RAFAEL SANZIO que, ao lado de Da Vinci e Michelangelo protagonizou a tríade dos mestres da Arte da Renascença, morreu no dia do seu aniversário

Ele fez jus à vocação de polímata do homem da Renascença, seu talento para a Arte da Pintura só não foi maior do que o de seu contemporâneo, Leonardo da Vinci. No dia 6 de abril de 1520 na cidade eterna, Roma, morria Raffaello, vitimado por uma febre. Em homenagem à sua curta mas produtiva vida de 37 anos — completos no dia de sua morte –, o artista foi homenageado com um funeral público e sepultado no Panteão de Roma.

Desde tenra idade, Rafael se notabilizara por seu interesse e talento precoces para a Arte. Nascido na cidade de Urbino, na região central da Itália, em 1483, ele já era considerado mestre aos 17 anos. Rafael conheceu os trabalhos de Da Vinci e de Michelangelo em 1504, aos 21 anos, quando viajou para a cidade de Florença. Nesse momento, ele aprimorou seu trabalho com novas técnicas e inovações, típicas do movimento renascentista tais como: a Chiaroscuro, técnica de contraste entre luz e sombra, e a Sfumato, técnica de um sombreado levemente atenuado, sutil. A Mona Lisa (1503), de Leonardo, é o maior exemplo da aplicação destas técnicas na Arte do Renascimento.

Em Roma, onde passou 12 anos, Rafael trabalhou para os Papas Julio II e Leão X. No Vaticano, os seus trabalhos mais importantes são: “Disputa” (ou Discussão do Santíssimo Sacramento) e a inconfundível “Escola de Atenas“. Em 1514, morre o arquiteto-chefe responsável pela edificação da Basílica de São Pedro, Donato Bramante, Rafael é então nomeado para substituí-lo. Ele faz algumas alterações na planta da basílica.

A representação da Madonna, a Virgem Maria segurando o menino Jesus, é um dos temas mais tradicionais representados pelo artista. No entanto, um ponto que o diferencia dos seus contemporâneos é a ausência do pathos nestas obras; as expressões criadas por Rafael não evocam dor ou sofrimento. Suas pinturas são fortes, mas há também suavidade, caracterizada pela perfeição e harmonia que, somadas à claridade e amplitude dos espaços, sintetizam a objetividade da beleza cultivada pelo artista.

A Bela Jardineira, 1507. Museu do Louvre, Paris.
Autorretrato, 1506. Palazzo Brera, Milão.
Casamento da Virgem, 1504. Palazzo Brera, Milão.
Disputa, 1510-1511. Stanza della Segnatura, Palácio Apostólico do Vaticano.
A Escola de Atenas, 1509-1511. Stanza della Segnatura, Vaticano.
Madonna Sistina, 1512. Encomendada pelo Papa Julio II. Pinacoteca dos Mestres Antigos, Dresden.
O triunfo da Galatéia, 1514.
Transfiguração, 1520. Museus Vaticanos.

Com informações do portal UOL History, do site Cultura Genial, por Carolina Marcello, e do livro A História da Arte, de Ernst Gombrich.

Pobre é o discípulo que não excede o seu mestre“.

— Leonardo da Vinci.

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