Soneto da Mulher Conservadora

Elas fogem do caminho descomplicado

Enfrentando de cara lavada

E língua afiada

A tolice vigente em um mundo achacado

Afrontam a desinformação 

E a sanha feminista

Pelo flanco direitista

Desprezando a irracionalidade da exceção

Excluídas do posto de minoria 

Pelo tribunal do identitarismo

Vitimando a lógica dessa teoria

Manifestando predicados através do individualismo

E estampando de forma notória

Todo talento premente que desperta do Conservadorismo

É assim que decidi homenagear e introduzir a série de entrevistas com notáveis mulheres que, sem reclamar por espaço, conquistaram lugar no debate público unicamente por suas competências. 

Bruna Torlay, idealizadora dessa Revista, além da vocação como editora, escritora e professora, tem outra qualidade: é capaz de reconhecer e garimpar talentos de diferentes matizes, o que agrega à Revista Esmeril diversidade em conteúdo e qualidade literária. Bruna esclareceu temas delicados relacionados ao feminismo em uma entrevista que pode ser considerada uma verdadeira aula. 

Esmeril: Em que momento o movimento Feminista se imiscuiu a esquerda? O motivo é o paralelismo de ideias, dos matizes revolucionários, ou mero alinhamento estratégico?

Bruna Torlay: Há duas noções importantes para se compreender as fases do movimento feminista. A primeira é a de “igualitarismo”, muito difundida (a ponto de ser elevada a dogma) desde meados do século XVIII na França. A aplicação nesta noção às mulheres permeia o panfleto de Stuart Mill chamado “A sujeição das mulheres”, escrito por volta de 1860, quando os liberais ingleses insistiam em estender o direito ao voto a mais grupos da sociedade. Se considerarmos que a tradição igualitarista está na raiz de todas as vertentes que constituem as esquerdas, é notório que, desde o movimento sufragista do século XIX, primeira manifestação do Feminismo (organização liderada por mulheres voltada a revisão de legislação), esquerda e feminismo andam juntos. Nesse primeiro momento, motivados por ideais igualitaristas, que são indissociáveis da cultura revolucionária, afinal não se impõe igualdade sem violentar a ordem natural, completamente alheia à quimera humana da igualdade. Mas as coisas mudam, nada é eterno na terra; nem mesmo as formas da esquerda. A grande adaptação da esquerda seguiu os trabalhos da escola de Frankfurt, num primeiro momento, e de seus herdeiros diretos, os teóricos dos “Estudos culturais”. Marxistas, consideram toda expressão humana consequência do meio, inclusive os comportamentos mais básicos dos seres humanos, como copular, gerar, lutar por comida e ser afetado por sentimentos. Absolutamente todos os registros da vida humana são dissociados da vontade livre, separados da noção clássica de natureza, e associados à cultura, coisa artificial (surpreendentemente) anterior ao homem e determinante absoluta de cada gesto seu. Esse ideário pretende “libertar” o homem determinado por uma “cultura opressora” mostrando-lhe sua identidade real. Neste quadro, a identidade das pessoas passa a ser associada a grupos dissociados entre si. Não temos mais uma sociedade integrada; mas um conjunto de minorias cujos interesses são (segundo tais teóricos) irreconciliáveis. Esta noção de minoria oprimida emoldura a versão atual do feminismo, que incita as mulheres a interpretar os homens como oponentes diante de uma disputa de poder. A politização total da vida que nos conduziu aos regimes totalitários tem sido uma brilhante estratégia para transformar indivíduos em instrumentos políticos. O movimento feminista apoiado por Stuart Mill se ancorava no ideal igualitário do iluminismo radical. Já o movimento atual é a escória (no sentido de resto do metal fundido) das estratégias de manutenção do poder herdadas dos totalitarismos. É neste quadro que vemos uma teórica afirmar, com todas as letras, que “o instinto maternal é uma construção social”. Eu me pergunto o que viabiliza a contínua realidade da sociedade, soma de indivíduos que escutam, formulam e reformulam ideias, mesmo as mais estapafúrdias (como a da senhora Butler), senão a inclinação feminina a responsabilizar-se, movida a amor, pelo fruto da procriação…  Então eu acrescentaria que, embora o feminismo esteja desde sempre atrelado à esquerda, enquanto a primeira versão se caracterizava pela expressão prática do ideal igualitário, a versão mais recente se caracteriza pela insistência em flagrantes mentiras, cuja consequência drástica é implodir a dignidade das mulheres.

