Cultura também é feita de polêmica. Desta vez, Claudio Dirani mostra como a mídia atropelou o ex-vocalista dos Smiths. O motivo? A ousadia de defender o BRExit 

Steven Patrick Morrissey nasceu em 22 de maio de 1959 e ganhou fama por compor ao lado de Johnny Marr clássicos como The Boy With The Thorn On His Side – e levantar polêmicas das mais inúmeras espécies da fauna social. 

Nos últimos meses, o introspectivo e sempre afiado nativo da região de Lancashire se transformou (mais uma vez) em alvo fácil para as teclas vorazes dos reluzentes Apple Air Macs da mídia globalista. O motivo? O ex-vocalista dos Smiths ousou verbalizar sua opinião política. 

Pior. 

Morrissey pisou em terreno pantanoso, ao liberar frases ácidas contra a crescente islamização de seu país. 

Vou citar algumas para jogar molho Yorkshire nessa conversa:

Há mais ou menos dois anos, uma série de revelações sobre possíveis assédios nos bastidores de Hollywood colocou em xeque nomes poderosos da indústria cinematográfica, como o do ator Kevin Spacey – acusado de assédio sexual.

Ao ser questionado sobre o fato, Morrissey não foi nada correto politicamente – como de hábito. Sem entrar no mérito (já que não foram apresentadas provas materiais, apenas a palavra de acusadores), Morrissey apresentou à rede BBC uma das fortes tendências do século 21.

“Hoje em dia, as definições de assédio ficaram muito amplas. Qualquer um que diga um simples ‘Eu gosto de você’ pode ser acusado de abuso”.

Mais fogo no parquinho do pop

Logo após favoritar o nome de Nigel Farage como “um bom candidato a premiê do Reino Unido”, Morrissey foi tiranizado pela mídia inglesa (em sua maioria, progressista) por desejar candidatos de direita no poder.

Sem novamente dissecar a política britânica (ora, se nem ao menos no Brasil conseguimos opinar com total domínio, imagine sobre o exterior!), Morrissey declarou ao fotógrafo Sam Esty Rayne:

“Não votei no referendo do BRExit. Porém, não vejo nenhuma vantagem para a Inglaterra continuar como membro da União Europeia”.

Bigmouth Strikes Again

Depois de sua visão ser devastada pela maior parte da mídia – que insiste em não respeitar os cidadãos que disseram sim ao BRExit em junho de 2016 – chegou a vez de Morrissey abrir sua boca para atacar a constante penetração do islã no Reino Unido.

“Se fronteiras fossem assim tão terríveis, por que elas foram criadas, afinal? Fronteiras trazem ordem… E não entendo como me chamam de racista quando aponto o dedo contra as práticas islâmicas do Halal, se durante minha vida toda lutei contra a matança de animais”.

Depois das declarações, o jornal The Guardian revelou seu veredito, para a surpresa de ninguém:

“Para pessoas que usaram a música dos Smiths como única saída para os difíceis anos de adolescência. Agora, fica complicado não sentir que fomos trapaceados”

Já o nosso veredicto (partindo do princípio que todo voto popular deva ser respeitado – no caso, o favorável ao BRExit), fica claro que progressistas não aceitam opiniões – a não ser que elas sejam um eco… de suas próprias opiniões.


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