Milhares de franceses foram às ruas contra a medida arbitrária

Neste sábado (17), 114 mil cidadãos foram às ruas nas principais cidades da França, conforme números do Ministério do Interior, informa a Gazeta do Povo.

As manifestações ocorreram devido as novas medidas do presidente Emmanuel Macron, sob a desculpa de combate à variante Delta do Covid-19, que seria responsável por 67% das reinfecções no país europeu. Macron quer impor a vacinação de profissionais da saúde e a criação de um “Passaporte da Vacina” aos cidadãos.

Passaporte (da Vacina) Sanitário

Franceses contra o passaporte sanitário

Assim como no Brasil, também na França políticos tentam impor um ‘Passaporte da Vacina’, que consiste na criação literalmente de um passaporte com a vacinação completa ou testes de Covid-19 com resultados negativos, para que os cidadãos tenham acesso a determinados locais e atividades.

Segundo o Portal G1, os empregados de comércios também serão obrigados a vacinação, portando o ‘Passaporte da Vacina’ se quiserem exercer seu Direito ao Trabalho. Ainda há permissão para demissão de trabalhadores que não tiverem o passaporte ou se recusarem a serem vacinados.

Para os clientes, a exigência está prevista a partir dos 12 anos de idade. Comerciantes que aceitarem clientes sem o passaporte ou teste negativo para a Covid-19, serão multados em até €45 mil, caso sejam flagrados.

Cidadãos precisarão do passaporte também para terem acesso aos restaurantes, bares, shoppings, cinemas, teatros, trens e aviões, de acordo com o Correio do Povo.

As medidas devem ser aprovadas pelo Conselho de Ministros nesta segunda-feira (19) e seguirem para debate na Assembleia Nacional, na quarta-feira (21).

Marcha contra a “Ditadura da saúde”

Os cidadãos nas ruas exibiram cartazes com os dizeres “Liberdade”, “Ditadura da saúde”, “A Covid mata a Democracia”, “Não ao Passaporte Sanitário” entre outros.

Vídeo da Agência Reuters – https://youtu.be/1TbyJ2XOups

Milhares de manifestantes franceses marcharam, para demonstrarem a insatisfação popular em relação às medidas autoritárias de Macron. Também houve gritos por “Liberdade”.

O passaporte será obrigatório a partir do próximo mês e os profissionais da saúde serão obrigatoriamente vacinados até 15 de setembro, caso seja aprovado pela Assembleia Nacional.

Abuso contra os Direitos Humanos

A exigência desse “documento’ traz à memória a necessidade que os judeus tiveram em adquirir passaportes de “países neutros” para escapar aos nazistas, como rematado pelo Swiss Info.

Franceses exigem respeito ao Direito à Liberdade

Em 1948, três anos após a libertação de Auschwitz, nasce a Declaração Universal de Direitos Humanos, que determina que toda pessoa tem o direito à livre circulação, liberdade, dignidade, não intervenção arbitraria na vida privada e família, ao trabalho, à livre escolha do trabalho e a proteção contra o desemprego.

Segundo a Valeurs Actuelles, o presidente do Partido Debout La France, deputado Nicolas Dupont-Aignan, declarou sua preocupação com as medidas, que “colocarão uma coleira em torno do pescoço dos franceses” e tornarão os cidadãos em indivíduos com “menos direitos que um terrorista fichado”.

Não podemos aceitar que na nossa República proibamos mais de 20 milhões de franceses de circular, de ir a um centro comercial, a uma farmácia, a apanhar um avião ou trem.

Nicolas Dupont-Aignan

Com informações do Gazeta do Povo, Reuters, Portal G1, Correio do Povo, Swiss Info e Declaração de 1948


Creio que, em qualquer época, eu teria amado a liberdade; mas, na época que em vivemos, sinto-me propenso a idolatrá-la.

Alexis de Tocqueville

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