Esmeril: A natureza feminina, materializada no instinto materno, não seria um antidoto contra o niilismo do movimento feminista? A que você credita a adesão, ao menos em discurso, de muitas mães ao feminismo?

Bruna Torlay: A adesão da maior parte das pessoas a ideais quiméricos é superficial e motivada pela necessidade de pertencimento, ou definição de uma identidade. Sócrates é um clássico incontornável porque ele trouxe à tona um fato permanente no universo dos conflitos humanos: as pessoas não se investigam; não se fazem perguntas; não param para pesar se as ideias que repetem automaticamente por aí fazem mesmo algum sentido. Em suma, as pessoas não se conhecem, não têm a menor ideia de quem são. Alguns escolhem o caminho do conhecer-se. Mas grande parte se contenta com a superfície do conhecimento, cuja expressão é a adesão a um grupo, a uma “tribo”, a um partido conveniente. Uma mulher que ama seus filhos e endossa, em discurso e no vestuário em moda, a cartilha feminista vive, como reitera o Olavo de Carvalho com evidente razão, em “paralaxe cognitiva”. 

Contudo, o que se nota, por outro lado, é a negação da responsabilidade maternal durante o desenvolvimento dos filhos. Muitas mulheres acreditam que ser boas mães é subir na carreira, ter bons empregos, mesmo sob o preço de deixar as crianças aos cuidados de terceiros e da escola. Nesse sentido, as mulheres feministas que têm filhos, mas assumem mal a tarefa materna, deixando-os menos sob influência da família que sob os cuidados de terceiros, estão criando pessoas vazias de valores sólidos. Porque os valores provêm sempre da família, e quando a família é ausente, a criança vai crescer vazia de valores, tipo psicológico perfeito para absorver, à sua vez, uma aparência de identidade associada a alguma ideologia barata. Essas mães são propagadoras das ideologias baratas que aprisionam a consciência. Nesse sentido, não vivem em paralaxe cognitiva; apenas reforçam os exércitos de imbecis nascidos para ser massa de manobra. É um fenômeno comum. Se você pensar bem, não deixa de ser coerente… 

Quanto ao niilismo do movimento feminista atual, para retomar a sua fórmula, ele despreza o instinto maternal, assim como a clara e digna inclinação das mulheres para criar os filhos, tarefa infinitamente nobre que incita as mulheres, aliás, ao amadurecimento. O niilismo é contrário à própria busca por amadurecimento. Portanto, todo ser-humano que procure se tornar menos idiota do que é; todo ser-humano disposto ao amadurecimento acaba, no final das contas, se opondo às diversas expressões do niilismo disponíveis das estantes de identidades fajutas à venda por aí. O instinto materno não necessariamente supera o niilismo. A consciência das implicações associadas a esse instinto, sim. 

Esmeril: Existe alguma pauta justa no feminismo? Se sim, quais?

Bruna Torlay: Eu não vejo absolutamente nada de aproveitável na atual versão do feminismo, nada. Na versão igualitarista e iluminista, eu vejo um problema de raciocínio que pode nos ajudar a entender o vazio do próprio movimento. Esse erro, portanto, é algo de aproveitável. As sufragistas do século XIX clamavam, digamos assim, por participação política, evocando que a igualdade natural entre homens e mulheres fundamentava a justiça do requerimento. Contudo, é patente que homens e mulheres não são iguais, em termos naturais. O que se pode comparar são aspectos do caráter, mas sempre entre indivíduos. Pessoas inteligentes podem ser comparadas entre si. Pessoas persistentes podem ser comparadas entre si. O caráter de cada pessoa, contudo, é posto abaixo de chinelo a cada vez que evocamos como virtude a noção abstrata e vazia de “igualdade”. Eu não sou igual a você. Não sou igual à minha filha, nem à minha mãe. Minha inteligência, contudo, pode assemelhar-se em grau e extensão com a de diversos outros indivíduos, tanto do sexo masculino como do feminino. Minha saúde pode ser igual à sua, melhor que a sua, ou pior que a sua. Minha capacidade de interpretação pode ser igual ou superior à de um amigo. Minha sensibilidade pode ser mais aguda ou igualmente aguda, comparada à de outro amigo. O sexo de uma pessoa não diz tudo sobre suas habilidades, inclusive a política. Nesse sentido, vejo o movimento feminista original como fruto de um erro de raciocínio de pensadores sem rigor lógico, ou do manejo de um grupo social específico com fins políticos bem corriqueiros, como o de ampliar sua base eleitoral. Lembremos que a Inglaterra é o seio dos socialistas proteladores (fabians, ou fabianos), que buscavam instaurar a igualdade por etapas. Ampliar os grupos sociais que detinham direito ao voto exigiu-lhes inspirar em todas as pessoas adultas o desejo de fazer parte da vida política. Essa estratégia viria a gerar uma ampliação notória do eleitorado. Agora, convenhamos, que mulher em sã consciência precisava de um movimento feminista para entender que o poder político tem sido constantemente exercido por mulheres ao longo da história ocidental, vivendo no século em que reinou longamente a Rainha Vitória? O feminismo, como toda ideologia, é fruto da soma entre a) estratégia política de um grupo e b) erros de raciocínio de pessoas manejáveis. A relação das mulheres com o poder se realiza há milênios e prescinde completamente das quimeras igualitárias. As grandes mulheres da história, aliás, se caracterizam por serem peculiares, diferentes de todas as demais; personalidades extraordinárias. Para destacar-se na vida ou na história, não se trata de ser homem ou mulher, mas de amadurecer o quanto puder, ou tornar-se, bom ou mau, um ser-humano extraordinário. Falta lógica básica e cultura geral aos arautos do movimento feminista.  


