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quinta-feira, 27 janeiro, 2022

Museu de História Natural de Londres: mais de 500 novas espécies catalogadas em 2021

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Dentre as novas espécies registradas pelos pesquisadores estão seis novos dinossauros

As restrições impostas pelos governos do Ocidente a título de “prevenção” higiênica afetaram diretamente o trabalho de campo de pesquisadores, como os paleontólogos e arqueólogos. Como se abrir uma tumba egípcia de três mil anos ou desenterrar o fêmur de um Braquiossauro fossem atividades de alto risco à saúde dos cientistas. Conta-se que quando Howard Carter descobriu a tumba do Faraó Tutancâmon, em 1922, alguns membros da equipe de arqueólogos foram afetados pela suposta “maldição do faraó”. Descobriu-se, porém, que algumas mortes associadas à descoberta estavam relacionadas a uma espécie de mofo curtido por milênios no interior das tumbas.

Para fazer valer as medidas de lockdown — sob risco de penas jamais divulgadas no telejornal das oito — as prospecções arqueológicas foram suspensas em diversos lugares; em alguns sítios os trabalhos foram encerrados, em outros, adiados. Ainda assim, os pesquisadores que contribuem para o Museu de História Natural de Londres informaram que findaram o ano de 2021 com o formidável saldo de 552 novas espécies animais catalogadas nos registros oficiais. Desde pequenos invertebrados aquáticos a gigantescos carnívoros que caminharam sobre a Terra há milhares — ou “milhões”, como queira — de anos.

Os novos registros incluem seis novos Dinossauros, quatro dos quais foram descobertos no Reino Unido. Os principais incrementos nos catálogos científicos foram dois répteis carnívoros provenientes da Ilha de Wright e identificados como Espinossauros. Estes “lagartos terríveis” foram apelidados pelos paleontólogos ingleses de “caçador da margem do rio” e de “garça do inferno”. A lista apresenta ainda o mais antigo Anquilossauro, descoberto na África; uma nova espécie de Iguanodonte, de focinho assaz incomum; um Saurópode, oriundo das planícies asiáticas; e o primeiro carnívoro descoberto na Inglaterra.

Quatro das seis novas espécies de Dinossauros foram descobertas no Reino Unido. Ilustração: Anthony Hutchings Paleoart/Divulgação.

Algas, aracnídeos presos em âmbar, um crocodilo supostamente herbívoro e dois mamíferos — um pertencia a uma família de roedores que vivera no Caribe, e o outro era um tipo estranho de “rato jurássico” escocês — também foram estudados. No entanto, a maior parte das 552 descobertas faz referência a um grupo de crustáceos conhecidos como copépodes, que constituem a fauna dos invertebrados marinhos. Estes assemelham-se aos conhecidíssimos — a mui apreciados — camarões modernos, e são considerados fundamentais para o equilíbrio dos processos naturais da cadeia alimentar nos oceanos. Os copépodes constituem a maior parte do zooplâncton, e servem de alimento para peixes, crustáceos e outros invertebrados. No ano passado, 291 novas espécies deste grupo foram descobertas.

E a lista dos achados segue com 90 besouros, 52 vespas, 13 mariposas, 7 caranguejos, 6 moscas, 5 anfípodes — um outro tipo de crustáceo –, 5 novas plantas, 8 algas, 6 vermes parasitários, 3 diatomáceas — algas unicelulares –, 10 novas espécies de anfíbios e répteis (incluindo uma cobra catalogada com o auxílio de uma pintura de 185 anos), e 1 nova espécie de sapo, natural do Leste africano e dado como extinto.

Aos otimistas, para os quais há sempre um lado positivo em todas as adversidades, a imposição dos sucessivos lockdowns permitiu aos paleontólogos e arqueólogos — na companhia dos guardas dos museus que ficaram sem ter o que fazer — voltar os olhos para as coleções guardadas nas salas de conservação das instituições. Assim, foi possível observar novos detalhes, estruturas mais sutis nos objetos que estavam fora da vista do público nos depósitos dos museus.

Com informações da revista Veja e do site oficial do Museu de História Natural de Londres.

Todos os seres vivos têm uma finalidade, um propósito; nos animais esta finalidade jaz nas funções de suas estruturas.

Aristóteles
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