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terça-feira, 28 junho, 2022

Marina Silva usa foto errada para ilustrar fechamento do Congresso em 1968

Revista Mensal
Roberto Lacerda
Roberto Lacerda
Roberto Lacerda Barricelli é jornalista, assessor e historiador. Foi correspondente do Epoch Times e colaborador em diversos jornais, como Jornal da Cidade Online, O Fluminense, São Carlos Dia e Noite, Diário da Manhã, Folha de Angatuba e Jornal da Costa Norte.

Na foto há Getúlio Vargas. Marina também errou o ano do acontecimento histórico e foi corrigida por um cidadão.

A ex-ministra Marina Silva (REDE) publicou algumas imagens em sua página no Facebook, para criticar as comemorações da intervenção militar de 31 de Março de 1964 e ações do presidente Jair Messias Bolsonaro (Sem Partido), que considera persecutórias e comparáveis.

Em uma das imagens publicadas por Marina Silva, figura o ex-presidente Getúlio Vargas. O erro está na legenda da imagem, informando sobre o “fechamento do Congresso”, contudo, Getúlio Vargas faleceu em 1954, ou seja, 10 (dez) anos antes da data inserida na legenda da imagem (1964).

Outro erro histórico consta no texto da publicação das imagens, no qual Marina Silva afirma que o Congresso foi fechado em 1964, no entanto, o fechamento ocorreu quatro anos depois, em 1968, pelo então presidente Costa e Silva (como o próprio texto também informa mais à frente (“fechou os Legislativos federais e estaduais).

Um cidadão corrigiu a ex-ministra em seu perfil no Facebook.

Segundo artigo de Amauri Segalla e Pedro Marcondes de Moura, para a IstoÉ, publicado em 28/03/2014, o ex-governador do Rio Grande do Sul, e cunhado do então presidente João Goulart, Leonel Brizola, defendeu o fechamento do Congresso, durante o Comício da Central, em 13 de Março de 1964. Brizola é figura conhecida da esquerda brasileira.

Não houve correção dos erros na publicação até ao fechamento desta matéria.

Com informações do perfil de Facebook de Marina Silva, IstoÉ e do livro “Ditadura à Brasileira”, do historiador e professor Marco Antonio Villa.


O saber deve ser como um rio, cujas águas doces, grossas, copiosas, transbordem do indivíduo, e se espraiem, estancando a sede dos outros. Sem um fim social, o saber será a maior das futilidades.

Gilberto Freyre

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