A recente “aprovação do pacote anticrime” saiu mais cara que a cínica morosidade para se apreciar e votar a matéria. A desfiguração foi tamanha que nem a imprensa mais rasa conseguiu denominá-lo “pacote anticrime”. Chamam o texto um “derivado”. Nós o entendemos de outra maneira.

O texto desmilinguido que substitui o Pacote Anticrime de Sérgio Moro é o cavalo de tróia de natal enfiado goela abaixo da sociedade pelo congresso pútrido que insiste em fazer-lhe chacota.

Desde abril de 2019, milhares de brasileiros saem às ruas exigindo aprovação do projeto. A criminalidade gritante que se vive transforma o cotidiano de cada brasileiro num enigma.

Não sabemos se chegaremos vivos em casa. Muito menos por quanto tempo nossos bens serão nossos. Não sabemos se podemos aceitar empregos em certas zonas. Não sabemos se podemos usar certas linhas de transporte. Simplesmente não sabemos.

O apoio ao projeto anticrime de Sérgio Moro nasceu do anseio geral por voltar a usufruir de certezas fundamentais, como a de que nosso bem maior (aqueles que amamos) não será arrancado de nós a caminho de casa.

Enquanto isso, uma ala do congresso estava preocupada em fugir da sentença pelos crimes cometidos, e calar a boca dos indivíduos que arrancam suas máscaras cotidianamente. Outra ala, proteger o crime organizado, base para criar na sociedade o ambiente caótico que funciona como premissa a seu projeto de poder.

Os fisiológicos e a esquerda pró-crime organizado se uniram contra os 200 milhões de brasileiros que não suportam mais o ambiente de insegurança no Brasil. 

Saquear os outros e não ir em cana; calando a boca de quem reclama é mais importante para o centrão do que a vida de 200 milhões de seres humanos.

Deixar o caos separar a sociedade, condená-la ao medo, fazendo de irmãos de pátria potenciais inimigos é mais importante para a esquerda socialista do que a vida e a morte de 200 milhões de seres humanos. 

Faz sentido comemorar?

Alguns comemoram a aprovação do projeto. É preciso cautela. Em quatro pontos, mostramos porque podemos ter problemas, caso a falsificação passe despercebida:

  1. Excludente de ilicitude, bandeira apoiada pelo eleitorado de Bolsonaro, ficou de fora;
  2. Prisão em segunda instância ficou de fora;
  3. Inclusão de juiz de garantias, que tende a travar o judiciário em pequenas comarcas. O Brasil real, dos interiores longínquos, vive um panorama de escassez de juízes, sempre intensificado pelo uso majoritário da justiça por parte do próprio poder público. 
  4. Aumento da pena para “crimes contra a honra” na internet. What? É isso aí. Se o cavalo de tróia passar, Joice poderá dormir sorrindo, pois o garoto malcriado que ousar compará-la a estrela dos Muppets vai pagar caro por exprimir seu… senso-de-humor.

Ambos os pontos foram rebatidos por Leandro Ruschel, o deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança e outros observadores do texto final:

O “jabuti”, como afirma Ruschel, pisoteia a liberdade dos indivíduos de… cobrar políticos; fazer piada de seus traços objetivamente desprezíveis; dizer verdades doloridas a gente do quilate de Renan Calheiros.

Falando nisso, leitor, uma pergunta sincera: como é possível honrar a verdade e não designar Renan Calheiros de bandido, canalha, vagabundo, usurpador, corrupto e cínico?

Texto blinda crime organizado e corrupção

Passar a borracha no excludente de ilicitude serviu à esquerda, que mantém seus aliados protegidos de uma ação policial eficaz. Na prática, bandidos mantêm o usufruto do truque jurídico que acorrenta o poder de fogo dos policiais, enquanto a sociedade permanece refém do crime.

Os outros três pontos beneficiam a corja de corruptos que trabalham para manter ou criar instrumentos legais aptos a servir como licença para roubar, destruir e saquear o próximo― quer dizer, você e eu.

Com requintes de crueldade, claro: não basta se blindar do cumprimento da pena; é preciso pisotear a liberdade de quem os denuncia e, de quebra, fazer de uma justiça lenta um monstro beirando a paralisia. Salvar a própria pele tornando a nossa vida ainda pior. 

Esse foi o projeto aprovado.

Há pontos bons para disfarçar? Provavelmente. Os gregos não invadiram Tróia aos gritos sob a luz do dia. Mas ocultos no interior de um “presente” entregue ao inimigo que planejavam aniquilar. Quem conhece a lenda, sabe quem leva a pior no final da história…

E aí, feliz com a “aprovação” do “pacote anticrime”?


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2 Comments

  1. Nação cuja constituição é um acordo para fomentar e forjaram quadrilhas, e o povo se submete a cleptocracia constituídas por essas quadrilhas ” partidos” dá nisso.
    Saque de 3,8 bilhões para fundos dos quadrilhões, cujo chefe é quem divide o dinheiro público saqueado, e decide qual dos seus comparsas serão eleitos.
    Tramitado e julgado para que a cleptocracia do STF decida que bandido de estimação será solto.
    Almento contínuo de carga tributária, para manter o estatus dominante dos cleptocratas.
    Taxação da produção em cascata para que o povo não perceba que é escravo do sistema cleptocratico do tratado de formação de quadrilha de 1988 .
    Mais de trinta anos de servidão e implantação da doutrina Gramscista e da escola de Frankfurt, nos centros de formação universitária.
    É por aí vai o domínio socialista na América do Sul.

  2. Antes que me esqueça:
    Somam se a tudo o mais anteriormente explicitado, a obrigatoriedade do analfabeto político e funcional votarem.
    É assim que a cleptocracia parasita a sociedade , com as mulas amestrados, que carregam a tremenda carga tributária nas costas.
    Shemá Brasil Eloin errad!

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