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quinta-feira, 28 outubro, 2021

UCRANIZAÇÃO | Confira a entrevista exclusiva com o produtor independente Black Dog

Revista Mensal
Samara Barricellihttp://www.revistaesmeril.com.br
Samara Oliveira Barricelli é jornalista, Católica Apostólica Romana, mãe e esposa.

Documentário conta a história da luta do povo ucraniano contra o ditador comunista Víktor Yanukóvytch

O primeiro documentário do produtor Black Dog¹, Por que Olavo tem razão?, foi lançado há quase um ano. Agora, ele lança o documentário Ucranização, que estreou em 15 de setembro.

O documentário é uma homenagem à luta da população ucraniana, no período de 2013 à 2014, contra o comunista Víktor Yanukóvytch. Em 93 dias, os ucranianos conseguiram derrubar o ditador, que deixou um legado de 125 mortes, 1890 feridos e cerca de 65 pessoas desaparecidas.

A população ucraniana estava disposta a não sofrer novamente com a ditadura comunista, vivida anteriormente sob o ditador comunista Josef Stalin. A ditadura de Stalin pode ter matado pelo menos doze milhões de pessoas, no período que vai de 1932 a 1933, intitulado ”Holodomor” e mais conhecido como ”A Grande Fome”.

Link – https://twitter.com/BlackDogBC/status/1442491813323894791?s=20

Víktor, adepto da mesma ideologia de Stalin, não esperava que o povo ucraniano juntaria todas as suas forças para impedir o genocídio da sua população e o comunismo impetrar a ditadura no país.

O documentário Ucranização promete mostrar a brava luta na Ucrânia, ao mesmo tempo em que alude ao momento que vivemos no Brasil. Confira a entrevista exclusiva concedida pelo produtor à Esmeril News.


O que o espectador pode esperar de ”Ucranização”?

O que espero especialmente do documentário Ucranização é dar uma nova visão de como um povo, que realmente foi escravizado por uma verdadeira ditadura, a da União Soviética – que invadiu e tomou a Ucrânia em 1922 -, pensa e trata esses pensamentos autoritários.

Também quero mostrar como o povo Ucraniano sabe a hora certa de subir o tom, e que não aceitam ser domesticados tão facilmente por políticos, sejam de esquerda ou de direita. Inclusive, deixo isso bem claro no começo do documentário, quando relato o fato dos ucranianos pedirem para o Vitali Klitschko retirar a bandeira de seu partido, mesmo o próprio alegando ser a favor das manifestações.

É incluído no documentário quando o povo – muito cansado de ouvir o seu discurso reconciliador com o Governo Comunista – o expulsa das manifestações. O ápice ocorre quando o Vitali Klitschko discursava, alegando que o fato do congresso ter adiado as eleições presidenciais para o final do ano era uma “vitória”. É nesse momento que o povo – revoltado – decide não permitir que ele termine seu discurso.


Isso é o que nós, pessoas comuns, estamos dizendo ao político que está aqui atrás. Não tem acordo! (…) E nossos líderes apertam as mãos desse assassino? Não vou falar muito aqui, chega dessa tagarelice que estamos escutando há 3 meses. Não acredito nesses processos políticos tão complicados que tanto falam (…)

Qual foi a sua motivação para produzir o documentário?

Meu intuito, não só com esse, mas também com meu primeiro documentário POR QUE OLAVO TEM RAZÃO?, e os próximos que virão, é penetrar o imaginário popular. No meu canal, em 2020, cheguei a postar alguns vídeos relacionados à política diária e até tive certo sucesso e acesso. Tenho certeza de que se tivesse continuado, provavelmente hoje seria um Youtuber famoso da direita. 

Mas nessa época já estava produzindo o documentário sobre o Olavo de Carvalho. Comecei a pensar seriamente sobre o que estava fazendo e se era isso que queria deixar como algum tipo de legado, e vi que não, que esses vídeos, apesar de sua certa taxa de acesso, em menos de 2 semanas cairiam no esquecimento popular, o que é diferente de um filme.

Fiquei com medo disso acontecer, de virar refém das notícias, de ficar refém do novo presidente ou da nova onda politica, de ter que ficar como um rato se esgueirando em busca de novos conteúdos para ter mais e mais acesso, para logo em seguida cair no esquecimento. 

Claro, não chego nem perto de um escritor como Olavo de Carvalho e sei que um livro voa entre séculos, o que não pode dizer de um filme. Porém, gostaria de deixar minha contribuição nesse ramo a longo prazo, sem nunca usar um centavo de dinheiro público para minhas produções, que são feitas de forma privada, no Apoio Coletivo, um site de arrecadação.

A cada Documentário que lançar, um assunto novo será abordado, portanto, não posso dizer que o Documentário Ucranização foi a mensagem definitiva, ou que meu intuito seja fazer o povo Brasileiro virar Ucraniano do dia para noite, e sim ocupar um espaço que é quase 100% dominado pela esquerda há anos.

