Mãe, são três letras apenas as deste nome bendito. Também o céu tem três letras e nelas cabe o infinito (Mario Quintana)

O segundo domingo de maio chegou, no qual nós dedicamos à nossa ascendência, nossa mãe. Neste dia, o maior presente pra uma mãe não deve ser o material, mas o afeto, a presença dos filhos e se sentir amada. Reunir sua família e ver seus filhos cuidados e saudáveis deve ser o sonho de uma mãe. Afinal, ser uma boa mãe é se doar, abdicar do seu mundo particular e se dedicar ao mundinho que saiu de você.

Um boa mãe tem medo que o seu amor se machuque, se aflige quando ele fica doente, quer dar tudo de si, até sua vida, para que aquele pequeno pedacinho de gente possa se tornar um grande ser humano. Uma boa mãe deve temer os apuros que a vida traz.

Se engana quem pensa que as noites mal dormidas acabam quando os filhos crescem. Que os dias bons ou ruins não dependem se os filhos estão bem. Nenhuma boa mãe consegue dormir em paz sabendo que o seu filho está aflito, em perigo ou passando necessidade. A boa mãe não se importa de colocar o filho acima de suas vontades e desejos individuais. É como se a sua felicidade fosse o bem estar do seu filho. Uma boa mãe deve educar, corrigir e as vezes fazer coisas que não agradem os filhos, mas que manterá eles no caminho certo.

A maternidade é capaz de transformar as mulheres, trazendo forças para aguentarem as adversidades oriundas da criação, educação e até do sustento des seus filhos.

Não esqueçamos das mães que tiveram anjos e não sabem como expressar a dor, o nó na garganta, o grito engasgado que poucos entenderão. Não há meios para preencher o vazio da perda de um filho. Não há um “se recupera que logo vai passar”.

Nenhuma boa mãe espera sair do hospital sem o seu bebê, mas além disso, nenhuma boa mãe espera que o seu bebê perca a vida inteira, que poderia ter pela frente.

Também não esqueçamos das boas mães que perderam seus filhos em outros períodos da vida. Sua dor não é menor; não há como a medir. Não conheço quem esteja pronto para dizer a uma boa mãe que seu filho se foi. Não é a ordem natural das coisas; um filho ir antes da mãe. E eu não quero sequer imaginar como seria o domingo do dia das mães sem o meu filho.

E aos filhos(as) que ainda gozam do privilégio de terem suas boas mães: cuidem delas. Não as deixem desamparadas, expressem todo o amor que sentem. Há tantos filhos que estão órfãos e inconsoláveis, porque queriam apenas mais um tempo ou domingo ao lado delas, mas jamais conseguirão. Aproveitem enquanto há tempo, para que o arrependimento não lhes bata à porta.

Acredito que estejam se perguntando: “Isso é uma homenagem ou pura melancolia? A verdade é que eu não queria escrever apenas para as mães que têm seus filhos. Quero lembrar ainda, em poucas linhas, das boas mães que perderam seus filhos e dizer que eu admiro a força que elas têm de continuar em pé. Nós, mães de filhos vivos, temos o privilégio de poder comemorar não apenas esse domingo, mas inúmeros outros com nossos filhos.

Por isso, aos filhos(as) que estejam lendo, agradeçam pelas suas mães. Não tenham medo de demonstrar o amor que sentem. Não tenham vergonha de pedir perdão caso tenham errado. Cuidem e conservem o que existe de mais sagrado: a família.

Não digam “eu te amo” apenas neste abençoado domingo, mas todos os dias do ano. Mandem mensagens de bom dia, liguem, levem pra almoçar, jantar, curtam bastante e priorizem. O tempo será um inimigo se você permitir isso.


Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida.

– Sófocles

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