A indicação de Rafael Nogueira à presidência da Fundação Biblioteca Nacional gerou enorme alegria em quem tem amor ao conhecimento. Mas despertou maledicência em quem o despreza. 

Os detratores da boa e velha filosofia, aquela praticada por Sócrates, Platão e Aristóteles, não têm condição de compreender o valor de uma pessoa como Rafael Nogueira à frente da Biblioteca Nacional. O papel dos sofistas no mundo tem sido desqualificar o legado de Sócrates em nome da exaltação à mentira, à falsidade e ao relativismo. Suas faculdades de julgar se limitam, portanto, ao estrito campo do rótulo, slogan, ou propaganda.

Analisemos os méritos do indicado com base em quem ele é.

Historiador genuíno, empenhado em descobrir nos arquivos a verdade que narrativas encobriram com falácias, o jovem intelectual dedicou os últimos quinze anos de sua vida partilhando por aí sua esmerada educação literária. Os ciclos de estudos clássicos que ele ministra em diversas cidades do país são bem reputados. Se a iniciativa nunca saiu na Folha, a empresa precisa rever os méritos dos jornalistas responsáveis pela seção de cultura…

Paralelamente, dedicou-se a uma investigação séria sobre o papel de José Bonifácio na independência e estruturação da Constituição de 1824. A carta de leis que marca o nascimento da nação surgiu associada à coroa. Rafael Nogueira avalia a Monarquia como sistema político mais adequado ao Brasil em virtude de seu conhecimento, ancorado no estudo atento de fontes primárias, sobre a formação histórica do Brasil.

Num país assolado pela mediocridade da burocracia, deslumbrado com títulos impressos em papéis timbrados, trazer de volta à política pessoas educadas a agir consoante a liberdade de consciência causa estranhamento. A burocracia estatal como método pisoteia a excelência individual como princípio político. 

No estado burocrático, a função e o título, coisas impessoais e abstratas, fornecem a qualquer zero à esquerda uma aura de autoridade. Para os conservadores, a respeitabilidade e o valor das instituições está na autoridade e no valor elevado das pessoas que as lideram. 

Os governos anteriores deixaram que o Museu Nacional virasse um punhado de cinzas. Durante décadas, “o cargo em si”, esse osso desprovido de espírito, minou a cultura brasileira. O incêndio do Museu foi o testemunho final do erro metodológico crasso dos socialistas que nos governaram.

O presente governo é feito de talentos, de mérito e de espírito. A cultura brasileira, seio de nossa memória, foi feita por pessoas extraordinárias. E é apenas por meio de talentos individuais semelhantes que se pode conservar com excelência esse legado. 

A imprensa inculta diz não saber quem é Rafael Nogueira. Falta dizer que nada sabe de política. 

Roberto Alvim o indicou à presidência da Fundação Biblioteca Nacional por responsabilidade para com a memória nacional. Para proteger o seu valioso acervo do que vimos ocorrer ao finado Museu em consequência de duas décadas de políticas culturais pró-destruição do patrimônio.

Objetivamente, a Instituição está em boas mãos. O resto é conversa fiada, dor de cotovelo ou propaganda enganosa. Quem tem amor ao conhecimento, comemora. Quem não tem, deve mais é ficar bem longe de nossos acervos.


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