Eduardo Platon reflete sobre o valor do elemento surpresa como estratégia de comunicação associada a uma governança inteligente

Quando ligamos a TV e assistimos alguns programas, o que mais aparece na “telinha” é o combo comunicação e problemas [de comunicação]. D-i-a-r-i-a-m-e-n-t-e! E aí eu me pergunto: Será que essa provocação do autor faz algum sentido para você, leitor?

Penso que sim! A mídia tradicional não consegue comunicar os fatos, informar a população ou mesmo noticiar os acontecimentos do cotidiano brasileiro sem uma agenda secreta. 

Para quem busca produzir e escalar conteúdo jornalístico, se trata de um grande problema! Mentir ou mesmo fingir falar a verdade para vender noticiário. Alguns enxergam os problemas de comunicação visíveis (a minoria) e outros não compreendem a linguagem subliminar dos problemas invisíveis (a grande maioria). 

Do outro lado do microfone e das câmeras de TV, os nossos representantes políticos, algumas lideranças sociais e da mídia (os que insistem na tese de uma Assessoria de Comunicação da Presidência da República frágil, tendenciosa, escorregadia e não confiável) ainda adotam um tom de baixa performance, praticam um frágil timbre de voz, pouquíssima assertividade na sua entrega, ausência de pensamento cognitivo e uma melodia política renovadora quase invisível. 

Um mar de erros

São erros de não promover o que deveria ser promovido (as conquistas do Governo Federal). São erros de omissão na criação de vídeos das Secretarias. São erros de Português “orgulhosamente” cometidos ao vivo, um produto da era Lula e da era Dilma ㅡ onde falar feio era sinal de status e pseudo conexão com o povo. São erros de não orientar de maneira leal. São frases políticas sem um argumento lógico, sem um encadeamento na sua forma e no seu conteúdo; pouca habilidade para elevar e conduzir com inteligência; rara boa vontade e boa intenção no compromisso com a verdade. Limitado conteúdo e identidade com o projeto que elegeu os próprios representantes do povo. 

Sofisticadas mentiras

Adotar e dar visibilidade à sabedoria de pensadores antigos e atuais, por esses comunicadores de fachada, são apenas estratégias para resgatar “A Tragédia da Utopia”, como assere em seu livro (homônimo) o membro da Academia de Letras do Rio Grande do Sul, empresário e livre pensador Percival Puggina. E nesse contexto, as falácias da mídia marrom se acumulam aos montes: 

Falácias do medo, falácias emocionais, falácias da esperança, falácias da compaixão, falácias do elogio, falácias do testemunho, falácias mentais e de autoridade, falácias do senso comum, falácias da tradição e da novidade, falácias do dinheiro e, por último, citadas ao nosso estimado leitor conservador, falácias de causa-efeito e de causa única. Ou seja, estratégicas do mundo invisível das redes de comunicação de fachada para bombardear e destruir o alvo inimigo, como bem resgatou, narrou e experienciou o médico-escritor Alessandro Loiola. 

E qual o problema com tudo isso?

Os problemas visíveis e invisíveis da nossa comunicação de fachada institucional e da grande mídia, fruto de uma herança de quase 30 anos sem compromisso com o falar bem, sem se comunicar bem, sem influenciar bem, sem ser bem influenciado com conteúdo e estilo, nos projeta na direção do caos e da falta de governança. Afinal de contas, governança nos remete à força e influência; unicidade, singularidade e inteligência ㅡ tema do meu artigo anterior na edição anterior desta Revista Esmeril.

Remédio único

Neste contexto, o único remédio plausível para o Presidente da República é adotar a estratégia do silêncio em suas intenções e da liderança silenciosa nas suas ações estratégicas ao lidar com os operadores da comunicação de fachada. Comunicando abertamente o mínimo necessário e fazendo uso do elemento surpresa para confundir, e não dar munição para quem busca evitar gestão de excelência nos assuntos e temas prioritários do país. 

fim

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