CESAR LIMA | Meu amigo Flávio.

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A indicação de Jair Bolsonaro de seu filho mais velho, Flávio, como seu sucessor político e candidato à presidência da República mostrou-se um acerto sem precedentes dos ex-presidente. Após esse surpreendente movimento muita coisa já aconteceu. Depois do primeiro choque  as reações foram as mais diversas.

Em um primeiro momento, o entorno do presidente Lula comemorou e o próprio chegou a afirmar que Flávio seria o melhor adversário para ser derrotado em sua tentativa de um quarto mandato. A própria mídia mainstream fez muitas análises nesse sentido. Na verdade fazem isso até hoje.

No espectro da direita não foi muito diferente. Os bolsonaristas mais empedernidos ameaçaram uma convulsão pois achavam que Flávio é muito centrista, claramente preferindo que o escolhidos fosse o filho Eduardo.

A direita não-bolsonarista também ficou incrédula, o nome mais forte certamente seria Tarcísio de Freitas, palatável ao Mercado e ao Centrão, e este não teria dificuldades em enfrentar Lula. Outros ainda tinham nomes como Zema, Caiado e Ratinho Junior.

Mas os fatos foram implacáveis. Flávio Bolsonaro mostrou-se um grande articulador e sua figura caiu bem no gosto de vários estratos da sociedade. Não demorou muito e seu crescimento nas pesquisas, mesmo nas mais suspeitas, mostrou que o velho Jair tinha acertado em cheio.

Com o crescimento vertiginoso de Flávio, Lula e o Planalto já entraram em “modo desespero” ao verem Lula derreter a cada pesquisa. A mídia tradicional segue incrédula, tentando explicar esse quadro e buscando formas de desqualificar Flávio Bolsonaro como um candidato viável. O movimento eleitoral parece cada vez mais consolidado, Flávio cresce consistentemente e todos os outros pretensos candidatos à direita ficam estagnados em números ridiculamente baixos.

Nessa esteira, novamente começaram a surgir boatos, instados pelo próprio Lula, de que o presidente não estaria disposto a tentar o quarto mandato. A mídia estrangeira de esquerda já estampa manchetes dando conta que Lula sofreria o “efeito Biden”, com sua idade sendo um empecilho para a disputa. Seria a desculpa perfeita para evitar a derrota.

A própria direita parece perdida, alguns ainda temem a manipulação das eleições pelo Supremo e o Tribunal Superior Eleitoral. Outros, sentindo-se alijados, partem para disputas públicas e que ameaçam a união em torno do projeto de finalmente livrar o Brasil da figura de Lula.

Analisando a ideia de manipulação das eleições, as notícias tem sido favoráveis a Flávio. Com o estouro do caso do Banco Master, o STF – que nas eleições passadas estava no auge do poder – agora está dividido e enfraquecido.A mídia, antes favorável aos desmandos jurídicos, agora bate sem dó no Supremo. O próprio Lula trabalha para se afastar daqueles que antes eram seus aliados.

Por outro lado, no TSE – o controlador das eleições – a Ministra Carmen Lucia deixou antecipadamente a presidência da Corte, abrindo espaço para os dois indicados por Bolsonaro assumirem o controle. Apesar disso não indicar favorecimento, dá a entender que ao menos teremos um Tribunal bem menos interventor no processo eleitoral.

Até o momento Flávio tem sido favorecido por suas escolhas e até pela sorte, resta aguardar o início da campanha eleitoral e veremos que cartas Lula e o PT podem ter escondidas na manga, caso contrário abriu-se uma avenida de oportunidades para encerrarmos definitivamente a carreira de Lula, o pior presidente do Brasil desde o infame Getulio Vargas.

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