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quinta-feira, 27 janeiro, 2022

Mosaico romano é descoberto durante escavações na Inglaterra

Revista Mensal
Vitor Marcolinhttps://lletrasvirtuais.blogspot.com/
Apenas mais um dos milhares de alunos do COF. Non nobis Domine.

Os desenhos datam do século III e representam o herói grego Aquiles

Em 2020, para fugir ao tédio consequente das restrições do lockdown na Inglaterra, um cidadão britânico por nome de Jim Irvine, filho do fazendeiro Brian Naylor, decidiu contactar arqueólogos a fim de investigar a propriedade do pai. Jim suspeitava que sob o terreno da fazenda da família jaziam segredos antigos. Nesta quinta-feira, 25, depois de muito trabalho, os arqueólogos finalmente anunciaram a descoberta que confirmou as suspeitas de Jim Irvine: um raríssimo mosaico romano e um complexo de vilas estavam enterrados na fazenda de Brian Naylor.

Raríssimo mosaico descoberto numa fazenda no condado de Rutland, na Inglaterra. Foto: University of Leicester/Reprodução/Youtube

As escavações foram conduzidas sob uma parceria celebrada entre o Conselho do Condado de Rutland — lugarejo no qual se localiza a fazenda –, o órgão público Historic England e uma equipa do Serviço Arqueológico da Universidade de Leicester (ULAS). Uma segunda investigação no sítio arqueológico foi levada a cabo por membros da Escola de Arqueologia e História Antiga da Universidade de Leicester. Segundo os arqueólogos, o mosaico do período latino é o primeiro do tipo a ser descoberto no Reino Unido.

Foto: University of Leicester/Reprodução/Youtube

Os vestígios da obra de arte têm as seguintes dimensões: 11 metros de largura por 7 metros de comprimento. Muito provavelmente, segundo as equipas de especialistas, o mosaico fora feito para ornamentar uma ampla sala de jantar ou salão de entretenimento. No ambiente os anfitriões exibiam aos convidados cenas da vida do herói homérico. Na porção intacta do mosaico, é possível observar a cena final da Guerra de Tróia na qual Aquiles peleja contra Heitor.

Foto: University of Leicester/Reprodução/Youtube

Em algum momento dos seus prováveis 1700 anos de existência o mosaico fora danificado pelo fogo; mas, segundo os arqueólogos, há uma vantagem técnica nos estragos: danos desse tipo sugerem, na interpretação dos pesquisadores, que o local fora povoado posteriormente. Ademais, restos humanos foram encontrados junto aos escombros que cobriam o mosaico. Esta ocupação posterior se deu durante os séculos III e IV, indicando assim que a serventia do vilarejo para a comunidade permaneceu na época pós-romana.

Foto: University of Leicester/Reprodução/Youtube

Os achados continuam sob análise dos pesquisadores. Há a previsão para novas escavações no sítio no próximo ano. Até lá, no entanto, o vilarejo romano deve permanecer sob os cuidados do governo inglês a fim evitar a prospecção ilegal de pessoal não autorizado — como os entusiastas dos detectores de metal.

Com informações da Revista Galileu.

“Lentos dias acumulam-se; como vão longe os tempos de outrora”.

Buson
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