um governo, mesmo que eleito democraticamente ou um governo ditatorial. Essa cultura armamentista é tão forte nos EUA, ou em países como a Suíça, porque foram locais que tiveram sua liberdade quase tolhida e conseguiram se defender graças à sua população armada. Os EUA nunca foram invadidos. Temos relatos de comandantes japoneses dizendo que, mesmo após Pearl Harbor e com o país bastante fragilizado, porque algumas tropas já estavam em operação na Europa, ainda assim hesitaram invadir os EUA porque eles sabiam que havia uma arma em cada casa e milhares de caçadores; e caçariam cada japonês que invadisse o território americano. Logo, armas nas mãos de cidadãos, além de ser uma questão de soberania nacional, é uma questão de segurança nacional também.

fim

3 Comments

  1. Estou realmente feliz com a qualidade esmerilhativa de vcs! 😀
    Estupendas e irretocáveis as colocações do Vítor Horta, só me sobra buscar agregar mais valor ao já supinamente valorado!
    Buscarei contribuir com algumas analogias e estudos já feitos sobre a violência e armas e qual a correlação entre elas, se é que há.
    A debicação tem como único objetivo a mantenencia da produtividade da granja e nunca a saude das galinhas!
    Em granjas onde o amontoamento galinhal leva ao estresse absoluto, é comum as galinhas se bicarem até a morte, elas ficam amontoadas umas em cima das outras, sem movimento, sem espaço ou vida sadia, e a consequencia é a bicação para todo lado!
    Se observarmos entre humanos é a mesma coisa, todos empilhados em galinheiros (prédios, transportes coletivos, trabalhos, filas, etc.), o resultado não poderia ser diferente!
    Observo mais, é sabido que todo estudo de planificação das espécies (ler sobre etologia) estabelece que todo ser tem que ter um espaço mínimo e esse entre os humanos é de no mínimo 4 metros quadrados, se reduzir esse espaço existirá o disparo de um mecanismo de defesa/ameaça que gera o afastamento ou fuga, ou o combate.
    Só que em prédios esse espaço é violado de forma inapelável, pois todos se empilham.
    Isso foi estudado primeiramente por John B. Calhoun.
    Ele colocou ratos em um espaço confinado e sempre, invariavelmente , havia o processo de planificação da espécie, ou seja, a taxa de natalidade e mortalidade garantia um equilíbrio em torno de 30% para mais e para menos, e não adiantava fornecer mais alimento, os ratos continuavam mantendo a planificação da espécie, só com o aumento de espaço havia o aumento populacional.
    Aí, percebendo que entre humanos isso não acontecia, fez uma cidade para ratos, ou seja, abandonou o conceito planar de espaço e passou a propor a verticalização no espaço exíguo, aplicou o conceito CIDADE, prédios!
    Na mesma hora a rataria começou a se reproduzir de forma descontrolada, o fornecimento de alimento acompanhou e o que aconteceu foi que chegou um determinado momento onde todos criaram guetos, os ratões dominantes tomaram as melhores posições, e os ratos mais fracos alijados quando tinham a oportunidade de pegar um ratão detonavam esse sem perdão! As f~emeas começaram a parir e abandonar as crias, o nível de estresse cresceu de forma exponencial e em determinado momento todos ficaram estereis, e o mais novo da comunidade tinha o equivalente a 50 anos e evidentemente a comunidade foi extinta!
    É curioso como esse estudo é obnubiliado pelas comunidades acadêmicas! Até porque se percebe de forma clara que estamos nesse mesmo caos dos ratos, só que pior do que o caso dos ratos, entre seres humanos se garante o estupro de óvulos (inseminação artificial), os “ratos” humanos já estereis são perpetuados, gerando uma subespécie que evidentemente já não é mais humana, tanto é fato que hoje é entendido que buraco de fezes é órgão sexual, e sabendo que sexo É REPRODUÇÃO, fica patente que gente e excremento já estão aquilatados em um mesmo patamar! A involução é a tônica da “civilização!
    Como mostro, a questão é supinamente mais séria do que a mais demente distopia proposta!
    Continua

