Quando a preocupação com o vírus que não mata muito, mas contamina freneticamente, chegou ao Brasil, visões opostas surgiram na Direita. Uma ala defende que o vírus não é realmente um problema, por isso não deve determinar decisões. Outra ala reconhece que o vírus é um problema, portanto, sua passagem pelo Brasil deve determinar decisões.

A quantidade bestial de frases trocadas quanto a este assunto se resume ao comportamento humano mais adequado diante da pandemia. Por isso, o debate é interminável. Muitas vezes, beira o contraproducente. Sobretudo quando a ala psiquiátrica da direita resolve pensar pela ala racional.

Na prática, qualquer pandemia, seja o vírus mais ou menos letal, gera impacto na sociedade porque as pessoas têm medo e se protegem. O medo é intrínseco à natureza humana e julgá-lo “adequado” ou não; “excessivo” ou “razoável” não implica ter controle sobre sua manifestação na alma de cada indivíduo.

Resta aos poderes públicos lidar com as variantes: a) as pessoas temem o vírus; b) o temor tem base real, pois o vírus existe; c) quanto mais descontrolado ficar esse temor, mais intenso o seu impacto sobre as atividades interpressoais – como o trabalho, que aliás é a premissa da circulação de mercadorias, ou do sistema de trocas designado economia.

A ala psiquiátrica da direita deve levar adiante suas divagações irrelevantes sobre o comportamento alheio, mal visto porque diverso de seu próprio, o modelo ideal. Todo maluco se tem por modelo. É um traço permanente na humanidade, que o delirante se porte como ditador.

A ala racional entende que a maior parte dos indivíduos está preocupada em pagar contas e viver a própria vida, e não com espectros políticos, restauração da cultura, difusão do conservadorismo, etc. Portanto, sabem que é o bom desempenho da economia que determinará a visão da maior parte das pessoas sobre o atual governo. Se em 2022 tudo estiver bem, vão apluadir. Se não, vão vaiar.

Caso a economia degringole durante o surto coletivo, o vírus certamente não levará à morte todos os infectados, mas pode ter impacto letal sobre a percepção deste governo por parte das pessoas que não o apoiam por convicção, mas pela esperança de ver o custo de vida baixar e a possibilidade de enriquecimento subir.

A maior parte dos indivíduos toma decisões políticas com base em medo ou esperança. São paixões fundamentais, no registro da vida humana chamado “política”. A ideia não é minha. Está em Spinoza.

Raros são os homens que escolhem o caminho da racionalidade. Parte imensa se deixa guiar por afetos passageiros. É com este fato que os governantes são obrigados a trabalhar.

Por ora, felizmente o governo passou a agir sabendo que o temor causado pelo vírus é uma realidade a ser contida, sob o risco de afetar não apenas vidas humanas, problema maior da pandemia, como também a própria possibilidade de conservar os ganhos obtidos com as primeiras reformas.

A ala psiquiátrica da direita vai continuar abordando mal o assunto. Quase sempre por amor próprio, ou síndrome de idiotia crônica. A ala racional vai continuar falando, aconselhando e agindo de modo a preservar o excelente plano de Brasil desenhado pelo atual governo. Por convicção e por prudência.

Fazer isso implica saber que todo problema real, seja qual for sua causa ou medida, deve determinar decisões políticas. Se não pela natureza específica do problema, pelo grau em que afeta a imaginação e os sentimentos do povo. O único modo de frear o medo é agir de modo a acelerar a esperança.

Política não é garantir palanque. Mas conter ânimos a fim de administrar com serenidade a vida em comum. Não se trata de amor-próprio, mas de zelo pela harmonia. Quem entende esta sutileza tem algum futuro. Quem a ignora, é mais um imbecil pronto a fazer uso de seu tempo livre para exaltar a própria vaidade.

Não tenho medo do corona virus. Estou fora do grupo de risco e sei que ele vai passar logo. Mas vou ficar em casa e torcer para a economia não degringolar. Menos por mim que por saber que não estou sozinha no mundo – tampouco confundo bolhas de 200 pessoas com uma sociedade feita de 215 milhões de indivíduos.


