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domingo, 28 novembro, 2021

Mãe e padrasto são acusados de estupro

Revista Mensal
Samara Barricellihttp://www.revistaesmeril.com.br
Samara Oliveira Barricelli é jornalista, Católica Apostólica Romana, mãe e esposa.

Meninas foram violentadas por anos, sob chantagem emocional da mãe para que não recusarem os estupros do padrasto

O crime aconteceu na cidade de Arabutã (SC) e só veio a tona após o Ministério Público da Comarca de Ipumirim receber as denúncias contra o padrasto e a mãe das crianças. O promotor público João Paulo de Andrade iniciou imediatamente a apuração dos fatos e a busca por provas que incriminassem o casal abusador. Tendo êxito na sua busca, ele confirmou a veracidade das acusações, segundo a Rádio Rural.

O padrasto se apresentou à delegacia de polícia nesta quarta-feira (11), após prestar depoimento, recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Presídio Regional de Concórdia (SC), onde permanecerá preso e à disposição da justiça.

A mãe das crianças foi presa dias antes, na última sexta-feira (6), e foi levada à Penitenciaria feminina de Chapecó (SC). Na investigação foi apurado que a mulher sabia e era conivente com os abusos. Segundo o relato de uma moradora da região em um grupo no Facebook, os abusos aconteciam há pelo menos 3 anos.

Vítimas se manifestam após abusos

Uma das vítimas do estupro concedeu entrevista a Atual FM e revelou os detalhes dos abusos que ocorreram por mais de três anos. A vítima que tem 16 anos, afirmou que ela e a irmã (12) eram obrigadas a satisfazer o namorado da mãe e que a mesma ameaçava cometer suicídio se as filhas não aceitassem manter relações sexuais com o padrasto.

A vítima relatou que ela e a irmã conversavam escondidas sobre os abusos e que a mãe exigia que elas respeitassem o padrasto e que ficava brava caso não fizessem de acordo com o ordenado. A jovem confirmou que a própria mãe a levou a um motel para que o padrasto a estuprasse.

A gente não podia falar uma palavra errada com ele. Se a gente não tivesse mais nada com ele, ele não iria mais querer ela como namorada.

– Vítima de 16 anos.

A menina revelou que quando contou para a avó materna, alguns familiares foram até Arabutã “apenas para criticar e julgar”. Porém, a investigação iniciou quando a tia acionou o Conselho Tutelar. A denúncia foi feita há pelo menos seis meses.

Após a descoberta e confirmação do caso e prisão da mãe e do padrasto, as irmãs usaram suas redes sociais para relatar os momentos tristes que passaram.

Como a gente não queria o mal da nossa mãe, acabávamos sendo convencidas a praticar o ato com ele.

– Vítima de 12 anos

As meninas estão recebendo acompanhamento psicológico para ajudar a superar o trauma dos abusos. Por ser um crime hediondo e pelas meninas serem menores de idade, não divulgaremos seus nomes e perfis.

Com informações de Atual FM e Rádio Rural


Sinto-me feliz por não ser homem, porque, se o fosse, teria de casar com uma mulher.

Madame de Staël

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