Informações em massa sempre nos afastam de “preciosidades”. Claudio Dirani apresenta dicas para fugir dessa armadilha

Já me questionei pelo menos alguns bilhões de vezes a respeito de como as massas são facilmente guiadas pelas potências da comunicação. Pode até ser que essa atração pelo produto de fácil consumo tenha sofrido certa baixa com a moral decadente dos produtos oferecidos pela televisão aberta, mas acredito que o fim desse poder quase hipnótico não está por perto – de jeito nenhum.

Apesar desse fantasma nos assombrar a qualquer hora do dia, acredito que não dá para ficar lamentando ser um escravo de uma monocromia cultural ou narrativa, quando temos hoje tanta independência para navegar nos mares plurais do Wi Fi. Ou então, ter independência para, simplesmente, ler um livro, apreciar ruas e construções históricas etc.

Assim, some as opções da comunicação digital às sábias palavras do grego Epiteto e logo sairemos dessa encruzilhada:

“A principal tarefa na vida é simplesmente esta: identificar e separar questões de modo que eu possa dizer claramente para mim mesmo quais são externas, fora do meu controle, e quais têm a ver com as escolhas sobre as quais eu, de fato, tenho controle. Onde, então, devo buscar o bem ou mal? Não em externos incontroláveis, mas dentro de mim mesmo, nas escolhas que são minhas”.

A hora de escolher

Como você já notou, a edição deste mês da CrossRoads, está um pouco diferente. Certamente, mais filosófica e estética, para o gosto de alguns editores…

Escolhi usar o espaço para sugerir e divulgar opções que normalmente você não irá se deparar tão facilmente, quando o tema é cultura.

Vou começar pelo DVD/Blu Ray do filme Uma Ponte Para Terabítia (2007), uma singela produção em inglês dirigida pelo húngaro Gábor Csupó. O longa não foi um desses blockbusters, mas até que se deu muito bem no quesito arrecadação: US$ 137 milhões (ao custo de US$ 20 milhões).

Estrelado por Josh Hutcherson e AnnaSophia Robb, o drama precisa ser visto e revisto, simplesmente porque lida com valores mágicos da amizade adolescente e do poder da imaginação, além de preparar o ser humano para a brevidade e percalços da vida. O filme conquista crianças e adultos, abertos à sensibilidade, além de ser atemporal.

No Mercado Livre você encontra diversas opções para compra do Blu Ray e do livro original de 1977, escrito por Katherine Paterson:

Música e imaginação

Outro grego ilustre chamado Platão classificou o poder da música da seguinte forma:

“A Música dá alma ao universo, asas à mente, voo à imaginação e vida para todas as coisas”.

Essa introdução filosófica resume a necessidade de buscar mais e mais opções musicais para nossa vida, todos os dias, fugindo do tentam nos empurrar goela abaixo.

Gostaria de sugerir aqui três álbuns incomuns para uma melhor apreciação. São eles:

Standing Stone: Paul McCartney

Normalmente, você escolhe um dos discos desse garoto nascido em Liverpool pelos mega hits pop, seja na carreira solo ou nos Beatles. Mas nesta obra de 1997, Paul mergulhou com requinte no universo da música erudita, contando a história da criação do mundo pelo olhar do povo celta.

Aqui não importa se você não é muito fã do gênero clássico. A linguagem usada nas composições de Standing Stone se diferencia, por exemplo, da estreia de McCartney no erudito e mais rebuscado (Liverpool Oratorio – 1991).

O CD já está fora de catálogo, mas também vale investigar no Mercado Livre.

The Essential Donovan

Outro ser musical que você não irá se deparar de forma avassaladora nos canais da mídia é o escocês Donavan Leitch. Não se trata de uma sessão nostalgia, já que, como disse, Donovan não é das figuras mais pop do universo.

A sugestão aqui é para quem curte combinar o folk ao pop, com tons de world music. Se você não conhece o trabalho de Donovan, a sugestão é apreciar essa coletânea que traz algumas canções que relembram antigos temas celtas.

Meus destaques do CD: “Sunny Goodge Street”, “Lalena” e “Jennifer Juniper”. Procure pelo álbum no (adivinhe) Mercado Livre.

Campo dos Sonhos – James Horner

Para fechar a lista, gostaria de combinar música e cinema em apenas um take. Não resisto novamente em olhar para trás, mais especificamente para a produção de 1989: Campo dos Sonhos, estrelada por Kevin Costner.

Aqui temos uma mistura quase alquímica da sétima arte com a trilha sonora, uma cortesia do diretor Phil Alden Robinson e do maestro (saudoso) James Horner.

“Se você construir, eles virão” – o mote do roteiro nos hipnotiza durante toda a película, embalado pela escolha precisa de instrumentos feita por Horn em suas composições.

Se você ainda não tem esse filme, está na hora comprá-lo para assistir com seu pai.

Fim

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