Explore as metrópoles menos violentas… antes das medidas do novo governo

Quando Sergio Moro foi convidado a assumir a pasta de Segurança Pública (fundida à de Justiça), houve um certo desconforto no banco traseiro da enferrujada Kombi que transportava opositores de um governo que sequer subira a rampa. Naquele instante, fato constatado, não era preciso ser sensitivo para antever que Moro iria encarar seu desafio como uma guerra – a exemplo de um de seus ídolos, o ex-premiê britânico, Winston Churchill.

Passados mais de um ano do início de seu mandato, aposto que você já se cansou de seguir o “modus operandi da discórdia”. Nesse tal de diz-que-me-diz, o ex-juiz da Lava Jato tem sido usado como um “potencial adversário” do presidente Bolsonaro em 2022 – fake news, esta, desmentida incontáveis vezes pelo próprio ministro – e de forma jocosa.  

Sergio Moro – vale lembrar – chegou a ameaçar “tatuar na testa” sua ajuramentada fidelidade.

Números de homicídios em queda, turismo em alta

Com a chegada de Sergio Moro ao governo, a expectativa era a de que os eventuais resultados positivos de seu trabalho refletissem em todos os segmentos da sociedade brasileira. Entre eles, o de turismo – ligado “umbilicalmente” ao crescimento econômico.

Por enquanto, é possível dizer que tem dado certo. A forte queda no número de homicídios (22%), indiscutivelmente, são cifras que afetam por tabela todos os segmentos, como comprova a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo  Dados apurados em dezembro de 2019 revelam faturamento de R$ 20 bilhões em outubro, marcando alta de 8% sobre o mesmo mês de 2018.

Projeto lusitano inspira ações de segurança

Mesmo sabendo que o Brasil ainda engatinha quando a bola da vez é a de garantir proteção básica aos cidadãos, o ministro Sérgio Moro comemorou o trabalho conjunto com estados e municípios com mais trabalho: o anúncio de um novo projeto-piloto: o Em Frente Brasil.

Lançado em agosto, o novo plano (inspirado numa experiência bem-sucedida em Portugal) consiste em aplicar medidas para reduzir a criminalidade violenta em Goiânia (GO), Ananindeua (PA), Cariacica (ES), Paulista (PE) e São José dos Pinhais (PR).

Atlas da Violência – 2019 – Como estava o Brasil em 2017

Enquanto os planos do Governo Federal não geram resultados ainda mais efetivos e profundos, vale conferir uma pesquisa que mostra as localidades mais seguras e as menos seguras do Brasil, segundo dados oficiais do IPEA – o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas

Os cálculos apontados no mais recente Atlas da Violência refletem pesquisa fechada em 2019, cobrindo 310 municípios. Esses dados são referentes a 2017 – portanto, antes de qualquer medida do atual governo. A pesquisa foi executada em parceria com o Fórum de Segurança Pública.

Raio-X: as 5 metrópoles mais seguras

Capitais do País com menores taxas de homicídio a cada 100 mil habitantes

São Paulo (SP) – 13,2 – Turismo de negócios, gastronômico e cultural

Parque da Independência

Apesar de o Museu da Independência (Ipiranga) só deva reabrir no bicentenário do 7 de setembro, vale a pena conhecer um dos locais mais aprazíveis e históricos da cidade. Ainda há o Parque da Independência para os devotos da Monarquia, aberto diariamente. Outros pontos de interesse incluem o Mercado Municipal (Rua Silva Bueno, 2109) e o Museu Vicente Azevedo, dedicado à história do bairro fundado em 1822 (Rua Dom Luis Lasanha, 300)

Campo Grande (MS) – 18,8 – Turismo ecológico e histórico 

Museu Dom Bosco

Dicas turísticas: a capital sul-mato-grossense é uma das joias do centro-oeste brasileiro. Passeios ecológicos são o destaque, incluindo o Pontal das Águas (Km 312 da BR-262), com direito à cachoeira, piscina e comida de fazenda.

Já o Parque das Nações Indígenas (Altos da Av. Afonso Pena) é considerado um dos símbolos da Cidade Morena. O local conta com policiamento reforçado, área plena para lazer e atividades físicas. Além disso, é rodeado pelos museus do Índio, de Arte Contemporânea e História Natural. Outro ponto de interesse é o Museu das Culturas Dom Bosco (foto).

Brasília (DF) – 20,5 – Turismo ligado à política, negócios e cultura

Lago Paranoá

A cerca de 995 quilômetros de Campo Grande – e ainda no imenso centro-oeste – se encontra a nossa sempre turbulenta capital. Além do turismo básico, dominado pelos marcos políticos do Distrito Federal, O turístico náutico é ótima opção, destacando os passeios de lancha pelo Lago Paranoá. Outro escape da política é a Feira e Fonte da Torre de TV (Eixo Monumental Brasília), que oferece comidas de todo o Brasil.

Curitiba (PR) – 24,6 – Turismo ecológico, urbanístico e gastronômico

Palácio Garibaldi

Considerada uma das cidades com melhor condições de vida para o brasileiro, Curitiba é exemplo mundial em urbanização. Em sua visita, não deixe de conhecer o Largo da Ordem – um dos pontos obrigatórios para qualquer turista. Localizado no Centro Histórico da cidade, o largo abriga a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Chagas (R. Mateus Leme, 01), com arquitetura mista, germânica e lusitana. Inaugurado em 1904, o Palácio Garibaldi (Praça Garibaldi, 12) é outra parada obrigatória para o explorador das influências italianas na capital paranaense.

Belo Horizonte (MG) – 26,7 – Turismo cultural, ecológico e gastronômico 

Praça da Liberdade

Se você é fã de música pop, não pode deixar a capital de Minas Gerais sem conhecer o famoso Clube da Esquina. O nome é um apelido dado ao ponto de encontro no tradicional bairro de Santa Tereza, de músicos que despontaram nos anos 1960-70: Beto Guedes, Lô Borges, Flávio Venturini, Milton Nascimento e Toninho Horta. Para saber mais sobre eles, a dica é visitar o Museu do Clube da Esquina, (R. Cristóvão Colombo, 683). Outras opções para quem vai a BH incluem a Praça da Liberdade, na região do Savassi, e a Lagoa da Pampulha.

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