As três convidadas e homenageadas vem para arrasar com as feministas modorrentas de cabelo rosa e axila azul.

Teff Ferrari é incansável. Com sua voz inconfundível e o deboche caraterístico, Teff, psicóloga de formação, vem se revelando uma ancora envolvente e uma entrevistadora capaz de seduzir e tirar o melhor (ou o pior) de seus entrevistados.

Ju Ginger, a idealizadora da primeira e única rádio conservadora, mistura refinado gosto musical e coragem em contrariar o status quo político para brilhar e fazer brilhar, com sua Radio.

Steh Papaiano é comentarista, ativista política e membro do time de mulheres mais temido por esquerdistas e isentões: o Divas da Opressão. Steh vem mostrar a Revista Esmeril porque oprime divinamente a canalhice de seus adversários políticos.

Esmeril: Assim como acontece com negros, que são colados a pautas identitárias mesmo que discordando, as mulheres que não reclamam de machismo a cada frase são taxadas de “inimigas da causa”. Como lidar com isso, engajando-se contra o identitarismo (como fizeram os negros americanos apoiadores do Trump com o movimento Blexit), ou ignorando-o?

Teff Ferrari: Eu sou da opinião de jamais ignorar. Seja qual for a causa, a ideologia, a simples bobagem ou a notícia absurda, sempre devemos refutar. E quando digo “refutar”, não é ficar debatendo com feminista ou com aquele perfil pentelho da rede social. A grande questão é não permitir que a fala desses grupos se sobreponha às suas crenças. Eu não acredito no “deixa disso” ou no “vamos deixar esse pessoal falar sozinho”. Percebo que, quando nos calamos, assumimos de antemão que perdemos algo, e, como os meus valores – conservadores – são tão caros para mim, não permito que essas pautas sejam meramente ventiladas aos quatro cantos. A ocupação de espaços e a possibilidade de retomarmos nossas escolas, nossa cultura, nosso lazer e os demais ambientes dominados pela esquerda parte de uma ação no mundo. A minha ação é falar, é me manifestar, é fazer meu trabalho bem e, a partir dele, levar a minha mensagem para todos os lugares que eu puder alcançar. Se falam, eu serei o perfil pentelho a confrontar. Se esbravejam, eu colocarei o dedo na ferida. O preço por se isentar é permitir que essas mensagens cresçam e consequentemente a nossa diminua. Então, o meu legado será ter expressado tudo o que acredito da maneira mais prudente e menos sofisticada possível!

Ju Ginger: A melhor forma de lidar com toda essa pressão é: “Viver a vida”. Mostrar que a ordem natural das coisas vence qualquer engenharia social imposta pela esquerda globalista. Nada que uma família grande e fortalecida não resolva. É no dia a dia que as respostas vêm. Ao cuidar dos filhos, dedicar seu tempo à educação deles e não esquecer de dar o apoio necessário em casa. É totalmente possível ter uma vida no mundo moderno, trabalhando, constituindo família e se manter fiel aos valores conservadores. Não há divisão ou histeria que mudem isso. Daí vem a importância de salientar o belo e natural. Combater o mal mostrando o bem.

