O Movimento Avança Brasil, organização representativa da sociedade civil atuante desde 2015 que, atualmente, tornou-se o maior movimento conservador do país, teve seu canal no YouTube removido da plataforma.

Designando a plataforma de compartilhamento de vídeos como “IV Reich“, o MAB postou em suas redes sociais a mensagem que recebeu do YouTube:

O comentário da postagem faz referência a um conjunto de ações por parte da plataforma de claro boicote a canais que compartilham conteúdo declaradamente conservador.

“Nós já esperávamos que isso pudesse acontecer, dado o modelo que foi montado nas mídias sociais para censurar de forma “legal” conteúdos conservadores através das agências de fact-check, que se tornaram no ministério da verdade”, disse Nilton Caccáos, Presidente do Conselho de Administração do MAB.

“Enquanto não tivermos no Brasil uma lei similar a que foi aprovada na Polônia, onde as Big Techs serão multadas em US$ 13.5 milhões para cada caso de remoção de conteúdo por motivo ideológico, continuaremos sendo cancelados.”

Nilton Caccáos, Presidente do Conselho de Administração do MAB

Precedentes

Na última semana, o empresário Allan dos Santos, fundador do canal Terça-Livre, teve os dois canais da empresa retirados do ar pela plataforma. A ação judicial que moveu na ocasião foi favorável ao Terça-Livre, e o YouTube acabou condenado a pagar 5 mil reais por dia, até que os canais da empresa voltassem ao ar.

Em ambos os casos, o YouTube não especifica como as diretrizes da comunidade foram violadas. Nenhuma delas indica a restrição a conteúdos associados a ideias políticas de um ou outro matiz.

Conforme a própria plataforma anuncia, restringe a veiculação de “conteúdo sensível” — que abrange “nudez e conteúdo sexual, miniaturas personalizadas, segurança infantil e automutilação” — e de “conteúdo violento ou perigoso”, que define por “discurso de ódio, comportamento predatório, violência explícita, ataques maliciosos e conteúdo que promova comportamentos nocivos ou perigosos”.

Como se sabe, a suspensão de canais é consequência das denúncias realizadas por usuários da plataforma, de modo que agentes políticos exploram essa fragilidade do sistema para prejudicar adversários deliberadamente. Já o Youtube, por sua vez, perdeu a ação judicial movida pelo Terça-Livre em virtude da falta de transparência quanto às razões objetivas que resultaram na exclusão dos canais.

Leave a Comment

This div height required for enabling the sticky sidebar