…Ou como quebrar a criptografia de expressões indecifráveis

Em 1822, enquanto o Brasil se preparava para declarar sua independência dos portugueses, um francês de nome Jean-François Champollion realizava uma façanha histórica: decifrar os hieróglifos da Pedra de Roseta – relíquia de granito descoberta por soldados de Napoleão na invasão ao Egito em 1799.

Agora, a bola está com você. Responda, se puder: você achou que o egiptólogo mitou muito ao traduzir esse item de inestimável valor histórico do período Ptolomaico?

Se a resposta for afirmativa, você não tem noção do esforço criptográfico empenhado para dar algum sentido às declarações de algumas personalidades da política brasileira.

Tem alguma dúvida ou medo de conferir? Só digo que precisei de muita coragem para fazer.,.

Expressão de origem duvidosa: “Send me to Puta que o Pariu”

Introdução: Na biografia do nativo de Pindamonhangaba (SP), Ciro Ferreira Gomes se diz “cearense de coração”. Faz sentido. O político foi morar na cidade de Sobral quando tinha apenas 4 anos. Além disso, o ex-governador do Ceará incluiu em seu CV um ano de estudo na Faculdade de Direito de Harvard, Estados Unidos em 1995.

Nós aqui não investigamos nada, apenas nos arriscamos a quebrar a criptografia de certas expressões lançadas por personalidades.

Ocorrência: Em 15 de maio de 2018, o presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi convidado a palestrar na Câmara do Comércio Brasil-Suécia, em Estocolmo. Em determinado momento, Cirão da Massa decidiu desfilar os conhecimentos adquiridos de inglês para aplicar durante seu curso em Harvard.

Inspirado, o nosso coroné favorito encheu o peito para fazer um mix de português e inGRÊS. O resultado foi bizarro.

“If you call me thief, filho da puta, golpista, it’s crazy for me” (1). “I could imagine that Lula could send me to puta que pariu, from jail”

Criptografia: Na ausência de vocabulários para se defender de acusações, Cirão combinou “thief” (ladrão) ao nosso pop filho da puta.

Na sequência, tentou se defender de que poderia tirar Lula do país, como prometera em vídeo recente ao ex-presidente e então presidiário petista. No entanto, como lhe faltou atributos para indicar que Lula talvez gritasse corretamente “Fuck off and go to hell”, preferiu aportuguesar o “Send me”: “Imagino que Lula me mandasse pra a puta que o pariu da prisão (caso oferecesse a ele o indulto”.

Expressão (ões) de origem (ns) duvidosa (s): rép bârsdei etc

Introdução: De todos os itens de sua biografia, o mais inacreditável é constatar que a mineira – e gaúcha de criação – Dilma Vana Rousseff tenha sido presidente do Brasil entre janeiro de 2011 e agosto de 2016, quando foi “extraída” do cargo por suas pedaladas fiscais e outros crimes.

O clima de terror não para por aí, de jeito nenhum. Antes de ser o poste de Lula e do PT em si, nossa Luiza/Maria/Lúcia/Marina/Patrícia/Wanda (pseudônimos dos tempos de guerrilha) também presidiu a Fundação de Economia e Estatística (!), entre outros cargos inacreditáveis.

Mais intrigante ainda é descobrir que “Dilma Boladona” também foi empresária er… mas sem grande sucesso.

Ocorrência (s): Trata-se de uma ficha corrida mais extensa do que as de Lula e Zé Dirceu juntas. Traduzir nossa querida ex-presidanta é uma tarefa para poucos linguistas, matemáticos e hackers.
Bem… aqui, no Território do Riso, foi por tentativa e erro mesmo.

Matemática: Em 31/08/2016 – durante questionamento do Senado sobre medidas que levaram ao processo do impeachment – Dilma tentou esclarecer como os recursos do pré-sal eram distribuídos:

Não é 30% dos recursos da exploração; É 30% de 25%. Ou 30%… de 30%. Portanto, não é 30%. Está entre 7,5% e um pouco mais, 12,5%. Não se trata de 30%”.

