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quinta-feira, 27 janeiro, 2022

LEIA NESTA EDIÇÃO丨26

Revista Mensal
Bruna Torlay
Estudiosa de filosofia e escritora, frequenta menos o noticiário que as obras de Platão.

No dia 18 deste mês, comemorou-se o dia internacional da filosofia. Por isso, a contar desta síntese de número, passamos o mês produzindo 18 matérias sobre o assunto para você. É evidente que não cabe aqui cada detalhe de tão nobre e vasta tradição. Mas colhemos no cinema, na literatura, na guerra, nos esportes, nas angústias comuns entre os contemporâneos, nas artes e nas vidas de pessoas algumas de suas marcas, sabendo que o espanto quanto a indesculpáveis ausências se fará presente.

Vida e Legado introduz o leitor ao maior nome da filosofia brasileira, Mário Ferreira dos Santos; introdução sintética, apesar de concreta, uma vez que sua grandeza permanece praticamente indiscutida no Brasil. 

Alta Cultura apresenta uma vídeo-entrevista com o amante do conhecimento Flavio Morgenstern, que sonha em ter mais tempo livre para dedicar-se a um período específico, mas infinito em valor, da cultura do ocidente.

Max Cardoso , editor-chefe da hoje extinta-por-força-de-abuso-de-poder Revista Terça-Livre fala sobre seu amor verdadeiro, a filosofia e a teologia, em Política e Sociedade.

O único Perfil que não poderíamos ter deixado de inscrever na edição era o de Sócrates, claro. E para honrar sua memória, Conversar é pensar junto, coluna essencialmente filosófica, aproveita o gancho para se auto-explicar mais uma vez.

Fernando Vaisman toca na doutrina por trás de tantos feitos e problemas no Brasil, o tal positivismo, num límpido Ensaio, após o qual Viver Bem precede dicas culinárias de conselhos amigáveis sobre como podemos parar de alimentar nossa burrice.

Relatos místicos matizados de anedotas filosóficas ao som de Mozart comparecem bem no meio do caminho entornando Humor ao número, intervalo prolongado por dez filmes imperdíveis condensados em Sétima Arte.

Se a filosofia, como defendemos, é uma prática, nenhuma seção o expõe melhor que Governança e Estratégia, ainda que do ponto de vista militar. Da perspectiva das profundas mudanças de hábitos mentais que marcam a História, Patrimônio e Memória demonstra como as Luzes conduziram o mundo a um suicídio da razão.

Falando sobre regras ou conceitos partilhados, Na Marca da Cal apresenta uma defesa da arbitragem humana, tendo como parâmetro o beisebol. Mas parâmetro é um horizonte comum a muitas coisas; no caso aqui, a muitos jogos, razão por que o abuso do V.A.R, segundo Paulo Sanchotene, faz mal também ao futebol.

A Resenha do mês versa uma obra do maior filósofo brasileiro vivo: a Dialética Simbólica, de Olavo de Carvalho, e Antonio Fernando Borges se pergunta, por sua vez, O que há de errado com… o (perdido e melancólico) homem moderno.

Que a ordem correta seja primeiro comer, depois filosofar, é justamente o que recusa José Anselmo dos Santos, num claro Acerto de Vista

Como A beleza importa, as artes não poderiam ficar de fora da edição, mesmo porque é difícil falar delas, defende o colunista, sem o recurso da filosofia.

A Crônica é autobiográfica e revela o que conduz os jovens, da Atenas de Sócrates ao Brasil presente, a buscar a companhia dos sábios – aquelas pessoas que nos ensinam a reconhecer exatamente onde dói.

Se você sempre quis se entender melhor e até hoje não achou oportunidade de começar, talvez a hora seja agora. Boa leitura e boas lágrimas.

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