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quarta-feira, 22 setembro, 2021

Jornalista da Folha de São Paulo usa “despiora” em título

Revista Mensal
Roberto Lacerda
Roberto Lacerda Barricelli é jornalista, assessor e historiador. Foi correspondente do Epoch Times e colaborador em diversos jornais, como Jornal da Cidade Online, O Fluminense, São Carlos Dia e Noite, Diário da Manhã, Folha de Angatuba e Jornal da Costa Norte.

Enquanto isso… Professor de Harvard declarou “robustez surpreendente”

Nesta terça-feira (8), o jornalista Vinícius Torres Freire publicou artigo no jornal Folha de São Paulo, sobre índices econômicos do Brasil. Segundo o jornalista há sinais de “despiora” da economia, como crescimento ‘inesperado’ de vendas no comércio e calmaria positiva entre os atores do mercado financeiro.

Jornalista Vinícius Torres Freire à Folha de São Paulo

O inusitado ficou pelo uso do termo “despiora”, ao invés de “melhora”, que agitou as discussões na internet nesta quarta-feira (9). Esse termo existe, mas sua utilização ocorre quando há uma situação calamitosa, que precisa ser controlada antes de apresentar melhora. Também pode ser uma ferramenta para ironia, porém, guardando o significado de situação calamitosa. Por fim, poderia ser um termo técnico, dado que Torres Freire é Mestre em Administração Pública pela Universidade de Harvard.

Segundo matéria da InfoMoney, o professor de Harvard e ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kenneth Rogoff, declarou que a economia brasileira “está surpreendentemente robusta”, e isso apesar das políticas anti-econômicas de ‘tranca tudo’ adotadas por diversos Governadores. Ainda segundo o renomado professor e economista, o Brasil está registrando um Produto Interno Bruto (PIB) comparável ao nível anterior à Pandemia.

Se a situação não é calamitosa, segundo um professor de Harvard e economista internacional de renome, que fala em robustez surpreendente, qual a motivação para o jornalista da Folha de São Paulo, e mestre pela universidade onde o primeiro é professor, utilizar o termo “despiora”?

De acordo com o jornalista, quem crítica a utilização do termo é bolsonarista. Também explicou que utiliza o termo desde 2009 e sua serventia para “chamar a atenção” à situação.

Um professor de Harvard e ex-economista-chefe do FMI declarar algo que levanta dúvidas sobre a motivação para a utilização do termo, também se enquadra no tal ‘bolsonarismo’? Quanto aos 5% serem necessários para voltar ao nível de 2019, a previsão do Banco Mundial está em 4,5%, para o Brasil, segundo o Poder360, e o professor Rogoff declarou que já há indícios de crescimento no mesmo nível anterior à Pandemia. Novamente, qual seria então a motivação para o uso do termo “despiora”?

Com informações da Folha de São Paulo e InfoMoney


Deus nos livre dos bens intencionados, eles causam danos irreparáveis.

– Roberto Campos

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