12 Comments

  1. Muito boa a análise, pragmática e sintética!
    Existe uma outra matiz, bem mais macabra, sórdida (para nós, os que são os alvos na alça de mira dos dominantes, os reais donos das mídias) e estupendamente construída, e essa é que assusta quase tanto como a estupidez perene (a estupidez perene sempre assusta mais pois é epidêmica e sistêmica)!
    Essa é a agenda médico/farmacologica, e que hoje se calca no lobie estupendo dos hipocondríacos!

    Quando se estimula a degeneração (vida sedentária, hedonismo, preguiça, vaidade, e sobretudo a estupidez perene), o que naturalemente vai acontecer é o MEDO, o medo sistêmico, pois um corpo degenerado é o pulsar da incapacidade, e dessa forma até espirro gera medo!! Foi assim na idade média, nas cidades apinhadas dos fugidos dos feudos em busca de oportunidade (qualquer semelhança com o êxodo rural e indígena que hoje ocorre não é mera coincidência, tudo é criteriosamente planejado), que as pestes CHINESAS (a peste bubônica é da pulga que se alimenta do sangue de um rato do deserto de Gobi, alí pelas Mongólias da vida!) foram determinante das mudanças econômicas e sociais que culminaram com maleus maleficarun, aliás, foram “obras” concomitantes! Se aglomera apinhada a massa em cidades, destruindo a qualidade de vida garantindo uma horda bestial para rato nenhum botar defeito, maestralmente dominada pelos flautistas hamelineanos midiáticos!

    O mesmo aconteceu na febre espanhola, se garantiu um monte de infelizes “lutando pelas pátrias” em trincheiras, esses mesmos infelizes que engrossavam as hordas já com severo dano moral, social, espiritual, tudo forjado pela mídia, pelas anonimidades e facilidades sexuais que as cidades grandes proporcionam! No início do seculo 20 o ocidente era uma fossa indomável (tanto é fato que os “frutos” sifilíticos dessa geração de cruzamento de encontro dos séculos foram os “notáveis” modernistas, os precursores da instalações em galerias de hoje em dia!)!

    Aí, foi fácil garantir que a gripe iria fazer um tremendo estrago nas tropas claudicantes (SEMPRE quem vai para a guerra arquitetada pelos outros são os pobres e os degenerados, ao passo que guerras ideológicas têm mais personagens que lutam pela própria sobrevivencia), entrincheiradas cultivando o vírus ciosamente na humidade, poeira, e todo um substrato fundamental para o desenvolvimento de qualquer patologia!
    E o mesmo aconteceu com a tuberculose e sífilis, no RJ, e em outras aglomerações e conurbações urbanas no início do sec 20!
    Campos do Jordão cresceu graças a essas enfermidades, afinal era a vida no campo que garantia a saúde, o mesmo se aplica a Araxá, Caxambú, São Lourenço, etc., todas cresceram graças à pestilencia da grandes conurbações (as big cities de hoje foram as conurbações de ontem!), quando se amontoa gente o resultado é SEMPRE degeneração destruição, DOENÇA!

    A China está falida, apostaram forte no militarismo, e só não quebraram por que os lixos fundos abutres garantiram todas as grandes industrias mundiais lá na China, foi um sequestro dos meios de produção, das FERRAMENTAS, que os donos do jogo (da mídia geral, de todas as grandes corporações) impuiseram a todos graças ao HEDONISMO, à preguiça, à luxúria, à concupiscência, e sobretudo, de navo, a estupidez perene! O povo está bravío, e não foi virose que se alastrou na China, foi ameaça e dominação, o povo revoltado e com poder das comunicações rápidas, podem detonar tudo em minutos dependendo do caso, logo, era preciso uma medida de contenção bem mais aguda, e aí, liberam uma nova cepa de gripe, que como toda gripe faz o que faz, e claro, os mais fracos morrem, como não poderia deixar de ser!

    O povo chines depois da revolução cultural saiu da medida de 90% da popul. agrícola, para menos de 20% e o resultado é SIMPLES, aglomeração, má qualidade de vida e busca por remédios (drogas, remédios, são todos a mesma coisa, doentes de doenças conhecidas usam os aceitos pelo establishment e os com enfermidades desconhecidas ou não catalogadas, buscam as proibidas, e claro, nessa hora ganham uma catalogação: viciados!), o resultado é caos social total! Epidemias, são meros detalhes nos arsenais de guerra dos dominantes!