Steh Papaiano: Eu prefiro me declarar abertamente anti feminismo, como pessoa livre expondo minha opinião sobre o que penso de movimentos coletivistas, assim não corremos o risco de a espiral do silêncio fazer crescer tal nicho, como aconteceu nos últimos anos… Aquilo que é ruim tem que ser apontado como tal e devidamente justificado.

Esmeril: Existe a mesma condescendência por parte da esquerda para com as mulheres ativistas de direita simplesmente pelo fato de serem mulheres? Quem foi mais duro contra você até esse momento: a esquerda ou a nova esquerda?

Teff Ferrari: Só não vê quem não quer! Existe sim todo um “tribunal da exceção” dentro da lógica esquerdista de minorias. Se você pertence ao grupo, você é abraçado pela causa e pelas personificações dessa causa. Mas caso você não pertença, será rechaçado e terá sua crença aniquilada. Esses grupos militantes não estão nem aí para as mulheres em si, tudo o que importa é manterem as narrativas destrutivas, seja ela à caminho do desmembramento da civilização ocidental, seja pelas pautas abortistas, pela ausência da religião, pelo cultivo do tal “patriarcado” – que nada mais é termos papeis definidos para nos mantermos em sociedade – ou pela destruição da família. O que fortalece o indivíduo dentro da causa é a plateia que o aplaude, e como conservadora, jamais terão alguma empatia ou “sororidade”, pois eu não faço parte dessa plateia que os alimenta. Eu não sofro a causa esquerdista ou a causa new left, pois tenho a segurança da crença do melhor ajuste social. Mas quem mais se incomoda comigo é sem dúvida a esquerda, pois tem uma militância e um cabresto enorme. Os isentos apenas me insultam e correm para seu local seguro. Cê curte? Pois é, eu não!

Ju Ginger: A nova esquerda é mais agressiva no trato pela inclinação globalista. A velha esquerda está… velha. Preza aos mesmos modelos e agenda. Enquanto a nova esquerda se atenta a empurrar as ideias globalistas de dominação total e destruição da família. E claro, para isso, o alvo principal serão as mulheres e crianças. Com essa parte enfraquecida e programada, os homens tomam a posição defensiva e a guerra dos sexos está na mesa. Mais feministas modificadas e MGTOW revoltados.

Steh Papaiano: A nova esquerda representada pelos liberais, pois eles se esconderam durante muito tempo, perfazendo-se como aliados que nunca foram, então foi mais difícil descolar, até tentar vender a ideia que existe feminismo de direita já tentaram, a partir de parlamentares mulheres do partido Novo, por exemplo… Não me importo muito com ataques de opositores, e também não espero solidariedade de nenhum deles porque, para eles, tudo se resume a práxis política.

Esmeril: Existe alguma pauta justa no feminismo? Se sim, quais?

Teff Ferrari: Eu não acredito em pauta feminista. Eu não acredito na fantasia de que “um dia foi bom e depois deturparam”. O que é bom, permanece bom, tem raízes profundas. Se o feminismo, de fato, fosse benigno para as mulheres, ele se sustentaria. Mas não é isso que vemos, na verdade, é o justo contrário. Você vê mulheres jovens se destruindo, mulheres mais velhas perdendo a oportunidade de ter uma família, mulheres rancorosas e infelizes com a mentira de que se aceitam e de que se amam. Ora, se feminismo fosse bom, não teríamos uma leva de frustradas com seus corpos, seus trabalhos, tentando se provar a qualquer custo e cobrando apenas por seus privilégios. Afinal de contas, deveres para boa parcela delas é uma “mera construção social desse patriarcado malvadão”. Será mesmo que esse é o caminho? Se existem papeis dando certo e estão à serviço de tornar a vida mais confortável em sociedade, “desconstruir” isso é uma tremenda burrice.

Ju Ginger: A pauta justa do feminismo é: nenhuma. Nem primeira onda, nem segunda, nem terceira. Sempre esteve errado com ideias baseadas  na separação da família e querendo mostrar uma superioridade de um grupo. Cancelando o individualismo e colocando todas em uma caixa. Ou você é feminista ou não é mulher. Enfraquecendo o dom natural das mulheres ao forçar uma tomada de lugar que pode acontecer lado a lado com seus instintos de mãe, mulher, filha, irmã.


Mudamos o assunto de política para finanças, mais especificamente, a saúde financeira dos empreendimentos de comunicação da direita brasileira. Dependemos da viabilidade desses negócios no longo prazo para que nossa mensagem seja disseminada. Em vista disso, questionamos a Bruna e a Ju a respeito de seus empreendimentos, respectivamente a Revista Esmeril e a Shockwave Radio.