  2. Agora nos foquemos nas armas
    Imaginemos a seguinte situação: uma pessoa tem todo o alimento na comunidade, a outra tem todo o ouro, a outra tem todas as habitações, outra tem as medicinas, a outra tem todo o apoio de todos, outra tem a confecção, e até alguns têm um harém e um, apenas um, tem uma pistola e munição que não acaba mais. A pergunta é: quem é que tem o que nessa comunidade? Só com essa mínima parábola vemos que há algo de podre no reino da supressão de armas!
    Se o estado exige que vc peça para ele para ter arma, vc tem arma contra todos menos contra o estado, pois o fator surpresa é fundamental no quesito defesa, arma ou é segredo ou temos apenas parte dela. É algo semelhante a termos a arma mas não termos a munição, e depender da munição alheia é estar desarmado de qualquer forma! Ademais, treinar tiro em coletividade só procede inicialmente, nos fundamentos, mas para o aprimoramento é exigido o SEGREDO, assim como em qualquer arte marcial ou até qualquer oficio superior. É o clássico pulo do gato. Miamoto Musashi foi o maior preconizador desse entendimento!
    As leis criminais dessa kakistocracia chamada brasil estabelecem que temos que pedir para o estado criminal para podermos nos armar, de forma que ele sempre saberá como nos neutralizar, caso não estejamos afinados com a agenda dele! E mais, não ter as mesmas armas que o próprio estado dispõe, de novo nos coloca submetidos ao estado. TODO E QUALQUER CIDADÃO LIVRE TEM QUE TER O DIREITO DE COMPRAR E DESENVOLVER TODA E QUALQUER ARMA SEM PEDIR PERMISSÃO PARA O ESTADO! Ter acesso a um CAC ou CR não é ter direito a arma, é aceitar que o estado bandido seja a medida de sua defesa! Isso não é diferente de ir às urnas viciadas e fraudulentas e anular o voto ou votar em branco, se não concordamos com a agenda o certo é não aceitar a agenda, é não ir as urnas, e não justificar voto, pois se justificamos, de novo endossamos as leis dos criminosos! Fazer armas sem dar satisfação é a mesma proposta, só que nesse caso é preciso que a comunidade tenha qualidade, pois só podemos nos proteger de um batalhão de jagunços do estado (letra minuscula mesmo, eu não reconheço esses meliantes investidos por leis feitas por eles para eles) com a solidez e cumplicidade da comunidade.
    Voltando às origens da violência.
    Há um estudo bem antigo, da década de cinquenta/sessenta em presídios dos EUA, nesse estduo se buscava as causas da violência em presídios e perceberam que bastava a supressão dos refrigerantes e doces, que a violência caia, pois alimentos açucarados acidificam e estupidificam os cidadãos! Vale lembrar que a palavra enfezado vem de prisão de ventre, pessoas entupidas com fezes ficam furiosos, bestiais, violentos!
    Papagaios quando ingerem carne acabam se comendo, comem suas penas e pés, pois estão desequilibrados, são vegetarianos, o mesmo acontece com humanos que ingerem algo incompatível com alimentação saudável! E açucar refinado, farinha refinada, gordura aquecida, “alimentos em caixa” não são alimentos para ninguém, e aí temos o clássico axioma, mens sana in corpore sano! E mente doente só existe em corpo doente!
    Observo mais, as ditas vacas loucas enlouqueceram por conta da ingestão de carne de carneiros, em suas rações! Confinadas eram obrigadas a ingerir defunto e prions de carneiros que esponjificaram seus cérebros! Mais uma prova clássica de que “mens sana in corpore sano” é fato irredutível!
    Assim, fica patente que a origem da violência não é nem pobreza e tampouco armas, mas os desequilíbrios fisiológicos INDUZIDOS PELO PRÓPRIO ESTADO, na clássica agenda de gerar o caos para se justificar como controlador do caos!
    E esse caos NUNCA será eliminado pelo estado, o estado não deseja a supressão do caos, pois sem ele perde função! Da mesma forma que as forças de segurança e afins NUNCA irão buscar debelar o crime, pois sem crime perdem função! E evidentemente NUNCA as agendas “mérdicas” e “farmafiosas” buscarão a eliminação da doença, pois sem doença não existe laboratório batendo recordes de lucro e nem mérdicos entupidos de grana! E nem preciso dizer que se seguirmos as bloodlines das industrias fármacos, chegaremos a nestlés, e todas as industrias de “alimento”! Afinal, a lógica é simples, primeiro se envenena e depois vende o antídoto! Só o desmonte da estupidez nos dará qualquer chance de libertarmosos nossos das agendas estabelecidas!
    De novo repito: Mens sana in corpore sano
    E claro, Si vis pacem, para bellum!

  3. Em tempo, entendo que todo estuprador tem que ser executado, pois é um assassino de mulheres, matam-nas em vida e se perceberem que serão entregas as matam como queima de arquivo, é uma psicopatologia sem cura.
    E posto isso, entendo que TODA MULHER DEVERIA TER DIREITO A USAR ARMA GARANTIDA PELO ESTADO (GRATÚITA), VISTO QUE O ESTADO NÃO TEM COMO GARANTIR A SEGURANÇA DE NINGUÉM E MUITO MENOS DE MULHERES.
    A razão dessa minha afirmação é simples: as mulheres são as depositárias do destino do ser humano, são as matrizes, e dessa forma têm que ser blindadas, pois sem elas, a espécie acaba!
    Aos que duvidam de minha afirmativa deixo uma obviedade, toda fêmea tem paridade ovular, isso quer dizer que existem em pares as células aploides de cada X da genética feminina, uma garantia de que se juntarmos dois óvulos complementares geramos a mulher em questão!
    Em meu entendimento isso é prova CABAL de que toda fêmea faz partenogênese, e talvez a prova mais contundente do que afirmo é que mulheres virgens sempre foram presentes para deuses em sacrifícios, uma forma clara de garantir que nenhuma mulher em sã consciência iria querer ficar virgem , pois a virgindade em todas as sociedades é vista como algo ameaçante da integridade feminina, paradoxal, mas real!.
    Entendido isso, é evidente que toda mulher tem que ser armada até para proteger sua virgindade, visto que virgem tem o poder de disparar a partenogênese, algo que deixa de acontecer caso ela sexue, afinal se sexuou é sinal que escolheu a partilha genética como forma de perpetuação. E evidentemente essa agenda de defloramento tem sua origem nos homens que sabem que só conseguem perpetuar seus genes com a ajuda feminina! Damesma forma que a monogamia tem sua origem em proposta de machos ômegas, pois é a única forma do ômega também poder perpetuar seu gene garantindo a degeneração da espécie que é evidenetemente alavancada na sociedade humana, e isso corrobora com a agenda de supressão de armas, busca-se humanos fracos, degenerados, subservientes, covardes, e isso só se consegue com a permissão do ômega a fêmeas e a eliminação das armas!
    Eu sei que avancei bastante em um entendimento epistemológico, mas com essa análise busco ver o limite de entendimento de todos, se não for compreendido, volto ao mais superficial!
    Agradeço a atenção
    Obrigado.

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