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terça-feira, 28 junho, 2022

NOTAS | Morre autora da ‘Lista de Schindler’ aos 107 anos

Revista Mensal
Vitor Marcolin
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

A secretária ajudou o industrial alemão Oskar Schindler a salvar milhares de judeus

Em 1993 o filme A Lista de Schindler, do diretor Steven Spielberg, estreou nos cinemas em todo o mundo. Indicado a doze Oscars e arrematando sete, o filme foi um sucesso de bilheteria: faturou mais de 320 milhões de Dólares. Baseado nos horrores do Holocausto, o filme narra a história de Oskar Schindler, um industrial alemão que, depois de uma crise de consciência, decide empregar toda a sua fortuna para salvar os seus operários judeus.

Na vida real, Schindler havia sido ajudado por sua secretária Mimi Reinhardt. Ela o ajudou a elaborar as listas de controle dos operários que Schindler livrava do envio aos campos de concentração. Na recriação cinematográfica, no entanto, Mimi não aparece; Spielberg decidiu que as listas dos funcionários judeus no filme seriam elaboradas por um sócio de Schindler. Mimi conheceu o diretor Steven Spielberg pessoalmente, mas admitiu que levou anos para assistir ao filme.

“Fui convidada para a estreia em Nova York, mas tive de sair antes da exibição; foi muito difícil para mim”.

Mimi Reinhardt

De origem judia, Mimi Reinhardt vivera na região de Cracóvia, na Polônia, antes da deflagração da II Guerra Mundial. Ela foi contratada por Oskar Schindler (1908-1974) como secretária, para quem trabalhou até ao fim da guerra, em 1945. As listas dos funcionários judeus que o industrial salvou das câmaras de gás nazistas foram compiladas por ela.

Mimi Reinhardt faleceu em Israel aos 107 anos, segundo informações divulgadas pela família da secretária na última sexta-feira (8). À época da estreia do filme de Spielberg, em 1993, ela tinha 78 anos.

“Minha querida e única avó morreu aos 107 anos. Que ela descanse em paz”.

Escreveu sua neta, em hebraico, a parentes

Depois da guerra, assim como muitos sobreviventes, Mimi mudou-se para os Estados Unidos, onde passou a viver na cidade de Nova York. Em 2007, aos 92 anos, ela decidiu juntar-se ao seu único filho Sacha Weitman (professor de Sociologia na Universidade de Tel Aviv) e aos netos, em Israel.


Com informações do jornal Folha de S. Paulo.


“Aquele que salva uma pessoa, salva o mundo inteiro”.

Citação do Talmude

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