Estudos avançados feitos por neurocientistas, psicólogos, educadores e até por economistas têm chegado à conclusão de que e mais importante ao desenvolvimento de uma criança não é a quantidade de conhecimento absorvido em uma sala de aula, mas a internalização de habilidades como persistência, autocontrole, curiosidade, determinação e autoconfiança. São as chamadas capacidades não cognitivas, ou forças de caráter.

Um estudo feito na década de 90, por um médico americano, intitulado “Adverse Childhood Experiences” (Experiências Adversas na Infância), chegou à conclusão de que a falta de cuidados nos primeiros anos de vida de uma criança, aliada à ocorrência de experiências adversas tais como abuso físico, moral e sexual, negligência emocional, abandono, dentre outras, estavam fortemente relacionadas a resultados negativos na idade adulta e ao fracasso profissional, familiar e social.

Outro estudo, feito por um economista ganhador do prêmio Nobel, James J. Heckman, aponta no sentido de que maior investimento e cuidados na educação de crianças do nascimento à idade de cinco anos é fundamental tanto para que jovens oriundos de famílias carentes consigam ter maiores chances de sucesso, quanto para termos uma sociedade mais desenvolvida e com menos criminalidade.

Obviamente que a mulher é a chamada “linha de frente” desta grande batalha pelo futuro da humanidade. Neste sentido, Winnicott, um famoso psicanalista e pediatra inglês, desenvolveu a tese de que a mãe é a catalisadora e criadora do desenvolvimento mental e emocional de uma criança. De acordo com ele, o ser humano não é apenas um objeto da natureza, mas uma pessoa que precisa de cuidado e atenção para amadurecer da melhor forma possível.

As mulheres têm o mais importante papel na perpetuação e desenvolvimento sustentável da nossa espécie. São elas que ajudam a forjar o caráter de seus filhos e filhas. Assim, conforme Winnicott, a “mãe suficientemente boa” é aquela que possibilita ao seu bebê o entendimento de que ele é bem vindo ao mundo e de sua importância como indivíduo singular e cheio de potencialidades.

Diante desses estudos científicos e de muitos outros que versam o tema, não há como negar o papel fundamental das mulheres como líderes condutoras de uma sociedade saudável, próspera e segura.

Ao tentar diminuir a importância deste papel, e até ao hostilizar as mulheres que assumem esta nobre tarefa, movimentos feministas e progressistas em geral se esquecem de que a destruição da família e o caos que fomentam, propagam e desejam, é o ambiente social onde eles próprios acabarão sendo tragados para o inferno cujas chamas ajudaram a alimentar.

fim
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