    Agora chegamos, aliás, cruzamos a várias décadas, o ponto de não retorno, e só uma guerra bem próxima do perfil terminal vai gerar alguma medida de contenção da estupidez perene!

    Existem bilhões de estúpidos (a prova cabal é a alavancação de esgoto corporal a órgão sexual), e não existe nenhuma razão desses pulhas existirem, foram paridos em sexo cafajeste, bêbado, desseletivo, e o resultado NATURAL são o que são, lixos. Se eu estivesse na posição dos dominantes faria exatamente igual! É uma questão de sobrevivência, estupidez sist~emica e epidêmica destrói qualquer espécie e a nossa já está muito perto disso!

    Uma casa cheia de ratos e baratas tem que ser limpa de forma absoluta, não se pode deixar uma ou outra barata e rato, isso não existe, é fundamental o extermínio dos parasitas!
    O mesmo acontece com a “umanidade” e alguns humanos (sim, somos minoria esmagada!!)!

    Qualquer CNC substituí pelo menos 90% dos “proficionais” correlatos, não existe nenhuma lógica em bancar metalúrgicos que acabam perdendo o dedo e virando grevista presidente do presídio, é melhor tirar esses lumpens de circulação!
    Hoje um néscio com corel draw acha que é designer, e pior, a massa já sem qualidade e com medidas pífias, rasas, acredita nisso! Hoje um pensador é um “gênio” com pegada de clone de jogador de futebol, ou um pernóstico com nome de colírio!! E olha que só me ative aos mais “concervadores”!!

    O problema é que os que percebem a caca ficam em situação difícil, via de regra são crias da estupidez (que deu errada) que acharam mais coerente seguir outro caminho, estão nas cidades, nas conurbações, e dessa forma têm a habilidade na lida do campo de um usuário de smartpad! Estão reféns cuidadosamente mantido no “campus” de concentração, ou placa de pétri!
    Mas isso acontece porque os dominantes sabem bem que os capzes são perigosos e podem criar problema, é fundamental a degeneração sistêmica via escolas, mídias, literaturas, artes de todas as formas! E para que pais aceitem entregar seus rebentos para serem arrebentados pelo sistema, se garante álcool barato, muita frivolidade, toda sorte de hedonismo, “comidas exóticas”, pois dessa forma se degenera via alimentação, e como somos o que ingerimos, não preciso dizer o que é um que ingere coca cola e maxburger, ruffles ou pringles, e todo e qualquer “alimento” em caixa, industrializado é!

    Degenerados clamam por planos de saúde, a mais medonha máfia que existe, se envenena e depois oferece, não o antídoto, mas sim o paliativo, a DROGA (alguém acha que foi sem querer a mudança do nome “drogaria” para “farmácia” em todo canto?), seja oral, anal, injetável, etc.!
    Continua

  2. Daí, chegamos ao o que quero colocar!
    MEDO é fruto exclusivo da fraqueza, da DEGENERAÇÃO! Só o fraco teme, o forte sabe que bala trocada não doí, agressão se trocada é aliviada, mas só recebida é tortura! É fundamental fracos, covardes como povo, só assim se garante a dominação total, a escravidão!
    O sadio clama por morrer em campo de batalha, em pé, o fraco clama não morrer!
    um segue a realidade, o outro, a própria medida fraca de exacerbação de seu eguinho inflado! Só com essa análise temos uma panorâmica sólida do que é a “sinergia” desses dois antagóônicos! Somar sinais positivos com negativos se garante o negativo, mas juntar posistivo e positivo é positivo e mais, juntar o negativo com ele mesmo é positivo, ou seja, se um povo já é lixo, o melhor é desgraçá0lo de modo que o dobro da aposta da degeneração gere evolução!
    O povo brazuca é FRACO ao extremo, a hipocondria é tema para 80% das pessoas, e pior, elas regosijam enquanto falam de suas porcas mazelas! Se for velho então, parece que é um orgasmo atrás do outro! O que o fraco mais gosta de falar é que é FRACO, é uma forma do fraco dizer com o rabicho entre as pernas: “não me bata, eu sou apenas um lixo”!

