Destaques
Os destaques desta semana são os quatro lançamentos natalinos da Texugo.
O trenó mágico, de Cynthia & Brian Paterson, se passa na véspera de Natal, quando Gui Ouriço, Rafa Rato, Gu Coelho, João Texugo e Kátia Coelho se perdem na volta da colheita de pinhas e encontram, numa clareira, um trenó que não é um trenó qualquer. Este é o oitavo e último volume das Histórias de Foxwood, com as aquarelas do próprio casal Paterson.
Por que os sinos tocaram, de Raymond MacDonald Alden, apresenta aos pequenos uma cidade distante, onde os sinos de uma igreja só tocam diante de uma oferta feita de coração, e há anos ninguém os ouve. Alden escreveu o conto numa única noite, a pedido da mãe, que estava doente naquele Natal.
Em Meu primeiro livro de Natal, com texto de Francisco e a família preparam a casa para a véspera de Natal, e cada símbolo da data ganha uma quadrinha: da guirlanda na porta às passas da ceia, “que alguns gostam, outros não”.
E em O bebê de Belém, de Margaret E. Sangster apresenta um poema com ritmo de canção de ninar sobre a noite em que Jesus nasceu, para ler com os pequenos desde os primeiros meses.

Outros lançamentos
Pela Sétimo Selo, um dos maiores clássicos da literatura mundial, Crime e castigo, de Dostoiévski.
Em 1866, endividado, de luto e pressionado pelo editor, Dostoiévski prometeu entregar o “relato psicológico de um crime”. Entregou um dos maiores romances já escritos.
Raskólnikov é um ex-estudante consumido pela pobreza e pelo orgulho. Convencido de que certos homens têm o direito de ultrapassar a moral comum, mata uma velha agiota para provar a própria grandeza.
Mas nada segue o plano. Vêm a febre, o medo, os encontros inesperados, uma São Petersburgo sufocante. E a pergunta que ele julgava resolvida volta cada vez mais forte: até onde um homem pode avançar sem se perder de si mesmo.
A edição da Sétimo Selo traz tradução e notas de Rafael Frate, introdução de Brito Broca e o ensaio “O mal e a liberdade em Dostoiévski”, de Berdiaev. Inclui ainda uma cronologia do autor, uma lista de personagens para não se perder nos nomes russos e um apêndice com a história e um itinerário fotográfico da São Petersburgo do romance.

E , pela Auster, dois lançamentos: A falta de sentido, de Viktor Frankl, e Como vencer uma discussão, de Cícero.
Viktor Frankl percebeu algo que hoje ficou ainda mais evidente: cada vez mais gente não sabe o que quer. Sem instinto e sem tradição para orientar, muitos passam a desejar o que os outros fazem ou a fazer o que os outros mandam. Ele chamou isso de vazio existencial e mostrou que o sentido não vem pronto, precisa ser encontrado.
Dois mil anos antes, Cícero venceu quase todas as discussões em que entrou e chegou ao cargo mais alto de Roma pela força da palavra. Mesmo assim, ele avisava que palavras sem substância são coisas ocas.
Os dois lançamentos da Auster respondem às duas perguntas que vêm antes de qualquer conversa séria: o que eu tenho a dizer e como devo dizer. Salve este post e envie para aquele amigo que sempre quer ganhar a discussão.