Infelizmente, grande parte da população não gosta de leitura, então, creio que com esses filmes posso passar mensagens conservadoras de uma forma mais “digerível”, para que o seu Zé e a dona Maria se interessem pela alta cultura. Eu adoraria ser uma porta de entrada para esse mundo.

Como se desenrolou o processo de produção?

Após dez messes de produção do documentário do Olavo, acabei ficando quatro meses sem computador, quando em fevereiro, após uma arrecadação virtual, consegui comprar um PC mais potente que o antigo. Então, fiz uma enquete no meu Twitter pedindo para as pessoas escolherem o próximo documentário e dei duas opções: “Revolução dos bichos”, de George Orwell, e UCRANIZAÇÃO, cujo nome foi inventado por mim mesmo para contar a história do que aconteceu na Ucrânia, no período entre 2013 e 2014, e que terminou na fuga do presidente Comunista.

A maioria escolheu “UCRANIZAÇÃO”, então, iniciei processo de criação, começando pelo roteiro, escolha do narrador, estilo de edição e etc. Tudo isso foi documentado no meu Twitter, no qual, durante os 8 meses de produção, soltei making offs de como estava ficando o projeto, enquanto divulgava meu link de apoio financeiro para quem quisesse colaborar.

Onde buscou as fontes para a pesquisa e o roteiro?

Minhas fontes foram Livros, que são citados no filme, e o próprio Documentário da Netflix, assim como matérias da época que contaram detalhadamente o que estava acontecendo. Com o apoio do narrador, Raul Veiga, produzimos aos poucos o documentário. Lancei um trailer e coloquei mais de 500 reais em propaganda, depois de conseguir liberar a minha conta no google ads, com a ajuda de uma amiga e advogada Jéssica.

Divulguei o trailer no fim de semana e, na segunda-feira, meu trailer, que já havia sido aprovado no google ads, foi retirado de circulação e colocado com restrição de idade, sendo que na quarta-feira o filme seria lançado. No mesmo dia, o documentário, que já havia sido upado, foi derrubado e bloqueado, sendo que, antes, não só o trailer como o próprio DOC já haviam sido desmonetizados. De última hora, tive que editar e cortar vários trechos para poder lançar no dia prometido.

Graças a Deus até o momento o filme está de pé, porém, desmonetizado. A versão original, sem cortes, está disponível no site de Streaming do meu amigo e também produtor de documentários, Ian Maldonado, dono do Aurora Prime.

Por que as pessoas devem assistir ao documentário?

Creio que as pessoas devam assistir a esse e os próximos documentários para ampliarem seu conhecimento sobre vários assuntos, e sair desse mundo da política do dia a dia. Esse mundo, que até tem a sua importância, hoje é tratado como algo primário e de única importância, enquanto a cultura literária é deixada de lado. 

Creio que enquanto isso não for mudado, o brasileiro continuará em um país em que entra e sai presidente e nada muda. Acredito que a mudança começa na cultura e desejo deixar a minha pequena contribuição.

A Netflix lançou outro documentário na mesma época. Seria coincidência, ou você acredita que há algum interesse por trás?

O documentário que está na NETFLIX foi lançado em 2015, e não foi a NETFLIX que produziu, mas os próprios Ucranianos. A NETFLIX comprou e lançou. O documentário em si não é ruim, tanto que usei como fonte em alguns momentos. Porém, matérias, livros e vídeos que foram feitos naquela época dão uma dimensão maior do que aconteceu.

Link – https://twitter.com/BlackDogBC/status/1438906508230774792?s=20

Podemos esperar mais produções desse tipo? O que vem por aí?

Espero poder continuar com os Documentários, porém, desde que comecei, em 2020 – quando ainda tinha 16 anos -, não obtive retorno financeiro e nem de reconhecimento condizente com o tempo de produção que levou. O próximo documentário poderá ser 1984, de George Orwell.

Inclusive, eu já estava fazendo as artes, mas hoje, com 18 anos e com o Ensino médio incompleto – pois parei no 3° ano, em março 2020, por não conseguir acompanhar as aulas online -, estou desempregado e sem renda para que possa me manter enquanto produzo.

Espero conseguir resolver isso, já que as doações, apesar de serem dadas de coração, não são suficientes, por causa do tempo que levo para produzir cada um. Agradeço de coração a todos que me ajudaram durante esses 8 meses de produção e me apoiaram de todas as formas que puderam.

O produtor gostaria de deixar seus mais sinceros agradecimentos ao Movimento Conservador, a Abraham e Arthur Weintraub, como também a todos aqueles que o ajudaram e apoiaram nesse projeto.

¹Black Dog é um pseudônimo. Devido à intolerância política das classes dominantes e da militância de esquerda, o produtor prefere não divulgar sua identidade.


O comunismo não é um grande ideal que se perverteu. É uma perversão que se vendeu como um grande ideal.

— Olavo de Carvalho

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