São Maximiliano Kolbe, polonês, santo de nosso tempo, é conhecido por ter trocado sua vida pela de um pai de família no campo de concentração nazista de Auschwitz. Mas sua vida e o exemplo legado a conservadores vai além do martírio.

Este homem do século XX ultrapassou todas as barreiras espaciais e espirituais possíveis. Sem saber, teve sua vida e os  frutos da mesma conectados a duas grandes tragédias dos anos 1900: o massacre em campos de tortura e a bomba atômica, ambos no contexto da II Guerra Mundial.

Maximiliano Kolbe, arrisco apontar, pode até ser considerado o padroeiro de iniciativas como esta revista que você lê agora, a Esmeril, já que um de seus feitos foi a publicação de uma revista católica em homenagem à Virgem Maria, fundando, em paralelo, o movimento Milícia da Imaculada.

São Maximiliano: sob a proteção da Virgem Maria

Nascido Raimundo no final do séc XIX, adotou o nome “Maximiliano Maria” quando de sua ordenação em Roma no inicio dos anos 1920. Em busca de fazer a diferença na vida do próximo, valeu-se do poder da comunicação.

Providencialmente, recebeu a quantia necessária para abrir uma tipografia, garantindo a ele o poder de imprimir e distribuir sua revista, cujos textos de inspiração espiritual se acompanhavam de conteúdos científicos, morais e psicológicos. A publicação foi um sucesso. Em uma década, alcançou a marca de um milhão de exemplares distribuídos.

Movido por um sonho (ou visão profética) nos anos 1930, o padre Maximiliano resolveu levar a mensagem evangélica ao oriente. Decidido a partir para o Japão, com poucos recursos, sem conhecer o idioma e ao lado de apenas dois companheiros de ordem, internacionalizou seu empreendimento e ainda realizou a proeza de publicar em japonês um texto originalmente polaco.

Duas Coroas

Eis aí um dos milagres narrados, entre outros, no filme Duas coroas, de Michael Kondrat, com Adam Woronowicz no papel do santo. Muitos de nós subestimamos a capacidade de realização que possuímos. O filme mostra que esta força, aliado ao Divino, é capaz de nos levar muito mais longe.

A cidade japonesa onde deu-se a odisseia foi Nagasaki. Se o leitor, assim como o escritor, ficou curioso em saber o mistério por trás dessa escolha, saiba que há resposta. Em nova revelação, ou inspiração celeste em seu coração, Maximiliano recusou instalar a tipografia japonesa da revista no centro da cidade, afirmando que ela seria consumida por uma bola de fogo. A sede da revista foi às encostas, lugar perfeito às contemplações do grupo envolvido na empreitada. 

Antes do morticínio operado por meio da bomba atômica em 1945, os revezes da II Guerra eclodiram na sede do movimento franciscano mariano de Maximiliano, que retorna prontamente à terra natal.

Campo nazista

Sua residência e área de missão foram invadidas pelos alemães nazistas. Maximiliano resistiu com um pequeno grupo, mas foram todos enviados a campos de concentração. Exercitando a virtude cristã da paciência, e evangelizando judeus ao seu redor, o futuro santo dava sinais claros de altruísmo, ao doar a única xícara de chá do dia ao mais enfermo, ou não repreender o próximo ao ter seu único pão do dia roubado ― “ele também tem o direito de comer!”, dizia sobre o autor do furto.

“Não tem maior amor do que aquele que dá a vida por seu irmão”,

Antes do célebre episódio de seu martírio, Maximiliano Kolbe operou outro milagre. Ao solicitar ao comandante da tropa de fuzilamento que a condenação à morte do Sr. Francisco, pai de quatro filhos, fosse paga por ele, conseguiu o feito inédito de alterar ali uma voz de comando. O risco de ambos serem enviados à câmara de gás era grande. Ele enfrentou o risco. E salvou o Sr. Francisco, que conseguiu manter-se vivo na esperança de rever sua família. 

A casa franciscana da milícia mariana em Nagasaki – acredite – foi um dos raros edifícios não destruídos pela bomba atômica.

Quanto à Francisco, alcançou a terceira idade para testemunhar, em outubro de 1982, a canonização de São Maximiliano Kolbe pelo papa João Paulo II, o Karol Wojtila, conterrâneo do comunicador audaz que deu sua vida não apenas por uma pessoa, mas por toda a humanidade ― com e em Maria.


Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado.

This div height required for enabling the sticky sidebar
Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views : Ad Clicks : Ad Views :