Destaque
O destaque da semana é o lançamento da Kírion: Na vinha do texto: Um comentário ao Didascalion de Hugo de São Vítor, de Ivan Illitch.
Tomando como ponto de partida a obra de Hugo de São Vítor, Ivan Illich narra um século de profunda transição na história da leitura. O autor concentra-se num momento decisivo, por volta de 1150, quando inovações gráficas (como índices, capítulos e ordenação alfabética) transformaram a página: de uma “partitura” lida em voz alta por devotos, ela passou a ser um “texto” organizado visualmente para pensadores lógicos.
Essa mudança, ocorrida três séculos antes da invenção da imprensa, é apontada como a verdadeira base da cultura livresca ocidental. Acompanhando a transição da leitura monástica — murmurada, ascética e focada na busca espiritual e no autoconhecimento — para a leitura escolástica — silenciosa, profissional e voltada à consulta —, Illich argumenta que foi essa revolução medieval, e não a tipografia móvel, que criou o “texto livresco”: um objeto abstrato que se desprende da página física, e passa a moldar tanto a mente quanto as novas instituições do saber.

Outros lançamentos
Pela O Mínimo, O mínimo sobre Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie.
Escrito em 1936, o livro de Carnegie reúne princípios que até hoje formam a base de tudo que se fala sobre comunicação, persuasão e relacionamento. O autor mostrou que crítica não convence, que ouvir vale mais que argumentar e que ninguém muda de ideia sendo corrigido.
Nesta edição, o essencial da obra em poucas páginas, sem perder profundidade. Para quem quer se relacionar melhor, liderar sem impor e ser lembrado pelo que fez as pessoas sentirem, não pelo que discutiu com elas.

Pela Ecclesiae, o Devocionário a Santo Antônio, organizado por Ronald Robson.
Santo Antônio de Pádua, doutor evangélico e taumaturgo incomparável, é o mais amado dos santos populares no Brasil.
Este devocionário reúne, numa só obra, o essencial para a piedade do fiel que deseja conhecer melhor e se tornar íntimo do Taumaturgo: um relato seleto dos prodígios operados pelo santo ao longo dos séculos, testemunho vivo de uma intercessão que a história não cansa de confirmar, seguido de uma coletânea de orações, ladainhas e tudo o mais que o devoto precise, tanto na intimidade do lar quanto na solenidade litúrgica.
Obra de formação e de culto, o volume não se dirige apenas ao estudioso do hagiográfico, mas a todo fiel que deseje aprofundar seu trato com o Padroeiro dos pobres e dos que buscam o perdido.

E, pela Texugo, Os músicos de Bremen, de Dinah Maria Craik.
Um velho burro, cansado de ser maltratado por seu dono, resolveu ir a Bremen para tornar-se músico. No meio do caminho, ele convenceu um cachorro, um gato e um galo a se juntarem a ele.
Os amigos caminhavam felizes e, ao pararem para descansar, encontraram alguns ladrões desfrutando de um banquete!
Ora, eles também gostariam de ter um jantar delicioso, e então bolaram um plano…
Um clássico atemporal que atravessa gerações, com ilustrações divertidas, em estilo de desenho animado, que prendem a atenção das crianças e tornam a leitura leve e alegre. Um conto de fadas sobre amizade, coragem e recomeços: quatro animais rejeitados descobrem que, juntos, são mais fortes.
