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terça-feira, 21 setembro, 2021

Mãe de Henry Borel – cumplicidade por narcisismo?

Revista Mensal
Samara Barricellihttp://www.revistaesmeril.com.br
Samara Oliveira Barricelli é jornalista, Católica Apostólica Romana, mãe e esposa.

Não julgueis segundo a aparência e sim pela reta justiça, Jesus Cristo

Conforme reportagem da BBC, Henry Borel, 4 anos, chegou sem vida no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, no dia 8 de março. Ele foi levado pela mãe Monique Medeiros e pelo padrasto o Vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), que alegavam ter encontrado o menino desmaiado no quarto onde dormia. Porém, a perícia apontou que a causa da morte foi uma hemorragia interna e uma laceração no fígado causada por uma ação contundente. O que levou a polícia a descartar o acidente doméstico como a causa da morte.

Segundo o Portal G1, a Polícia Civil do RJ prendeu nesta quinta-feira (8), o padrasto Dr. Jairinho e a mãe Monique Medeiros. O casal foi preso pela suspeita de homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem chance de defesa para a vítima, por atrapalhar as investigações e por ameaçar testemunhas para combinar versões. Os mandados de prisão temporária por 30 dias foram expedidos pela juíza Elizabeth Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

Atitudes suspeitas e de suposta frieza da mãe

Desde a madrugada do falecimento do menino foram observadas atitudes suspeitas da mãe, que chegou a trocar de roupa duas vezes até escolher o melhor modelo, toda de branco, para ir à delegacia. Ela também chamou uma diarista no mesmo dia para limpar o apartamento, como se houvesse algo a esconder. No enterro do próprio filho, a mãe passou a tarde no salão de beleza em um shopping na Barra da Tijuca, onde três profissionais cuidaram dos seus pés, mãos e cabelo.

Saindo da delegacia, com sua roupa branca, após trocar de roupa duas vezes até encontrar o melhor modelo

Desde o dia 8 de março, os policiais ouviram pelo menos 18 testemunhas e reuniram provas técnicas que descartaram a hipótese de acidente — levantada pela própria mãe da criança em seu termo de declaração na delegacia. A mãe também estaria ciente das sessões de tortura do padrasto a criança e não fez absolutamente nada para impedir, resultando no assassinato do menino.

Há quem tentou encontrar justificativas para os atos de Monique Medeiros., como a Deputada Estadual Janaína Paschoal, que questionou se Monique teria sido drogada com soníferos na noite do assassinato. O histórico de Dr. Jairinho foi utilizado pela deputada para essa especulação.

O médico e vereador chegou a dizer a Leniel Borel (foto), pai de Henry, que ele “poderia fazer outro filho”.

Seres Humanos são descartáveis e filhos são produtos que você pega em prateleiras a qualquer momento? E o luto desse pai?

Na internet pessoas se demonstraram chocadas não apenas por um crime de tamanha brutalidade e violência contra um inocente, mas também pela omissão e/ou permissão da mãe.

Também há quem considerou que a criança jamais esperaria que seu pai ou sua mãe, suas principais referências, principalmente nos primeiros anos de vida, o machucasse.

Se para quem se indigna frente tamanha maldade o sentimento já é devastador, imagina para esse menino que teve que suportar dores físicas, psicológicas e o desprezo da sua própria mãe?

O neurocientista Fabiano de Abreu disse ao Aventuras na História que Monique Medeiros pode ter se tornado cúmplice do assassinato do próprio filho devido a um suposto poder de sedução, envolvimento e persuasão de Dr. Jairinho, que seria psicopata. Esse suposto poder teria deixado um hormônio (ocitocina) disfuncional. De acordo com Abreu esse hormônio seria responsável pelo vínculo entre mãe e filhos.

Segundo o livro ‘Filhos – da gravidez aos 02 anos’, organizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria através dos textos de 34 especialistas, o vínculo entre mãe e filho se inicia na gravidez e se solidifica aos 02 anos de idade da criança. Segundo os textos dos 34 especialistas, esse vínculo não se tornaria disfuncional em relação a uma maior de 02 anos (Henry era 06 anos mais velho).

Ainda segundo Fabiano de Abreu: “Todo psicopata tem um narcisismo patológico, mas nem todo narcisista é psicopata“. Porém, a combinação de narcisismo e a “estrutura mental da perversão” podem acarretar em “disfunções que prejudicam a racionalidade”.

Com informações da BBC, Portal G1, Sociedade Brasileira de Pediatria, Aventuras na História, Facebook e Twitter


Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher sua atitude em qualquer circunstância da vida.

– Viktor Emil Frankl, neuropsiquiatra austríaco e fundador da terceira escola vienense de psicoterapia: Logoterapia e Análise Existencial

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