De Deputado Youtuber a escritor que mora na Suiça, há quem use a morte do comediante para militância política

O ator e humorista Paulo Gustavo, que estava internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, faleceu nesta terça-feira (4), aos 42 anos, vítima de Covid-19.

Paulo deixa marido, dois filhos, mãe, pai, uma família inteira desolada, além de amigos e milhares de fãs que torciam pela sua recuperação. Porém, há personalidades que, independente desse momento de luto, estão tratando a morte do humorista pelo viés político, acusando o Presidente da República Jair Messias Bolsonaro (Sem Partido) de “genocida”, através das redes sociais. Esses indivíduos transformaram a morte de Paulo num palanque político.

O Deputado Estadual de São Paulo Arthur do Val (Patriota) afirmou em seu Twitter que Paulo Gustavo é mais uma vítima entre os 400 mil mortos e que a culpa disso é do governo de Bolsonaro. O deputado finalizou chamando o presidente de “genocida” e foi repreendido pelo médico Marcos Falcão, em outro tweet.

O Presidente do MBL, Renan Santos, acusou Bolsonaro de assassinato em seu tweet.

O escritor Paulo Coelho atribuiu a morte do humorista não somente ao presidente, mas também aos seus eleitores, os chamando de canalhas e assassinos.

O Youtuber Felipe Neto usou palavras de baixo calão, além de chamar Bolsonaro de assassino e genocida. Ele também foi repreendido pelo médico Marcos Falcão.

A paixão ideológica tomou do ser humano não só a razão, mas também a compaixão. Trouxe a tona o vazio de sentimentos dos que procuram, em meio a calamidade e desgraça alheia, uma maneira de jorrar seus discursos, mesmo se forem impróprios e até criminosos, ainda que para isso pisoteiem naqueles que denominam como vítimas.

Usam um homem como “mártir”, para punir outro homem, por seu viés político. Como se a permissão para o bem ou para o mal pudesse vir através dele. Ora, como podem homens comuns cobrarem de outro um poder que só a Deus pertence? Ou pior, como podem cobrar de um homem que, também por causa de viés político, teve seus “poderes” amarrados?

O presidente não se manifestou sobre os ataques. Sua única manifestação sobre o ocorrido foi uma nota de pesar pela morte de Paulo Gustavo e de todos os vitimados na luta contra o covid.

Com informações coletadas nos perfis dos citados na Rede Social Twitter


A política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano.

– Voltaire

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Revista Esmeril - 2021 - Todos os Direitos Reservados
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