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segunda-feira, 20 setembro, 2021

Italianos promovem desobediência civil contra medidas de lockdown

Revista Mensal
Claudio Dirani
Mais de 20 anos de experiência em diversas áreas da comunicação, incluindo marketing, rádio jornalismo e jornalismo esportivo, político e de variedades. Também é compositor e autor de cinco publicações, incluindo "MASTERS: Paul McCartney em discos e canções."

Movimento #EuEstouAberto” já atraiu mais de 50 mil donos de restaurantes e se espalha pelo mundo

Há quase um ano, a Itália virou o epicentro de Covid-19, liderando em número de óbitos e superando os casos relatados na própria cidade de Wuhan, na China. Isto, claro, de acordo com números oficiais do Partido Comunista Chinês.

Hoje, depois da nova onda de coronavírus atingir a Europa e demais países no final de outubro, os empresários italianos lutam contra o tempo para tentar manter vivos seus negócios.

O movimento conhecido como #IoApro (estou aberto, em tradução livre), consiste em desafiar as autoridades, abrindo os estabelecimentos gastronômicos, em atos de desobediência civil.

Em 16 de janeiro último – um dia após proibições que visavam barrar até mesmo o delivery, a capital Roma decidiu driblar as autoridades, com a abertura dos salões para atendimento ao público.

Ato de desespero

A decisão de burlar as regras austeras da capital italiana não se deu apenas por tentar voltar ao normal. A maioria das ações, de acordo com os empresários, “foi por puro ato de desespero”.

É o caso do proprietário da Loste Ria, Armando Minotti, que declarou: “Por três semanas não consegui comprar suprimentos para alimentar minha família”. De acordo com a imprensa alternativa italiana, as ações começaram tímidas, mas já envolveram mais de 50 mil estabelecimentos pela Bota. Segundo o governo italiano, as perdas com o lockdown já ultrapassam os 23 milhões de euros, desde as primeiras restrições iniciadas em maio de 2020.

No Brasil

Particularmente em São Paulo, donos de bares e restaurantes decidiram arregaçar suas mangas e protestar contra as recentesrestrições anunciadas pelo governo de João Doria. A principal delas, do fechamento após as 20h nos finais de semana – ironicamente, os dias em que as casas mais faturam. As ações realizadas hoje, 27 de janeiro, na Avenida Paulista, foram conduzidas pelo Movimento Gastronomia Viva, com apoio da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e também pelo Sinthoresp (Sindicato dos Empregados em Hospedagem e Gastronomia de São Paulo e Região).

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