    Chegamos a um ponto alvissareiro, onde há uma real possibilidade de vermos um processo profilático e HIGIENIZADOR em ação, e só o fraco entende que os males não virão para o bem, o forte SABE que ninguém cura uma massa ameaçante e enferma se não houver um plano subjacente. Logo a agenda não é a virose, são as regras abusivas de violação dos direitos, um agente do estado dizer que vai “quarentenar” é razão para receber um tiro na cara, até porque médicos cuidam da doença e nunca do paciente! Se alguém duvida, pense rápido, quando estamos saudáveis vamos a médicos? Claro que não (eu não me misturo com essa cambada faz quase trinta anos), logo ele precisa que todos fiquem doentes ou eles não recebem seus proventos (sugiro que estudem um conceito de medicina dos tempos em que a China era governada pelos “tiranos” imperadores em vez de “comunistas timoneiros revolucionadores da cultura”, a medicina dos pés descalços)!
    O mesmo acontece com as farmáfias, só vendem vacina se o povo for fraco e tiver medo até de espirro, só vendem “remérdios” se o povo estiver degenerado! Afinal sabemos que remédio remedia, se buscamos a cura SEMPRE optamos pelo reset do modus operandi degenerado!
    Acreditar que os lixos que vivem de minha desgraça e enfermidade querem me ajudar a curar, é ser um completo idiota!

    Peço desculpas a todos pela forma agressiva que coloco as coisas, mas assim como com feridas, machucados, usar da delicadeza não garante a higienização visceral, logo contra a estupidez perene é fundamental baixar o caibro, pois aí, quem é fraco logo pia e diz que isso é agressivo, e assim descobrimos mais um isentão na contra mão!

    Agradeço pelo tempo e espaço oferecido.

    Muito obrigado

    • Supimpa Cesar! Você é editor da Esmeril, disfarçado de comentarista, com certeza, e uma frase sua exprime tudo:
      “O sadio clama por morrer em campo de batalha, em pé, o fraco clama não morrer!” Obrigado pela reflexão.

        • Cara Bruna, como alienígena internetico não tenho como dar likes, assinar canais e revistas, minha única forma de buscar agregar (e também agradecer pelo trabalho que desfruto e aprecio) onde entendo que existe valor é escrevendo algo fora da caixinha, de forma que o sui generis também possa ser foco reflexivo!
          Muito bacana sua iniciativa esmerilhante!

      • Caro Fernando, percebo que só se ateve ao conteudo, por um lado isso é ótimo, por outro nem tanto, pois entendendo que a Bruna pelo que fala e escreve parece ser fã também da forma, teria percebido que sugerir eu como redator seria algo próximo a heresia suprema!! 😀
        Esnobo nos erros temporais, gramaticais, “conjugacionais” e sabe-se lá mais que insanidade translitero em minhas dedadas furiosas no teclado! 😀
        Eu como redator não sirvo nem para limpar a mesa dos redatores! 😀

        Me perdoe o chiste, mas tendo assistido os vídeos da Bruna, e vendo a apreço que ela tem com uma escrita correta, chega senti no couro a “ofensa” que vc fez à ela! 😀

        Mas, brincadeiras a parte, agradeço a deferência!

    • O difícil é encontrar alguém nesses tempos que se arrisque a ler e, se houver, que entenda e tenha a coragem de enfrentar a verdade, mostrada como em um espelho em sua frente, a face covarde e horrorosa do ser auto-observado!

      Parabéns ao César e aos leitores!

      • Agradeço a defenrencia!
        E parabénizemos acima de tudo, a revista Esmeril e sua editora, Bruna, que permite que sua “casa” saje palco de debates e não debacles!!! 😀

  3. Não entendi!
    Se meus argumentos são adoráveis reflexões, por que maldita razão foram em sua maioria deletados!
    Ao menos, creio eu, mereceria o respeito da razão do defenestramento extemporâneo.
    Sei que aqui é casa alheia, mas está de portas abertas e pelo o que entendi, aqui é lugar de debate mais capacitado, e se não há formas de me contestar, fica patente que sou capacitado para merecer um mínimo de respeito.
    É isso, já não mais agradeço o espaço, pois o espaço já não me respeita!

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