Esmeril: Vivemos um cenário ainda de amadorismo em relação a mídia Conservadora. Como se organiza para que seus negócios sejam viáveis financeiramente a longo prazo?

Bruna Torlay: Não tem sido fácil, pois as assinaturas mantêm os custos operacionais, permitem que a revista sobreviva. Contudo, tive problemas com a manutenção do site e a abertura de empresa no Brasil é o inferno que todo infeliz que ousa empreender conhece. Então o orçamento proveniente das assinaturas é só uma parte do programa. A ideia é que o orçamento dos assinantes pague os custos operacionais básicos para que a iniciativa não morra e, com o tempo e consolidação no mercado, a gente consiga anunciantes, orçamento que permitiria remunerar os colaboradores. Temos um sistema de comissionamento interno para destinar remuneração simbólica aos colaboradores, mas nem todo mundo quer atuar como vendedor, tampouco têm esta obrigação. A estratégia é mais para estimular a equipe a participar do impulsionamento inicial da revista, para que sintam que fizeram parte do sucesso, se ele vier um dia. Eu acho que virá. Mas iniciativa bem-sucedida, para mim, significa retorno financeiro e adesão visível por parte da sociedade. Impacto na opinião pública, os conservadores já têm. Mas apenas quando um grupo significativo de gente que empreende no campo da informação e da cultura puder dizer “Eu vivo disso”, teremos sinais fortes de nossa relevância. Isso leva tempo. Portanto, meu plano é persistir até atingir o objetivo traçado.

Ju Ginger: Doações dos ouvintes. A iniciativa é totalmente amparada por essas doações. Até o dia em que a rádio se torne monetizavel e os anunciantes comecem a se interessar.

fim
Revista Esmeril - 2020 - Todos os Direitos Reservados

3 Comments

  1. Caras paladinas, caras são vossas propostas tão essenciais para a mulherada, não digo só a Revista Esmeril, mas sobretudo o exemplo (exatamente a mesma questão do Bolsonaro, ele antes de ser presidente, é exemplo), e esse exemplo que estão expondo é muito caro!
    Vim colocar uma questão importante para o fortalecimento feminino.

