MURALHA DE LIVROS | Lançamentos da Semana

Leônidas Pellegrini
Leônidas Pellegrini
Professor, escritor e revisor.

Destaque

O destaque da semana é trazido pela Mori: A mentira do cara-pálida, de David Crow.

A obra é a autobiografia de Crow, cuja trajetória foi marcada por uma infância de abusos físicos e psicológicos cometidos pelo pai e pela negligência de uma mãe incapaz de protegê-lo.

Em uma narrativa em primeira pessoa, direta e envolvente, o autor relata com riqueza de detalhes a violência cotidiana a que foi submetido, os crimes que foi forçado a cometer e as inúmeras vezes em que o pai ultrapassou os limites da lei, sustentado por um código moral distorcido. Ao expor sem suavizações a realidade de sua criação, Crow conduz o leitor por uma trajetória de sofrimento, sobrevivência e confronto com o legado de violência que moldou sua vida.

Outros lançamentos

Pela Axia, Novo Manual do Americanismo: a política de Ayn Rand, de Jonathan Hoeing.

A maioria das pessoas mal imagina o que os Estados Unidos realmente representam; Ayn Rand, porém, enxergou a essência política do país em sua raiz mais profunda. Mundialmente conhecida como a autora de A revolta de Atlas, Rand emigrou da Rússia para os Estados Unidos em 1926, aos vinte e um anos de idade. Ao chegar lá, percebeu que a política coletivista que dominava sua terra natal e grande parte da Europa começava a apoderar-se também dos Estados Unidos. Um de seus primeiros esforços para combater essa tendência foi o Textbook of Americanism, iniciado em 1946, mas que permaneceu inacabado… até agora.

Setenta e dois anos depois, o Novo Manual do Americanismo retoma as questões que permaneceram em aberto, oferecendo uma visão completa do pensamento de Rand sobre o americanismo e sua aplicação nos dias atuais. A obra apresenta o texto original de 1946, além de ensaios de Novos Intelectuais, bem como discussões inéditas da própria Rand. Ayn Rand chamou os Estados Unidos de “o único país moral na história do mundo”. O Novo Manual do Americanismo mergulha nas razões que a levaram a esse juízo, revelando sua visão única e provocadora sobre a política americana.

Pela Texugo, O chá de Sofia, da Condessa de Ségur.

Escrito pela por uma das maiores autoras infantis do século XIX, O chá de Sofia é um dos capítulos de Os desastres de Sofia. Aqui, Sofia acorda no dia do seu aniversário, ganha um presente especial e decide impressionar suas amigas com um chá elaborado por ela mesma. O problema? Ela ignora as orientações da mãe e da babá, misturando ingredientes improváveis… e servindo algo que ninguém ousaria beber!

A narrativa, porém, não se resolve com sermões:

• Não há uma “menina perfeita” — Sofia comete erros autênticos, comuns à infância.

• O aprendizado nasce das consequências, não de discursos.

• A criança se identifica com a personagem, e isso fixa naturalmente a moral da história.

• Não há moral forçada — a reflexão surge de forma espontânea, pela experiência.

“Sofia não é uma ‘menina exemplar’, mas encarna perfeitamente a essência da infância.” — Marcela Saint Martin

Ilustrado por Gisele Daminelli com delicadeza e humor, o livro se torna uma oportunidade perfeita para que pais e educadores conversem sobre responsabilidade, cuidado, obediência e convivência, tudo de maneira leve e divertida.


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