uma luz no fim do jogo
É o que daremos a você na nossa Newsletter especial para a Copa do Mundo.
“Futebol não é uma questão de vida ou morte. É muito mais que isso.”
Bill Shankly
Quando o Brasil perdeu de 7 a 1 para a Alemanha, eu estava nos Estados Unidos. Me perguntavam o que aquela derrota significava. Para todos, eu dei a mesma resposta: “Para entender, é preciso reconhecer que não foi o maior vexame da história do futebol brasileiro. Trata-se do maior vexame da história do Brasil!”
Vê bem. O maior vexame brasileiro não foi ser o último país do ocidente a abolir com a escravidão. Não é tampouco ter desempenhos sofríveis no PISA (que avalia matemática, ciências, e leitura em diversos países). Nem é estarmos continuamente entre os países mais violentos do mundo. Apesar de tudo isso ser verdade.
O maior vexame foi perder uma partida de futebol por 7 a 1, numa Copa do Mundo, em casa. Porque futebol é justamente aquilo que reconhecidamente nos dá orgulho.
Nós sabemos nossos problemas e nossos defeitos, hodiernos e passados. Mas, no futebol, ao menos, somos bons.
No geral, claro. Eu temo perder meu passaporte toda vez que jogo bola.
Mas minha ruindade não tira o futebol de nossa cultura. Nós usamos futebol como metáfora para a vida cotidianamente. Nós nos importamos.
Futebol faz parte do ser brasileiro. Nossa ignorância, nossa pobreza, nossa criminalidade; não.
A Copa do Mundo é o evento em que o brasileiro olha para o mundo de cabeça erguida. Quando a gente vê concretamente o país que podemos ser.
É por isso que o Brasil pára.