    Vou falar de salto alto, e outros adereços, e em nenhum canto esse tema é mais encaixante do que em uma entrevista feminamente coletiva!
    A base dos seres humanos, os pés, são substancialmente mais importantes do que a base dos outros animais mamíferos, pois bípede como é, ao humano só sobra apostar em duas pequenas superfícies para sustentar e deslocar todo o corpo! Os animais mamíferos distribuem carga por quatro membros, repteis usam até uma base com o corpo inteiro, no casos das cobras e alguns lagartos.
    Assim, se percebe que o pé humano sofre sobrecarga o TEMPO INTEIRO!
    Tanto é que somos supinamente inferiores a imensa maioria dos mamíferos, de igual porte, na velocidade de corrida, o ser humano só é bom em fôlego, no trote (maratona por exemplo) ele deslancha, mas no pique dança fácil.
    Se observarmos os pés de uma pessoa sabemos qual a vida pregressa dela, claro que mantendo as diferentes características anatômicas de cada pé, de qual povo ou raça, etc. Uma pessoa com pés sólidos, fortes, demonstram que tiveram na mãe uma mui sólida criação, já o claudicante demonstra que sua base é frágil.
    Em combate, os pés bem usados são supinamente mais matadores e anuladores que os braços, soldados sabem que a alma do combatente é a base, os PÉS.
    Não discuto que por razões fetichistas, até eu acho interessante uma mulher emproada em cima de um salto alto, mas sei que é uma indução midiática que me leva a ver dessa forma, por conta disso, estudei o assunto para poder entender a coisa na raiz.
    Salto alto é o que condena 90% das mortes de mulheres em desastres em locais fechados ou “estouros de boiada”, elas acabam caindo, muitas vezes quebrando os tornozelos, e consequentemente pisoteadas!
    O salto alto gera na mulher, inconscientemente, INSEGURANÇA física e SEGURANÇA social, uma agenda criada exatamente dessa forma, para que essa dissociação de dissemine por todo o modus operandi das mulheres, insegurança física sendo “sinônimo” de segurança social está dizendo: enquanto agir e se vestir como mandamos, estará segura, mesmo que insegura! Imaginem o resultado dessa ambiguidade galopante no mais profundo da psiquê!
    Nossa integridade, ao contrário do que o estado preconiza, não depende dele, depende de nossa BASE! Nossa base é nosso alicerce, sem ele, somos meros fantoches dentro de uma agenda macabra!
    Se uma mulher é atacada com salto alto, a ela só sobra enfrentar, pois fugir é impossível, o salto não ajuda e se tirar, estará descalça em solo nem sempre confiável, aliás, via de regra, solo agressivo! E mais, calçado deve ser entendido arma, e estar com uma arma que atira pela culatra não é sábio!
    Essa agenda de glamourização do salto alto tem um único objetivo, a FRAGILIZAÇÃO, VULNERABILIZAÇÃO DA MULHER!
    Uma mulher com calçado baixo é menos sem base, dessa forma sente sua integridade mais possante e isso é fundamental em qualquer contenda da vida, e sobretudo, em momentos extemporâneos onde não é possível prever o desastre! Resumindo, no dia a dia, o calçado é fundamental e calçado SEMPRE tem que nos fortalecer! Calçado é upgrade, e não se faz upgrade para piorar ou sabotar!
    Agora vou abordar o andar de forma mais pontual, o andar silencioso é fundamental, o ruído de passas pode facilitar e adequar no tempo um ataque de um agressor qualquer.
    Por exemplo, se um lixo está de tocaia e ouve passos femininos (salto alto) ele naturalmente terá um estímulo, da mesma forma que o passo silencioso garante o efeito surpresa a favor do andarilho e não do tocaiante!
    É fundamental que andemos descalços o máximo possível, para troca eletrica com a terra e mais, pessoa descalça não anda como deslumbrado sem olhar onde pisa, já calçado, a imensa maioria anda sem a atenção necessária no solo! Observo que sofisticar a atenção lateral, aquela que nos garante a identificação de coisas à nossa volta, a mesma que nos faz inclusive INTUITIVOS! Pessoas que andam descalças tem maior foco, maior capacidade para ficar multi-tasks!
    Lembremo-nos SEMPRE, quem busca nos fragilizar, como o estado e suas agendas de desmonte da responsabilidade pessoal (sequestro de arma, plano de saúde, segurança pública, decisão outorgada, etc.), só tem interessa em nossa desgraça e nunca em nossa evolução. E o status quo, as mídias e suas glamourizações precisam da mulher frágil, dessa forma ela garante heres incapazes no trato da vida, uma mulher frágil é o elo fundamental fraco de forma que todo o resto sossobre, afinal mulher é matriz, e se é destruída a matriz, todo resto estará destruído, é essa a razão do desmonte das qualidades femininas, a destruição, escravidão da espécie humana!
    O mesmo se aplica a pinturas faciais, despersonalizantes e venenosas!
    Uma curiosa dinâmica feminina me acordou para a genda rpioritaria de destruição feminina. TODA fêmea natural busca de todas as formas ser discreta, MIMÉTICA, camuflada! se observarmos as aves, quase todo macho é exuberante, enquanto a fêmea é discreta e mimética, e a razão é banal, com a exuberância dele se garante a invisibilidade da fêmea, que está no ninho vulnerável com filhotes mais vulneráveis ainda, le,mbro também que as danças do macho para a fêmea são a forma de mostrar a ela que ele é capaz de driblar os predadores e voltar para o lar (aves são via de regra monogâmicas)! Já no relativamente raro caso das aves de rapina, a fêmea é quase o dobro do tamanho do macho, logo, de novo, cabe ao atacante (raros nos casos dos rapinantes) escolher o menor, pois a maior será sempre mais díficil de caçar! Entre os peixes essa dinâmica discreta é idêntica a dos pássaros, existe um peixe de aquário de agua doce, chamado lebistes reticulatus, o guppy, e esse camarada é um pequeno outdoor de explosão de cores, a fêmea é “grandona” e entre marron claro e verde oliva, ou seja, invisível quase! Entre todos os animais, a fêmea NUNCA busca expor exuberância, até porque para bom entendedor, meia palavra basta, e macho sadio sabe que exibicionismo não é qualidade feminina! Se uma fêmea procura o melhor, o certo é ser discreta, pois exuberãncia acorda o lixo miope e sobretudo o macho meia boca, aquele que gosta de mulher bonita ao lado para se afirmar, já o macho sadio qualquer lixo que olhe para sua mulher merece apenas a morte! Homem que gosta de mulher produzida não é macho, é omem, pois macho real não divide fêmeas nem com olhares!

    Mais uma vez, parabéns pelo trabalho de vcs, e agradeço atmbém pelo tempo e espaço cedido!

    Muito obrigado

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