Do diário aberto de Felipe Pedri : 6 a 20 de janeiro de 2020

A nova esquerda tenta explicar a direita pela construção imaginária de uma suposta “seita” usando exatamente as técnicas de controle psicológico de uma. Somente isso explica o delírio ao chamar o governo mais descentralizador da história de “autoritário”.

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O caso do terrorista eliminado pelos EUA chama a atenção para o fato do Ocidente estar quase perdendo sensibilidade para diferenciar o bem e o mal. O vírus hegeliano-frankfurteano tenta descristianizar as noções mais básicas da vida em sociedade.

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Os campeões da mentira repetida no Brasil são aqueles que insistem no fascismo imaginário como única forma de fazer política contra o Governo Bolsonaro. A dedicação à loucura é comovente ㅡ de deixar Goebbels orgulhoso.

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A normatização do comunismo como algo palatável significa a castração do senso de proporção dos comuns.

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A ideia canalha de que o Governo Bolsonaro seria “autoritário” tem origem em uma narrativa adotada pelo PT em meados de 2015. A novidade é que ela foi seguida pelo Dorianato-establishment-isentoleft já em 2018.

A estratégia era trazer novamente o ambiente de 64, a morada eterna da esquerda. Assim, o PT conseguiu sobreviver sem grandes mea culpas perante a sociedade brasileira. O partido que deveria estar fechado tem uma grande bancada na Câmara.

O frame do “autoritarismo” associado ao “fascismo” foi sendo construído no imaginário de forma muito intensa. A desumanização do grupo político que viria a ser poder começara lá atrás. A facada no então candidato Jair Bolsonaro nada mais é que um capítulo dessa construção.

Eis que em 2018 um outro grupo resolve usar a “carta do autoritarismo”: o Dorianato. Establishment e isentoleft se veem esmagados pelo espaço que ocupa a direita e usam como base para sua sobrevivência política o mesmo frame petista originado em 2015.

Artistas e parte desse novo time (Huck) que foi destacado para restaurar a hegemonia das esquerdas no país se jogam de cabeça na narrativa. Fritam o país para o mundo. Brasileiros que viajam ao exterior tem que explicar que não estamos em uma “ditadura”.

A agenda ganhadora da eleição nas questões morais é combatida com a “carta do autoritarismo”. A democracia e a vontade popular de uma alternância de poder real são sufocadas por uma poderosa figura de linguagem.

O imaginário psicológico construído espera por qualquer gatilho que lhe ofereça uma pequena possibilidade de ser realidade. O caso do Alvim forneceu esse elemento. Aquele delírio petista começado lá em 2015 agora tem um arremedo de possibilidade.

O Dorianato investe pesado na narrativa do autoritarismo. Arregimenta os desafetos do governo e oferece para a sociedade o quê? “Diálogo”. O fantasma da hegemonia nos ronda novamente.

A grande novidade é a resiliência popular: em meio a esse jogo sujo de linguagem e controle cognitivo, a maioria consegue perceber o embuste.

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Os passadores de pano para o comunismo lançaram uma nova tese: “o comunismo não tinha intenção de matar” (imaginem se tivesse). Só falta combinar com Marx e sua vontade de apagar a “burguesia” do planeta terra.

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Fechamos 2019 com o melhor primeiro ano de um governo da história em nossa democracia, combinado com a pior cobertura jornalística a que o Brasil já assistiu. Os fatos gritaram mais alto que as narrativas e todos seguem assistindo com perplexidade do que a imprensa é capaz.

fim

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