Explicamos: Na verdade, nossa calculadora quebrou ao tentar resolver o problema.

Idiomas: Em 12/06/2014, Dilma foi a anfitriã para os chefes de estado que compareceram à abertura da Copa do Mundo, em São Paulo. Para agradar o sul-coreano Ban Ki-Moon – na época, Secretário-Geral da Organização das “Repúblicas Socialistas Unidas”, a ONU – nossa MC Rousseff fez um convite em português, via intérprete para celebrar o aniversário do dirigente.

“Por último, eu queria pedir a vocês que todos nós nos levantássemos e cantássemos “parabéns” para o sr. Ban-Ki Moon. Queria cumprimentá-lo, juntamente com a sra. Ban Soon-Taek (sic)*

E continuou:

Vamos cantar parabéns para você cada um na sua língua” – Então: répi bârsdei tu iú, répi baersday…(oh? – ininteligível) rép bârsdei tu iu”…

Criptografia: Aparentemente, a oferta de Dilma para cantar parabéns ao secretário da ONU “cada um, em sua respectiva língua” foi apenas um alarme falso. A opção escolhida foi um mix de ingrêis e dilmês.

Faixa-bônus: O nome da esposa de Ban Ki-Moon, na verdade, seria Yoo Soon-taek.

Ooops. I did it again!

Ciências: Em entrevista ao UOL, nossa ex-líder decidiu colocar sua experiência como infectologista em prática. A seguir, algumas análises da dra Janete sobre o vírus ching-ling:

“Nós estamos enfrentando um vírus muito…vamo dizer…solerte. Muito “ixperto”. Um vírus que chega devarzinho, tem um tempo de incubação significativo e pode, portanto, surpreender. Nós temos só um método: o isolamento social. E ele é social. Por que é social? Por que as famílias são horizontais”.

Em outro momento analítico, D.R apontou:

“Como que um país que é o país que mais produz álcool etanol do mundo não é capaz de produzir gel com álcool pra poder levar para as populações a ter quando não tem água ter acesso a álcool?”

Criptografia: Colocamos as informações enviadas por Mrs. D em um dos computadores mais poderosos do mundo: o Aitken, de propriedade da NASA, desenvolvido para facilitar as missões para a Lua. Depois de 10 horas de processamento de dados o Aitken afirmou o seguinte:

“OH MY GOD!”

Introdução: Culto, viajado, formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, talvez seja o maior exemplo da defensoria de melancias. Sem dúvida (imagine o próprio FHC falando!) – Sem dúvida, o cultivo de práticas com cor verde por fora e vermelho por dentro é uma de suas práticas favoritas quando o assunto é agricultura e política.

Socialista Fabiano, FHC não tem economizado comentários sobre o atual governo. “Bolsonaro está cavando seu próprio buraco” – bradou o carioca FHC.

Ocorrência: Não podemos afirmar por um segundo que FHC pratique o Dilmês. Mesmo assim, FHC é mestre em dar nó em pingo d’água quando deseja.

FHC, o Realista

“Ser realista implica também reconhecer o inexplicável. O que surge. O de repente. É preciso saber se adaptar a isso.”

– Explicamos: Até o momento, não conseguimos explicar como FHC convenceu o Congresso a garantir sua reeleição.

FHC, o Teólogo

“No candomblé, o mal e o bem coexistem. São irreconciliáveis, mas são eternos. Num momento em que há tantos maniqueístas no mundo, em que as pessoas querem simplificar as coisas – o bem está de um lado, o mal está de outro, uns são formidáveis, outros são horríveis”.

– Explicamos: Estou a fim de ficar como um belo Tucano em cima do muro.

FHC, o estrategista militar

“Eu, como presidente de honra do PSDB, vou ter opiniões no âmbito do partido. Mas aqui (no instituto), não. Aqui não é para ser um ‘bunker’ de plataforma de oposição e, menos ainda, de plataforma pessoal minha.”

– Explicamos: Não serei oposição, nem situação…sei lá. Passa o beck.

fim
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