O Brasil profundo não tem tempo livre suficiente para discutir as picuinhas jornalísticas sobre a adequação ou inadequação dos modos do atual presidente; muito menos para se isolar em casa ruminando o medo de nova epidemia que anda circulando por aí.

“O coronavírus parou tudo, mas não conseguiu parar o agro; um dia sequer,” afirma José Guilherme Lança Rodrigues, com a máscara dependurada na orelha direita. O agrônomo e fundador das Faculdade Integradas de Taguaí, cujo curso de graduação em Agronomia o tem como coordenador, é doutor no título e homem comum nos modos. Conversou com a Revista Esmeril no final do expediente, no interior de uma das salas do prédio que abriga os cursos de agronomia e pedagogia, hoje ativos na FIT após muito suor e criatividade.

Perguntado sobre o aspecto determinante para o sucesso do agronegócio no Brasil, responde sem hesitar: “O agricultor brasileiro.” O círculo virtuoso de pesquisa e inovação bebe sistematicamente, explica, na prática cotidiana dos agricultores, sempre em busca de resolver problemas inesperados e ampliar a produtividade para corresponder a um mercado que não para de crescer.

Só alguém há muito tempo íntimo da vida no campo, cada vez mais rica e produtiva, desde o incremento das pesquisas e a chegada de maquinário de ponta, tem a exata noção da responsabilidade de ter feito do Brasil o “celeiro do mundo.” Para José Guilherme, não resta dúvidas: “o Brasil é um país agrícola.”

Durante décadas, professores de história inculcaram na cabeça de muitos alunos que participar da cadeia produtiva fornecendo matéria prima fazia do Brasil um país menor, menos poderoso e dependente de nações mais ricas. O sucesso do agronegócio, que decolou nos anos 70 e 80, segundo José Guilherme, alçando o Brasil a um dos líderes internacionais no suprimento de alimentos, veio para dar um nó nessa antiga ideia fixa.

Em recente discurso na tribuna das Nações Unidas, o atual presidente afirmou orgulhoso: “O Brasil alimenta 1/6 da população mundial”. Parece que a grandeza do Brasil já não assusta os brasileiros que, na prática, dão o exemplo do que é ser patriota. “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, encerra José Guilherme a entrevista.

Confira-a na íntegra, com todos os detalhes que nos revelam a infinita energia do Brasil profundo, que trabalha em silêncio do raiar da madrugada ao cair da noite, e tem tudo para dar o exemplo de quem é o brasileiro da nova era.

fim
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